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A Literatura que me inspira

Os alunos de Português, dos vários níveis de ensino, foram desafiados a fazer trabalhos criativos inspirados em obras literárias estudadas na escola ou lidas em casa. Poderiam fazer desde pinturas, fotografias, passando por colagens ou outras formas criativas.

Vários foram os trabalhos entregues e expostos na semana dos “Dias das Línguas”, o que vem, mais uma vez, demonstrar o potencial criativo dos nossos alunos. São muitos os “artistas”, só precisam de alguém que os desafie e os ponha à prova e assim nascerão “obras valerosas”.


Astrid Silva | 10.º J
Astrid Silva | 10.º J

Letícia Pinto| 10.º C

Ana Daniela Barreiro | 12.º B
Catarina Seco | 10.º B

Inês Rainho | 7.º B
Elisa Cardoso | 12.º F




Maria Dias | 8.º D

Inês Coelho | 12.º A


















O Broas

O Broas 2019...1.ª edição

Clica aqui
Educação Inclusiva, a Flexibilidade Curricular e a Cidadania e Desenvolvimento são as grandes inovações que as escolas estão a implementar, "apropriando-se" do Decreto Lei n.º 54/2018 e do Decreto Lei n.º 55/2018. A primeira  edição do jornal O Broas, deste ano, esteve direcionada para o trabalho realizada, sobretudo, em Cidadania e Desenvolvimento. O jornal é, assim, um dos veículos para dar a conhecer esta componente, que tem um papel importante na formação dos nossos jovens.

Esperamos que este jornal contribua para terem uma ideia mais clara e precisa da "revolução" que está a ser operada nas escolas. Clica aqui

Alegra e enriquece os teus dias com a leitura do jornal O Broas!





O Broas

Escrever Portugal…

Ivo Cardoso  e Maria João Nunes | 12.º E

Portugal, o nosso país, atualmente, é alvo de uma visão depreciativa, pela parte dos estrangeiros e pela parte dos próprios portugueses. Mas nem sempre foi assim, esta “ocidental praia lusitana” já foi o maior império do mundo, tendo os seus padrões espalhados por quatro continentes e monopolizando, quase por completo, as rotas comerciais do chá, das especiarias e do açúcar, o que tornava a nossa pátria numa superpotência económica nos séculos XV e XVI.

Então, qual é a causa geradora deste olhar pejorativo sobre um dos países mais antigos do mundo? A meu ver, a causa assenta nos próprios portugueses. Somos nós, insaciáveis e ambiciosos compulsivos, que esperamos sempre por mais, e nunca nos contentamos com o que temos. Somos filhos de uma nação de heróis, de lutadores de espadas e de penas, e, mesmo assim, deixamos a autocomiseração falar mais alto do que o orgulho em ser português.

É verdade que nos dias de hoje estamos na chamada “cauda da Europa”, as inovações tecnológicas, as modas, até as músicas, antes de cá chegarem, já passaram por países como a França, a Alemanha ou o Reino Unido. Mas também é verdade que estamos em recuperação de uma crise económica que nos abalou a todos e que, no entanto, teve a sua origem, tal como as modas e as tecnologias, nos países nórdicos, mais ricos e supostamente mais evoluídos. 

Podemos estar atrasados em certos aspetos do agora, mas fomos pioneiros numa série de áreas quando os outros, estrangeiros, não o foram. Fomos pioneiros na abolição da pena de morte, fomos pioneiros na expansão marítima, até fomos pioneiros no fim da escravatura. Os Estados Unidos ainda a teriam por mais 100 anos.

Posto isto, só quero demonstrar que não temos necessidade de buscar o que há lá fora, porque o que já é nosso por direito, herdado dos nossos antepassados que tanto lutaram por esta maravilhosa terra, é mais do que suficiente. É urgente impedir esta visão errada de que o que vem do estrangeiro é melhor, de que o que tem nomes franceses ou ingleses escritos na capa supera qualquer produto nacional.

Já disse Eça de Queiroz, no ano de 1888, na voz do seu João da Ega, que “Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilos, indústrias, modas, maneiras, pilhérias, tudo nos vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssima, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas…”. Pois passaram mais de 13 décadas e a crítica continua atual.

Concluindo, há que deixar de ter pena de nós mesmos, deixar de invejar e tentar imitar os outros e passar a ter orgulho na nossa casa “à beira mar plantada” a que podemos chamar de peito feito de Portugal.

