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Fazer brinquedos

Os alunos do 7.º A, utilizando como recursos o material eletrónico e elétrico, que as pessoas colocaram no ponto Eletrão, situado à entrada da Escola, construíram brinquedos diversificados e criativos.
A espécie de robô, aqui apresentada, é um dos exemplares desta atividade inserida no projeto Eco-Escolas.



O Broas

Rota da Cidadania - A Rua é de Todos



Os passeios limítrofes à Escola estão sempre sujos de dejetos caninos.
Muitas pessoas que passeiam os cães não têm o hábito de limpar o que os seus animais fazem. Põe em causa a saúde pública e o ambiente, para além de ser desagradável para todos.
Partindo desta situação e com vontade de invertê-la, os alunos do 7.º C, nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento e em colaboração com o Eco-Escolas, desenvolveram um projeto inserido na iniciativa Rota da Cidadania da Câmara Municipal de Vila Real. O projeto desenvolveu-se nas seguintes fases:
Primeira fase - Construção, em trabalho de grupo, de frases/slogans para sensibilizar as pessoas a mudar comportamentos;
Segunda fase - Seleção, em todos os grupos, da melhor frase/slogan;
Terceira fase - votação, por todos os alunos da turma, das quatro frases/slogans de maior impacto e mais concisas.

Frases/Slogans vencedores
1.ª - Não deixe o seu cão sujar e serem os outros a limpar! (25 votos)
2.ª - Limpe os dejetos do seu animal para o ambiente não ficar mal! (18 votos)
3.ª - Quanto menos suja for a sua vida, melhor será vivida! (17 votos)
4.ª - Para a sua rua não cheirar mal, limpe o que deixa o seu animal! (8 votos);
Quarta fase - elaboração de cartazes com as frases vencedoras e ilustração.
O projeto contribuiu para desenvolver uma cidadania e civismo responsáveis. A comunicação à comunidade era a escrita das frases nos passeios, o que seria inovador, teria grande impacto visual e pedagógico e contribuiria, ainda, para embelezar os passeios próximos da Escola. Porém, não foi possível, e assim os cartazes vão ser plastificados e expostos no gradeamento da Escola.

Coordenadora de Cidadania e Desenvolvimento | Coordenadora do Eco-Escolas

Nota - O projeto Rota da Cidadania estabelece a elaboração de um pergaminho que cada escola tem de apresentar a outra. A nossa Escola recebeu o pergaminho da Escola do Bairro de S. Vicente de Paulo e apresentou e entregou o seu no colégio de S. José.




O Broas

Cidadania Hoje

Francisco Penelas e Vasco Fonseca | 12.º F


No dia 26 de maio (dia das eleições europeias), 68,6% dos portugueses não foram às urnas exercerem o direito de voto. Miguel Sousa Tavares (MST), no seu comentário na estação televisiva TVI, disse várias frases polémicas como as respostas deles [jovens] iam no sentido de «não gosto de política, sou mais de computadores». Chamam-lhes a «Geração Z», mas Z de quê? De Zero?!.


Partindo desta polémica, o Professor de EMRC deu conhecimento dela aos seus alunos e solicitou-lhes que expressassem o seu parecer sobre o tema. Alguns dos textos elaborados, no âmbito de refletir a  Cidadania participativa, inerente à democracia, estão aqui presentes.

MST tem razão, porque realmente devia existir menos abstenção e a campanha devia ser feita para os jovens. Porém MST coloca a culpa toda nos jovens e isso está errado. Ele também se esquece que nem todos os 68,6% que se abstiveram são jovens, e quase todos os adultos que não votaram estão sempre a criticar o Governo. E também é normal que os jovens que viveram os ataques às Torres Gémeas e a Troika não gostem de política e se queiram abster. A “geração dos computadores” tem contribuído e muito para a evolução da economia e podem não votar mas contribuem para melhorar o país de outras maneiras.
A meu ver, MST tem a total razão em tudo aquilo que diz menos quando coloca a culpa toda nos jovens. Compreendo, contudo, que esteja mais zangado com estes, porque na época da ditadura ele já era vivo e adorava ter este direito que 68,6% dos portugueses desperdiçaram.

