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Tenho Direito a Não Ser Discriminado

 Astrid Silva | 9.º F
Os alunos do 10.º G participaram numa Oficina de Escrita dinamizada pela Professora Alexandra Alves, na Biblioteca Escolar. O tema era a Igualdade de Direitos e uns alunos descreveram situações em que se sentiram discriminados pelo facto de serem rapazes ou raparigas. São esses testemunhos que aqui tornamos visíveis.

Pelo facto de ser rapariga, os meus pais não queriam que eu fosse à Escola, queriam que só o meu irmão fosse estudar. Felizmente, tomaram a decisão correta e, por vezes, penso que talvez tenha sido esta situação que levou à minha “paixão” pela Escola e por aprender.

No ano passado, houve dois candidatos para a eleição do Delegado de Turma: um rapaz e uma rapariga. Era evidente que o rapaz era mais competente para exercer o cargo, mas as raparigas, em maior número, uniram-se e elegeram a rapariga. E esta não desempenhou bem o seu cargo.

Quando acabei o 3.º ciclo, eu queria ir para Lamego tirar um curso de culinária, mas a minha Mãe não deixou por eu ser rapariga. Quando o meu irmão quis ir para o ensino profissional, a minha Mãe deixou. Senti-me injustiçada só porque sou mulher!

Fomos a uma festa e, para entrar, formou-se uma fila que demorava a avançar. Quando já estávamos cansados, o Porteiro decidiu deixar entrar primeiro as raparigas. Protestámos, mas não valeu de nada, tivemos que esperar mais ainda.

Não gostámos quando vamos na rua e os homens acham-se no direito de nos dizerem coisas, muitas delas desagradáveis, sobre o nosso corpo ou referindo-se à sexualidade.
É humilhante.

Há raparigas que, por desafio com outras, ou para se divertirem, fazem questão de nos provocar e, se nós não estamos interessados, fazem comentários maldosos sobre a nossa orientação sexual quando passámos e à frente de outras raparigas. É horrível.

O meu avô é empresário agrícola e quando eu e o meu irmão íamos ajudar, por exemplo, na apanha da azeitona, ele pagava mais ao meu irmão do que a mim.
Não gostei, sou rapariga, mas trabalhei tanto como ele.


Alunos do 10.º G



O Broas

Tenho Direito a Não Ser Discriminado

Astrid Silva | 9.º F

Sou o único rapaz numa família que tem cinco raparigas (duas minhas irmãs e três primas) mais ou menos da minha idade. Quando éramos pequenos não me deixavam brincar com elas, sentia-me sempre muito sozinho e triste.

A minha Mãe sempre me obrigou a arrumar o meu quarto, mas ao meu irmão que é mais velho não obrigava e era ela que o limpava e arrumava. Soube sempre que era uma grande injustiça! Ainda hoje falo nisso.

Quando tinha cinco ou seis anos quis ter uma Hello Kitty (gosto muito de gatos), mas o meu Pai zangou-se e disse que “isso” era para as meninas e eu tinha que brincar com carros, andar de bicicleta e jogar à bola.

Sempre fui uma Maria-rapaz, gostava de futebol, de carros e de tudo o que era “pertença” dos rapazes. Ver, da janela, o meu irmão a jogar à bola com os amigos, na rua, sem que eu pudesse participar, gerava em mim uma revolta muito grande.

Num Natal, fomos às compras ao shopping, eu vi uma camisola muito bonita, cor-de-rosa e com flores pequeninas e gostei muito dela. Queria que ma comprassem e apesar de ter passado a tarde inteira a insistir, negaram sempre a minha vontade.
Nunca entendi porque é que as flores e as pintinhas são para as meninas e os rapazes só podem ter riscas e quadrados. Não é justo!
                                                                                                                                                                  
 O meu irmão escolheu os desportos que quis praticar: esgrima e equitação. Eu quis seguir os mesmos desportos, mas os meus pais disseram-me que não eram adequados para as raparigas e devia escolher desportos mais femininos, como, por exemplo, ballet ou ténis. Fiquei furiosa e senti-me discriminada.

