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Camonianos e Pessoanos...

Há uma grande e polémica divisão no mundo literário português. Quem foi maior poeta: Luiz Vaz de Camões ou Fernando António Nogueira Pessoa?
Ouvimos os alunos do 12.º ano que estudam ambos.

Camões e Fernando Pessoa são considerados os maiores vultos da poesia portuguesa. Apesar de estarem separados por quase 400 anos e  por correntes literárias diferentes, há a problemática: qual deles é o melhor?
Dou preferência a Camões por duas razões: 
- porque foi e é uma referência e inspiração para os poetas portugueses, inclusive para Pessoa, na obra épico-lírica Mensagem;
- porque Camões viveu no tempo em que Portugal estava no apogeu, em que havia a sensação de esperança e que tudo se poderia tornar melhor, o que se nota na sua  obra grandiosa Os Lusíadas.
Aliás, Camões pede ao rei D. Sebastião que continue o exemplo dos antepassados para que possa “cantar” novas glórias. Ironicamente, os feitos pedidos por Camões a este rei não foram concretizados e a decadência em que o país mergulhou foi a temática mais presente em Mensagem. Nela, o país está estagnado, o que origina o mito do sebastianismo. É a imagem de um país mais triste, mais decadente, que se opõe ao Portugal camoniano. Por isto, prefiro Camões.
Aluno do 12.º ano

Na minha opinião, o melhor poeta Português é, sem dúvida, Camões, tanto pelas temáticas abordadas nos seus poemas: os feitos portugueses e a mitificação do herói em Os Lusíadas, mas também pelo seu estilo inconfundível, que demonstra um total domínio da Língua Portuguesa e uma genialidade patente nas suas obras. Não querendo afastar a capacidade poética de Pessoa, apenas acho que a subtileza e imaginação com que Camões fez as suas obras fazem com que ele seja, para mim, o melhor Poeta Português.
António Pinto Sousa | 12.º C

Camões ou Fernando Pessoa, qual o melhor poeta? Quando me perguntam isto é difícil responder, porque ambos são grandes génios da literatura. Neste ano letivo, tive a oportunidade de os estudar e fiquei fascinada.  Os Lusíadas, de Camões, e  Mensagem, de Fernando Pessoa, foram as obras que mais me marcaram, porque foi através delas que estes dois grandes autores cantaram os feitos heróicos da nossa História, bem como as figuras míticas que os protagonizaram.  Têm uma alma patriota incrível e incentivam-nos a não desistirmos do nosso país, por muito decadente que ele esteja, o que se adequa à situação atual. Pessoa e Camões servem-me de inspiração e fazem-me sentir ainda mais orgulho de ser portuguesa.
                                  Ana Rita Martins | 12.º C

 É difícil escolher entre estes dois grandes poetas, mas sendo necessário, teria de escolher Pessoa. Este poeta possui um charme que mais nenhum poeta português possui, não sei se pelos seus variados heterónimos ou se pela atualidade dos seus poemas. Ambos possuem uma grande capacidade de escrita e de incentivar o leitor a refletir, não deixando dúvidas de que eram grandes escritores. Camões proporciona-nos uma aventura pelos tempos dos Descobrimentos enquanto Pessoa, através da sua obra Mensagem, nos propõe uma interpretação de mitos e símbolos.
Concluindo, considero Fernando Pessoa o melhor poeta português devido à atualidade dos seus poemas e, principalmente, ao poema Tabacaria, do seu heterónimo Álvaro de Campos, que considero ser um dos melhores textos que alguma vez li.
João Mourão Cabo | 12.º C