António Mestre | 7.º C

Na minha opinião, MST referiu aspetos com que concordo e outros com os quais discordo. Por um lado, acho que tem razão quando diz que a “Geração Z” está mais preocupada com os computadores, pois, hoje em dia, os jovens passam muito tempo online, sem se preocuparem com o que acontece no mundo.
Por outro lado, não concordo com o seu comentário sobre os jovens não lerem livros ou jornais, não saberem nada sobre História e não gostarem de música clássica, porque ainda há muitos jovens que sabem e gostam daquilo que referi. Por exemplo, a minha irmã, que está quase a fazer 18 anos, lê livros e jornais regularmente, é muito interessada em História e adora música clássica, principalmente quando estuda.
Do meu ponto de vista, os jovens não têm tanto interesse em votar, pois os partidos não fazem campanha com aspetos que interessem a estes. Também acho que gerações mais velhas têm muito mais interesse em votar, porque viveram em tempos de ditadura, ou seja, não podiam votar. Mas lutaram por isso.

Sara Lopes | 7.º C


Primeiramente, MST diz-nos que a chamada «Geração Z» é uma geração com nenhum interesse pelos livros, jornais, política internacional, história e música clássica. Eu estou de acordo, pois o conhecimento e a cultura são a base da comunicação numa sociedade bem estruturada. O conhecimento é a nossa arma mais forte. O jornalista e comentador afirma que os jovens são muito apáticos a tudo o que os rodeia. A meu ver, MST está errado porque há muitos jovens interessados na nossa cultura e inúmeros jovens estimulados pela internet, onde também se podem abordar assuntos sérios. Depois, este diz-nos que a campanha eleitoral devia ser dirigida aos jovens. Nesse caso, concordo com o jornalista porque se um assunto atraísse a mentalidade jovem, como a tecnologia ou a salvação do planeta, mereceria mais empenho da «Geração Z».
Manuel Fernandes | 7.º C

Eu concordo com MST, pois os estudantes muitas vezes estão mais ligados às tecnologias do que propriamente às coisas que acontecem fora das mesmas ou às histórias do passado.
Hoje em dia, os jovens encontram-se fora dos assuntos, principalmente na área da política e não se interessam pelos assuntos abordados. Mas, por outro lado, penso que ainda existe um pingo de gente que realmente se interessa e quer saber dos problemas do mundo e também tem a necessidade e a obrigação como bons cidadãos de irem eleger as melhores pessoas para representar o país, a cidade…
Inês Rainho | 7.º.B

Geração Z: eu não concordo com o que MST disse sobre o Z em «Geração Z» (Z de Zero de interesse). Eu não acho que todas as pessoas, cuja idade é compreendida entre 18 e 24 anos, devam interessar-se pelas mesmas coisas. Se algumas pessoas gostam de ficar no computador, isso não quer dizer que sejam desinteressados.
História e Música clássica: MST argumenta que a «Geração Z» não tem interesse em História ou música clássica. Na minha opinião, os jovens não deveriam gostar todos de História e música clássica. Porque é que idolatram tanto História e música clássica? Qual é o mal de uma pessoa gostar de outros tipos de áreas, como ciências ou línguas, ou gostar de outros tipos de músicas como rap ou ópera ou música pop?
MST afirma que os jovens não leem jornais. Alguns jovens podem ver telenotícias e porque devem todos ler jornais? Os jovens não se podem informar de outra forma? Talvez o comentador não conheça nenhum jovem que leia jornais e por isso pensa que nenhum lê jornais.

Beatriz Teixeira | 7.º.B

MST está correto, no sentido em que os jovens de hoje em dia devem estar mentalizados que votar é importante e não devem fingir que isto não lhes diz respeito. O voto deveria ser obrigatório para que os jovens pensassem melhor sobre a eleição.
Mas, por outro lado, MST exagerou no sentido em que os jovens não são ignorantes pelo facto de não se interessarem por algumas das coisas que ele acha importantes, ou coisas que apreciava quando era mais novo.
Eu acho que os jovens de hoje podem ter futuro, mas, com pessoas a criticarem-nos desta forma torna-se mais difícil os jovens interessarem-se pela cultura e pela política. Se alguém os incentivasse e acreditasse neles, poderiam ir mais longe.
Marta Azevedo | 7.º B