Quando eu e a minha irmã discutimos, os meus pais defendem-na sempre a ela por ser menina, mas a verdade é que ela é que começa as discussões e quando os meus pais estão a passar-me os “sermões habituais”, ela, às escondidas, faz troça de mim. É muito má!


Alunos do 8.º A e do 8.º B




O Broas

O Mar que nos Inspira

Os oceanos e mares existentes no planeta que habitamos foram, desde sempre, fonte de inspiração para todas as formas de arte: música - poesia - cinema - pintura - arquitetura…
Os alunos do 12.º G pesquisaram o tema e descobriram os belos poemas de Sophia sobre o Mar que ela tanto amava e dos quais aqui deixamos cinco para lembrar ou dar a conhecer. Reproduzimos, também, obras da pintura e arquitetura maravilhosas e alusivas ao mar.


À Beira-mar
José Malhoa

Atlântico


Mar,
metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.


E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.

Edifício Onda
Terminal do porto de Leixões

Mar Sonoro

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.


As Ondas
As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.

Fresco da Gare da Rocha do Conde de Óbidos
 Lisboa - Almada Negreiros

Liberdade

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.


Quando eu morrer...

Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.



Alunos do 12.º G, orientados pela Professora de História A




O Broas

Sessão Nacional - Parlamento dos Jovens - Ensino Básico



Os deputados, eleitos pelos diferentes círculos eleitorais do país, em comissão, havia quatro, debateram os projetos de recomendação aprovados nas sessões distritais. Fiquei impressionada com o domínio que muitos jovens com 13, 14 e 15 anos tinham sobre os temas e o modo seguro e “adulto” como intervinham.

 Na visita à Assembleia da República conheci a “Casa da Palavra”, a “Casa da Democracia” e fiquei fascinada com os frescos, ou afrescos, com a imponência da escadaria, do candelabro que sobre ela impera, com as estórias que aquele edifício guarda e que são interessantíssimas. Senti-me muito orgulhosa de ser portuguesa e com uma forte vontade de contribuir para engrandecer o meu país, que é o Melhor do Mundo.

A sessão de perguntas e respostas, antes do Plenário, teve a presença dos deputados: Maria Germana Rocha, do PSD; Porfírio Silva, do PS; Joana Mortágua, do BE; Patrícia Fonseca, do CDS - PP; Ana Virgínia Pereira, do PCP e Heloísa Apolónia, do PEV. Tive a oportunidade de perguntar à deputada Joana Mortágua se a sua experiência no Parlamento dos Jovens, enquanto aluna, tinha contribuído para dedicar a sua vida à política. Ela respondeu que sim e afirmou ter uma excelente recordação de ter participado no Parlamento dos Jovens.

Na Conferência de Imprensa com o Presidente da Comissão de Educação e Ciência, o deputado e cientista Alexandre Quintanilha, questionei-o sobre  o desaparecimento galopante de postos de trabalho devido ao avanço da tecnologia. Na resposta esclareceu que muitos países estão já a atribuir Rendimento Básico Universal.
O refeitório dos monges, onde decorreram as refeições, tinha dois tablets gigantes nos quais passava informação e imagens da Assembleia da República. Adorei tudo!
 Ana Margarida Silva | 9.º F



O Broas

Os Jovens e a Constituição: Tens uma Palavra a Dizer


Vencidas as primeiras etapas do Projeto do Parlamento dos Jovens do Ensino Básico que, neste ano letivo, tinha como tema de debate - Os Jovens e a Constituição: Tens uma Palavra a Dizer - realizou-se a Sessão Escolar com os 31 deputados eleitos das oito listas que foram a votos. Após a apresentação dos projetos de recomendação de cada lista votou-se o projeto para representar a Escola na Sessão Distrital, que tinha as seguintes medidas:
1.ª - Reintrodução da Formação Cívica, para todos os anos do 2.º e 3.º ciclos, com conteúdos programáticos definidos, sendo um deles a Constituição de 1976 ou, em alternativa, inserir o estudo da Constituição numa ou mais disciplinas.
2.ª - Submeter a referendo nacional as mais profundas revisões constitucionais, aquelas que vão trazer mudanças significativas à vida das pessoas.
3.ª - Criação de maior número de instituições de acolhimento de crianças órfãs, abandonadas ou retiradas aos pais, que sejam mistas, para rapazes e raparigas.