Fernando Pessoa - O supra–Camões

O que torna difícil escolher entre Fernando Pessoa Camões é o facto de ambos terem criado uma obra completa e valiosa, tendo, cada um, a seu modo, enriquecido sobremaneira a literatura portuguesa.
Porquê então colocar Pessoa num patamar superior a Camões?
Em Os LusíadasCamões construiu uma obra épica muito bem desenvolvida e estruturada. Nela, o Povo Português é enaltecido, colocado ao nível dos deuses, sendo descritos os seus feitos heróicos durante a viagem para a Índia. Apesar disso, a personagem, o Povo Português, não é muito desenvolvida, é caracterizada de forma geral para abarcar um povo inteiro, o que dificulta ao leitor a  identificação com este herói, tão pouca é a informação dada sobre as características específicas. São os pequenos pormenores da personalidade de alguém que nos capta a atenção e, em Os Lusíadas, tudo é genérico. É claro que os temas são atuais e fáceis de encontrar na nossa sociedade, mostrando assim a sua intemporalidade e atualidade.
Sobressai então Pessoa, porque consegue dar uma dimensão mais profunda às personagens, por exemplo, em Mensagem descreve vários heróis da História de Portugal, que têm como base uma pessoa “de carne e osso”, depois mitificada, permanecendo, no entanto, a sua essência, os ímpetos que a motivam, a ela e a nós.
Para mim, Mensagem é superior a Os Lusíadas pois exige do leitor uma atitude mais ativa, até porque o que Pessoa pretende é despertar o Povo Português, levando-o a agir: “É a hora!”. Além disso, a presença tão rica de simbologia e conotações faz com que a obra seja uma espécie de enigma que devemos decifrar, apresentando argumentos que defendem a possibilidade de atingirmos a grandeza, afinal, o desfile de heróis em “Brasão” prova isso mesmo.
Enquanto a lírica de Camões representa uma realidade demasiado polida e embelezada para corresponder ao que é verdadeiramente real, Pessoa admite o fingimento, não como forma de enganar o leitor, mas sim para moldar algo que era real, intelectualizando-o: “Tudo o que sonho ou passo,/(...)É como que um terraço /Sobre outra coisa ainda./ Essa coisa é que é linda!”. Também talvez como consequência da sua própria fragmentação, Pessoa parece conhecer muito melhor a natureza  humana do que Camões, prova disso são os seus diversos heterónimos, cada um com uma identidade diferente, mas todos inteiramente genuínos.
Por tudo isto, mesmo sendo Camões um excelente poeta para a sua época, e tendo a sua obra muito valor para a nossa literatura, Pessoa supera-o, sendo, de facto, o “supra Camões”, inovando e explorando mais, oferecendo-nos uma obra construída de forma tão sublime que nos motiva, mesmo no contexto do “nevoeiro” atual.
Ana Olival | 12.º C

Camões e Pessoa deixaram um grandioso legado a nós, Portugueses, e à nossa língua. Sendo assim, como iria eu escolher um deles para melhor poeta português?
Decidi contrapô-los: um, conhecido como “o Zarolho” no seio estudantil, é autor do seu póstumo sucesso Os Lusíadas. Falo, é claro, de Luís de Camões que, em 10 cantos, 1102 estrofes e 8816 versos, reúne os heróicos feitos portugueses que pertencem à grande Época dos Descobrimentos. O outro, carinhosamente tratado por “Nando” ou até “o Bêbado” pelos mais jovens é (apesar da sua aparente “loucura”) um verdadeiro génio. Pessoa, os seus inseparáveis companheiros de vida - CaeiroReisCampos e tantos outros –, é o criador de uma vasta obra complexa e plurifacetada, da qual eu destaco Mensagem.
O que mais me agrada em Os Lusíadas é o tom com o qual o poeta canta o “peito ilustre Lusitano”. Quando leio esta epopeia, parece que estou dentro de um mundo maravilhoso, onde deuses e mortais se encontram no mesmo pé de igualdade no que toca às leis do Destino e os heróis mitificados obtêm a fama e a glória eternas.
Em Mensagem, aprecio o lado mais subjetivo e esotérico que este texto épico-lírico apresenta. Este conjunto de 44 poemas está carregado de significados ocultos e simbologias messiânicas, que me levam a refletir sobre a necessidade da existência de um herói que seja capaz de nos libertar de um passado longínquo e esbatido e de um presente decadente que, tal como uma corrente, nos prende. Pessoa tem a capacidade de me desafiar de forma constante e inexorável, fazendo-me acreditar que nós, Portugueses, fomos incumbidos de uma missão: realizar o sonho do Quinto Império.
Esta disputa pelo título do melhor poeta português resulta num empate técnico entre Camões e Pessoa. Cada um deles é sublime à sua maneira, mas ambos conseguem despertar o lado patriota/nacionalista que há em mim. Invocam também no meu ser um sentimento de orgulho neste povo cuja missão é unir o Ocidente ao Oriente e dar “mundos novos ao mundo”.