Sou português, sou o vencedor de dois prémios Nobel, sou campeão europeu no futebol e na música. Sou o secretário-geral da ONU e a 5ª língua mais falada no mundo. Sou patrimónios materiais e imateriais da Humanidade. O nosso país é o que nós quisermos que seja, é o povo e as suas conquistas, e será as nossas conquistas no futuro, por isso, posso dizer que, para além de ser português, sou muito mais do que isso, sou Portugal.
 Miguel Figueira | 11.º C




O Broas

O Broas - Edição 2015/2016 do teu jornal...


Escrita, Escrituras e outras Aventuras foi o tema explorado no ano letivo 2015/2016. Tens 60 páginas repletas de textos e ilustrações para descobrires!

Atreve-te, sê ousado! Vai valer a pena!


Podes encontrar O BROAS em versão impressa - na Biblioteca e na entrada da Escola - ou em versão online - clica aqui.





Os Sentidos das Palavras...


Há palavras que te veem
E te descrevem
Que te ouvem e te sentem.

Há palavras que falam
Pelos nossos corações.
Palavras que tu tocas
E te causam ilusões.

Há palavras que tu cheiras
E não têm odor,
Mas, mesmo assim,
Escrevemo-las com amor.

Há palavras que conhecem
O teu medo,
Contudo,
Guardam-no em segredo.

Há palavras
Estranhas na Língua Portuguesa,
Mas ainda assim,
Possuem grande beleza.

Há palavras e palavrinhas,
Palavras e palavrões,
Mas todas elas guardamos
Em nossos corações.
                                                              
Ana Rita da Fonte - Beatriz Gonçalves | 9.º H


Urântia...

Urântia… sim, foi essa pequena história que nos trouxe até aqui. O que me levou, a mim, a aparecer no jornal da Escola, e a vocês, que se deram ao trabalho de parar na escadaria para o ler, a saber algo sobre uma, até agora, incógnita colega.

O meu nome é Madalena Vaz Ferreira Real, maior de idade por uma questão de dias, e a minha escolha no Curso de Ciências e Tecnologias não faria adivinhar o motivo para a existência deste artigo. Mas se o leitor se está a perguntar qual esse motivo é, exatamente, eu passo a esclarecer. A Nissan, juntamente com o Plano Nacional de Leitura e outras entidades associadas, trouxeram para Portugal uma iniciativa nascida no Japão: O Concurso Jovens Autores de Histórias Ilustradas. A minha história e correspondente ilustração acabaram entre os 10 vencedores que conseguiram os seus trabalhos publicados num livro.
Quando perguntada “Há quantos anos escreve?” ou “Como surgiu a vontade de escrever?”, pode parecer cliché responder que tal comportamento sempre existiu. Mas se querem uma resposta mais precisa, posso apenas dizer que histórias ilustradas e afins começaram a ser tecidas nos tempos mortos do meu 7.º ano de escolaridade (com algumas das ilustrações sendo mesmo feitas durante as aulas!).

E o tempo vai passando, a possibilidade de criar Universos inteiros, com apenas algumas palavras e mais uns rabiscos torna-se extremamente divertida. Foi no meio de um desses muitos mundos que Urântia surgiu, especificamente criada para a 2.ª edição do Concurso. A razão para a escolha deste título será rapidamente esclarecida àquele que tiver a curiosidade (ou disposição) necessária para ler o conto em questão, disponível, em princípio, no exemplar cedido à Escola.
Os meus objetivos quanto à escrita e à ilustração sempre foram bastante claros e, quando não pela primeira vez as pessoas me perguntam porque é que não fui para Artes, a minha resposta está pronta: não espero viver de algo tão inconstante como a inspiração necessária para se fazer boa arte. Não deixam, mesmo assim, de ser tão essenciais à minha vida como a Ciência o é. Desta possibilidade de expandir o mundo ou criar outros novos depende o meu bem-estar. De tal forma que não seria justo dizer que prefiro uma ou outra. Como tudo na volatilidade deste meio, umas vezes apetece fazer uma, outras vezes apetece exprimir-me a partir de outra. Só espero que a junção das duas, faça nascer algo especial.


Sónia no Mundo dos Números...



Já me conhecem, sou a Mafalda Dinis, do 9.º A. No ano passado, apresentei aqui, neste jornal, o meu livro Sónia no Mundo das Letras; este ano, já publiquei o segundo volume desta coleção, o livro Sónia no Mundo dos Números e posso avançar que está já em preparação o terceiro livro: Sónia no Mundo das Cores. Aguardem, só mais um pouco!