Os deputados eleitos à Sessão Distrital foram:
1.º deputado - Francisco Silva, do 9.º F;
2.ª deputada - Rita Encarnação, do 9.º E;
3.ª deputada - Ana Margarida Silva, do 9.º F;
Deputado Suplente—João Lopes, do 9.º F.
Na Sessão Distrital, o excelente desempenho dos nossos deputados conduziu à sua eleição para a Sessão Nacional. Foi merecido e gratificante.
Eu como candidata, deputada e, por fim, jornalista, gostei de participar.
                                           

 Bárbara Cruz | 7.º A




O Broas

Constituição - 40 anos


No âmbito do Projeto Parlamento dos Jovens 2016/2017 do Ensino Secundário, constante do Plano Anual de Atividades da nossa Escola, decorreu nos dias 8 e 9 de maio, na Assembleia da República, a Sessão Nacional, com a presença dos quatro jovens deputados do Círculo Eleitoral de Vila Real. A Escola esteve representada pelos alunos/deputados, Margarida Lourenço, aluna do 11.º G e José Carlos, aluno do 11.º H.


O Projeto Parlamento dos Jovens, organizado pela Assembleia da República, começou a ser desenvolvido com a Sessão Escolar, precedida do ato eleitoral, que envolveu cinco listas candidatas com dez deputados em cada lista. Foram eleitos quatro deputados para representar a Escola, na Sessão Distrital.
Nesta sessão, foram eleitos quatro deputados para representar o Círculo Eleitoral de Vila Real.

 Para a Sessão Nacional, os nossos deputados fizeram-se acompanhar da jornalista, Rita Brás, aluna do 10.º E, com o objetivo de fazer a reportagem e a notícia correspondente a esta atividade. Para o seu trabalho, teve a oportunidade de presenciar, in loco, as caraterísticas, vantagens e limites da Democracia.

Este ano debateu-se o tema - 40 anos de Constituição da República Portuguesa e do Poder Autárquico. A que temos e a que queremos: desafios ao poder local.
A experiência vivenciada permitiu aos jovens deputados, presentes na Sessão Nacional, manifestarem a sua opinião, ouvir a dos outros, debaterem ideias e apresentarem soluções.
Quando questionados pela jornalista, todos consideraram que:
É uma experiência única, inesquecível e, sobretudo, é importante a realização de atividades deste género que dá voz aos jovens, o futuro do nosso país.
Rita Brás | 10.º E



O Broas

Escola S/3 S. Pedro no PARLAMENTO DOS JOVENS do Ensino Secundário

No âmbito do Projeto “Parlamento dos Jovens 2016/2017” do Ensino Secundário, constante do Plano anual de Atividades da Escola S/3 S. Pedro, decorreu nos dias 8 e 9 de maio, na Assembleia da República, a Sessão Nacional do mesmo projeto, com a presença dos quatro jovens deputados representantes do círculo eleitoral de Vila Real, estando a Escola S/3 S. Pedro representada pelos alunos/deputados, Margarida Lourenço, 11.º G e José Carlos,11.º H.

O programa “Parlamento dos Jovens” organizado pela Assembleia da República começou a ser desenvolvido a nível da Escola com a Sessão Escolar precedida do ato eleitoral, estando envolvidas cinco listas candidatas com dez deputados em cada lista. Destes deputados foram eleitos quatro, para representar a Escola na sessão distrital e, finalmente também foram eleitos quatro deputados para representar o Distrito de Vila Real.

Para o evento mencionado, a Escola S/3 S. Pedro também se fez acompanhar de uma jornalista, Rita Brás, 10.º E, cujo objectivo seria fazer a notícia desta atividade, tendo tido a oportunidade de presenciar, in loco, as virtudes  deste programa, cujo tema debatido foi os “40 anos de Constituição da República Portuguesa e do Poder Autárquico. A que temos e a que queremos – desafios ao poder local”.