 Rita Lopes | 12.º C

Li, Gostei e Recomendo - Orgulho e Preconceito...


 
Capa do livro Orgulho e Preconceito

Nas férias de Natal, dediquei, muito do meu tempo, à leitura, atividade de que gosto. Entre os livros que li, está   Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, escritora inglesa dos finais do séc. XVIII e inícios do séc. XIX.

Jane Austen - escritora britânica dos séculos XVIII e XIX

 A ação desta obra desenrola-se em Hertfordshire, uma localidade fictícia, que segundo a autora, se situaria perto de Londres.
A protagonista deste romance é Miss Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas do casal Bennet, e é o seu ponto de vista, o seu  olhar sobre a alta sociedade inglesa da altura, que é mostrado. O orgulho e o preconceito estavam presentes na educação, cultura, moral, casamento, todas as relações interpessoais dos membros da aristocracia inglesa desses tempos.
Elizabeth apresenta-nos uma sociedade extremamente fútil, em que só o luxo e uma boa posição social, condição esta obtida, com frequência, através de um bom casamento, eram importantes.
A vida das cinco filhas do casal Bennet é profundamente alterada após a chegada de Mr. Charles Bingley à localidade. Mr. Bingley veio acompanhado do seu fiel amigo Mr. Fitszwilliam Darcy, um homem de grande importância social e financeira, cujo carácter severo e orgulhoso chamaram a atenção da jovem Elizabeth, inicialmente de uma forma negativa.

Darcy e Elizabeth viverão um romance marcado por mal-entendidos, desencontros e preconceitos, mas no final tudo isto é ultrapassado pela única coisa que consegue derrubar todas as barreiras sociais, todos os dogmas e juízos de carácter pré-concebidos: o amor.
A mensagem deste livro permanece atual, o que justifica o seu sucesso. Foi adaptado ao cinema e a uma série televisiva que tem, no papel de Darcy, um ator excelente, muito conhecido e  que muito aprecio, Colin Firth.
Termino com uma nota importante - 2013 é o ano do Bicentenário da publicação deste livro que, no entanto, foi escrito anos antes, mas demorou a ser publicado. Os editores não gostaram dele. Quem diria!

Ana Rodrigues 12.º G

Ler é Bom e Faz Bem...

A Literatura e a arte são sempre reflexo da sociedade que as produz, mesmo quando nos parecem completamente   absurdas. As ideias não nascem do ar, nascem das vivências que cada um vai guardando.
As redes sociais fazem parte da realidade diária de milhões e milhões de pessoas, lógico seria que também aparecessem nos livros que se vão escrevendo, e elas aí estão. Para além dos muitos livros técnicos sobre as redes sociais e as suas potencialidades para expandir negócios, começam a surgir romances que também as referem e, nos quais, por vezes, desempenham um papel de relevo.
 