Sónia é uma menina de seis anos que, tal como uma certa Alice, entra no mundo dos sonhos, onde vive aventuras divertidas e muito pedagógicas.
Estes livros dirigem-se, mais diretamente, aos que estão a descobrir as letras, os números e as cores, mas todo o tipo de públicos pode, de certeza, desfrutar do prazer da sua leitura.
As ilustrações são vibrantes, plenas de cor e magia e chegam da Alemanha, onde vive o português Henrique Romano, o seu autor.

O conhecimento e o contacto mais direto com o problema do autismo levou-me a tomar a decisão de doar um euro, por cada livro vendido, para a associação Vencer Autismo, que faz um trabalho notável.
Quero que a escrita faça sempre parte da minha vida, não será a minha ocupação principal, que será no jornalismo ou artes performativas, mas estará sempre presente. Tenho “mil ideias” que acho que vale a pena partilhar, personagens sem fim que querem nascer através da minha escrita.
De certeza que os temas e a forma de escrever irão alterar-se com o passar dos anos e com tudo o que vou viver, mas a vida está sempre a dar-nos oportunidades de contar novas histórias, é só estar atento.
Eu estou!


Literatura Portuguesa...



Todas as literaturas, das diferentes culturas do mundo, foram criadas por homens e mulheres. Na 1.ª edição destacámos alguns dos maiores escritores portugueses. Nesta 2.ª edição é a vez das escritoras portuguesas estarem presentes. A Literatura no feminino é essencial para entendermos o todo de uma civilização. Selecionámos as mais conhecidas e outras, talvez menos conhecidas, mas que vale a pena conhecer.
Reproduzimos pequenos trechos de obras suas, na maioria dos casos, preferimos poemas. Porque sim!

Florbela d’Alma da Conceição Espanca - 1894 - 1930
Eu quero amar, amar perdidamente! / Amar só por amar: Aqui… além… / Amar Este e Aquele, o Outro e toda a gente… / Amar! Amar! E não amar ninguém!

Sophia de Mello Breyner Andresen - 1919 - 2004
Esta é a madrugada que eu esperava / O dia inicial inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio / E livres habitamos a substância do tempo.

Agustina Bessa-Luís - 1922
Não quero cantar amores, / Amores são passos perdidos, / São frios raios solares, / Verdes garras dos sentidos. // Não quero cantar amores / Nem falar dos seus motivos.

Maria Teresa Horta - 1937
Abrigo-me de ti / de mim não sei / há dias em que fujo / e que me evado // há horas em que a raiva não sequei / nem a inveja rasguei / ou a desfaço // Há dias em que nego / e outros onde nasço // há dias só de fogo / e outros tão rasgados // Aqueles onde habito com tantos / dias vagos.

Maria Velho da Costa - 1938
Elas são quatro milhões, o dia nasce, elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café. Elas picam cebolas e descascam batatas. Elas migam sêmeas e restos de comida azeda. Elas chamam ainda escuro os homens e os animais e as crianças…

Teolinda Gersão - 1940
Então, de repente, rebentou a guerra. Como um terreno minado explodindo. Não foi para ninguém uma surpresa, sabia-se que ia acontecer, já tinha acontecido noutros lugares, mais tarde ou mais cedo ia chegar aqui. Portugal era um país mal governado. Mal pensado.

Lídia Jorge - 1946
Cai a chuva no portal, está caindo / Entre nós e o mundo, essa cortina / Não a corras, não a rasgues, está caindo / fina chuva no portal da nossa vida...

Adília Lopes - 1960
Quando partires / se partires / terei saudades / e quando ficares / se ficares / terei saudades // Terei / sempre saudades / e gosto assim

Dulce Maria Cardoso - 1964
Identificar os acasos que nos trouxeram ao que somos só nos torna mais frágeis. Fazemo-lo na esperança de percebermos como nos aconteceu tornarmo-nos o que somos. Em vão.

A Poesia é...

- a definição da realidade
- o encontro do pensamento com a emoção que se transmite através de palavras
-  uma explosão de vida
-  o melhor uso das palavras para dizer mais do que as palavras podem dizer
- a criação rítmica da beleza em palavras
 - o ar que respiro, a água que bebo, a voz que grito
-  a voz da opinião                                       
 Alunos do 10.º F


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