Esta experiência permitiu aos jovens deputados presentes na Sessão Nacional manifestarem a sua opinião e quando questionados pela jornalista, todos consideraram que “É uma experiência única, inesquecível e sobretudo é importante a realização de uma atividade deste género que dá voz a nós, jovens, o futuro do nosso país.”

Rita Brás, 10.º E





O Broas

Deixar Saudades e... Alegria

Estudaram, nesta Escola, seis anos: todo o 3.º ciclo e o Ensino Secundário. Foram, de todos os alunos, as mais fiéis colaboradoras do jornal escolar. As últimas 13 edições de O Broas tiveram, sempre, as suas ilustrações conferindo cor, alegria e ternura às suas páginas. Há seis anos fizeram o seu autorretrato, por palavras e desenhos. Agora, voltaram a fazê-lo.

A Coordenação do jornal, em nome de toda a comunidade escolar, agradece todas as maravilhosas ilustrações que produziram e deseja-lhes um futuro fecundo em alegria e felicidade.



Bárbara Taveira  | 12.º C


Beatriz Matos   | 12.º C


Obrigada Bárbara Taveira e Beatriz Matos

O Direito à Liberdade de Expressão e Opinião...

Na minha opinião, ser diferente é normal, saudável e importante.
Nem todos têm de gostar das mesmas músicas, roupas, filmes, jogos, …
Se gostássemos todos do mesmo, a vida seria demasiado banal, sem originalidade. Seríamos apenas clones, meras imitações uns dos outros.
Não se deve criticar os outros por verem séries de amor, terror, ou coisas bizarras. Todos podem ter diferentes formas de ver o mundo.
Sei que se viveram tempos difíceis, antes do 25 de abril. As pessoas não podiam dizer o que pensavam, pois corriam o risco de serem presas. Hoje tenho direito a ter e expressar a minha opinião, mesmo que seja a incorreta.
A liberdade de opinião é um direito de todos os homens, mas o respeito pelas opiniões dos outros é um dever de todos.
No mundo atual há muitos incidentes provocados pela divergência de opiniões, políticas, sociais, económicas, culturais, religiosas, … Mas, se quem se expressa tiver respeito pela forma de vida e convicções dos outros, será fácil  coexistir em paz.
Os Portugueses lutaram muito para ter direito à liberdade de expressão, mais um motivo para a usarmos corretamente.
As opiniões dos mais velhos podem por vezes aborrecer-te, mas, na realidade, eles tentam dar uma visão mais realista e madura do mundo, para te ajudarem. O objetivo não é destruir os teus sonhos ou mostrar que têm razão, é apenas ajudar-te.
A liberdade de opinião pode ser usada para criticar construtivamente.
Já muito foi feito, mas continuam a existir pessoas que não podem exprimir a sua opinião, como acontece nos regimes ditatoriais.
Alunos do 9.º A

Os jovens são adultos em aprendizagem. As suas opiniões devem ser escutadas e aceites por todos.
Os jovens ao crescerem vão formando a sua personalidade, definem os seus gostos, encontram os seus ideais, estabelecem os seus objetivos de vida, que nem sempre coincidem com os dos seus pais. A função destes é apoiar os filhos, mostrando-lhes o melhor caminho a seguir, mas dando liberdade suficiente para que eles possam tomar as suas decisões e arcar com as consequências dos seus atos.

Neste processo de aprendizagem, começamos a ficar mais conscientes do que é a vida, pode dar-se o contrário. Percebemos o que é certo e errado e acaba-se a inocência. Com tantas escolhas, os jovens procuram sempre a independência, a liberdade, às vezes de maneiras erradas, mas é assim que aprendemos. Começamos a perceber qual é o nosso papel na sociedade, a aperceber-nos das consequências dos nossos atos e a assumir a respetiva responsabilidade.


Alunos do 9.º G


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