A história contada no livro Milionários Acidentais  de Bem Mezrich é já, sobejamente, conhecida, devido ao filme que adaptou o livro.  É a criação da maior rede social do mundo, o Facebook e dos seus criadores, Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin que de amigos passaram a inimigos. Um filme é bom, um livro é melhor ainda. A literatura permite vias de exploração e leitura a que o cinema, devido à sua natureza, não pode recorrer.
O outro livro que aqui referimos - Liberdade de Jonathan Franzen é um grande best-seller com mais de um milhão de exemplares vendidos. Recebeu elogios generosos de personalidades, jornais e revistas. O The Guardian declara que é “Um trabalho extraordinário. Não há equivalente na ficção contemporânea” e considera Jonathan Franzen “O autor do século”. O Presidente dos EUA, Barak Obama, leu-o antes da sua publicação e classificou-o como fantástico. É um livro para os mais crescidos, sem piedade, dá um retrato de uma geração cibernética, cá estão as redes sociais, individualista e globalizada.
A imagem da capa é, no mínimo, uma ironia contraditória com o título, liberdade e vedações não ligam muito bem.
Os protagonistas são pessoas muito informadas, um advogado ambientalista e a sua esposa, defensores da alimentação biológica, preocupados com as questões do ambiente e a superpopulação, usam os transportes públicos, andam de bicicleta, têm o sonho utópico de construir um mundo melhor, na perspectiva deles.
Há mais, muito mais, nem sempre os grandes ideais correspondem aos actos praticados. Todo o ser humano tem, em si, grandes contradições.

Ler e comentar o que os outros, mais avisados, escrevem: Artigo da revista PC GUIA

Revista informática PC Guia
 Fevereiro de 2011
Escrevo este artigo com base num outro, com maior conhecimento do tema, como é óbvio, que li na edição de Fevereiro de 2011 da revista de informática PCGuia. Gostei da imagem utilizada na capa e repetida na página 28, onde começa o artigo. Nela vemos pessoas com diferentes características e diversas idades, unidas por uma rede social. Podemos ver nela uma metáfora e ver que as redes sociais são como o amor, não escolhem idades, raças ou credos. Será assim? Talvez não!
As redes sociais estão aí, de modo definitivo, não dá para ignorar ou passar ao lado. São veículos de informação, local de partilha de fotografias, pensamentos, opiniões. São mais rápidas que a televisão a dar conta do que se passa no Mundo.
O artigo, assinado por João Trigo, analisa as maiores redes sociais e evidencia as suas principais características e vantagens.
A primeira é o Facebook, denominada O Gigante, à data deste artigo tinha mais de 500 milhões de utilizadores, é a maior rede social do Mundo. Vale a pena explorar os milhares de jogos que disponibiliza, entre os quais se destaca o famosíssimo Farmville, mas há outros. Utilizando as ferramentas adequadas, no caso dos adultos, é possível encontrar colegas de escola que não vemos há muito tempo.
A segunda rede social é a Linkedin, aqui apelidada de A Profissional. Está direccionada para gerar e expandir negócios. A sua homepage é visitada por mais de 560 mil profissionais, por dia. Pode exportar, para o Mundo inteiro, o seu currículo através dela.
O Twitter é a terceira rede a ser focada, sendo designada de O Imediato. É uma rapidíssima fonte de informação. Qualquer dúvida que possa ter é prontamente esclarecida por uma imensidão de pessoas.
A última a ser analisada é a HI5, classificada como A Vaidosa, devido ao facto de ter nascido para partilhar fotografias. Evoluiu e, na actualidade, é muito popular entre os cibernautas mais novos e está disponível em 24 línguas.
Na última página deste artigo, página 38, são referidas outras redes sociais menos conhecidas, num total de nove - FLICKR - FOURSQUARE - RAYLEAGUE - HABBO - MARKUPSOCIAL - MYSPACE - PLAXO - SOCIALAICOS - ADDEGA.
Descobri muita coisa que não sabia sobre redes sociais. Considero que o artigo é muito útil para quem não sabe muito sobre o tema e quer aprender. A linguagem utilizada é clara, há, no entanto, vocabulário em inglês técnico que não é fácil dominar. Os quadros e esquemas inseridos permitem uma leitura mais pormenorizada e acessível. O “calcanhar de Aquiles” das redes sociais não foi esquecido. É esclarecedor! Recomendo!

                                                                                                  
Carolina Novo - 10.º G

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