O Broas

Contestar também é um ato de Cidadania

O filme O Clube dos Poetas Mortos de Peter Weir conta a história de um grupo de jovens com um novo professor (Keating) que os ensina a ver e pensar por si mesmos e fala-lhes de um antigo clube: O Clube dos Poetas Mortos, onde, numa gruta, declamavam e refletiam sobre a poesia.
Inspirados, os jovens recriam o grupo. O professor ensina-lhes ainda a frase: Carpe Diem, isto é, aproveita o dia, pois não vives para sempre; podendo ser aplicada se nós não deixarmos as oportunidades passarem ao lado nem esperar que estas caiam do céu; devemos seguir os nossos sonhos e deixar a nossa marca no mundo.
Mais tarde, Neil segue o seu sonho de ser ator, sendo protagonista da peça de teatro “Sonho de uma Noite de Verão” de Shakespeare. No entanto, o pai, que o tinha proibido de fazer parte do Grupo de Teatro, não aceita este sonho. Assim, Neil acaba por se suicidar.
Podemos dizer que as aulas do novo professor eram importantes, pois este, em vez de dar simplesmente a matéria como qualquer outro professor, potenciava outras capacidades nos alunos, tais como: espírito de reflexão, aproveitamento máximo da vida...Exemplo disso é a 1.ª aula. Nesta, manda-os rasgar as páginas de um livro que explicava a poesia (algo que não pode ser explicado) de modo a que cada um dos alunos formasse a sua própria opinião em relação a esta. Outro exemplo é quando o professor mostra aos jovens fotografias dos antigos alunos da escola já falecidos, de forma a reforçar a expressão Carpem Diem e seus ideais. Nestas fotografias,
os jovens alunos pareciam imortais, cheios de vida e sonhos, mas, o certo é que haviam morrido e isso é o fim de todos nós.
No final, o professor é despedido por ter encorajado Neil a seguir os seus sonhos, pois, segundo os seus superiores hierárquicos, esta sua atitude motivou aquele trágico desfecho. Além disso, os pais dos alunos reagiram mal a esta nova forma de ensino, pois não a compreenderam, e, tal como a maioria dos professores daquela escola, queriam excelência, perfeição e que os seus filhos apreendessem apenas os conteúdos, pois já tinham a vida destes toda planeada.


José Rocha | 8.º B



O Broas

Hong Kong ficou mais perto...

Caros alunos da Escola Secundária São  Pedro! *

Sou o Harry, de Hong Kong!



Já fiz o ano de intercâmbio em Portugal. Muita gente me tem perguntado por que escolhi Portugal. Na verdade, eu gosto muito da  língua e das praias portuguesas. Aconteceu que também gosto muito da comida portuguesa. Mas nunca pensei que vinha para Vila Real. Aqui nada tem a ver com a minha casa em Hong Kong que adoro. A paz e o “lento” daqui acalmam-me para conseguir fazer as coisas que prefiro.
Infelizmente, em Hong Kong, não conseguia ver as estrelas no céu, por causa da poluição. No entanto, aqui posso ver tantas, cada noite!
Estudar cá na São Pedro também é muito diferente do que lá, em Hong Kong. Vocês têm testes quase cada semana e lá temos o exame grande, das duas semanas, cada “termo” (três por ano). Não sei qual é melhor! Mas parece que fiquei mais tranquilo cá!
Já me acostumava aos uniformes da escola em Hong Kong! Quando soube que aqui em Portugal, normalmente, não tem os uniformes, fiquei “chocado” e contente ao mesmo tempo!
A barreira linguística ainda é um problema para mim! Acho que consigo terminar este ano letivo!
Obrigado a todos os colegas que me ajudaram e aos professores que cuidaram de mim. Sem eles, acho, até agora, ainda não falava português.
No final, eu encorajo vocês a fazer um intercâmbio quando conseguirem.
É uma experiência fantástica! Vão aprender muito sobre as vossas vidas!

Harry Wong | aluno do intercâmbio da AFS**


*  A  coordenação do jornal O Broas manteve, o mais possível, o texto original, limitando-se apenas a pequenas alterações para dar sentido à comunicação.

** O Programa AFS – Famílias de Acolhimento é uma experiência de intercâmbio em que uma família acolhe voluntariamente em sua casa um/a jovem estrangeir@ que vem estudar durante um trimestre, semestre ou ano letivo numa Escola Secundária em Portugal.







O Broas

Movimento Código Portugal #3

Os alunos da Escola S/3 S. Pedro participaram na 3.ª edição do Movimento Código Portugal, iniciativa que decorreu entre 3 e 7 de dezembro

Num total de 824 escolas participantes, a nossa Escola alcançou os seguintes resultados:

5.ª posição nas escolas do secundário com 1418 desafios resolvidos

# 13.ª posição nas escolas do 3.º Ciclo com 1166 desafios resolvidos


17.ª posição nas escolas com mais problemas resolvidos - 2584 desafios 


Na plataforma FCT NOVA CodingFest, os alunos construírem pequenos programas de computador, através da combinação de blocos gráficos de código numa sequência de problemas simples
Movimento Código Portugal é uma campanha de mobilização nacional para a literacia digital e a computação, que pretende estimular o desenvolvimento das competências associadas ao pensamento computacional, que se configura como uma nova forma de literacia para o século XXI.É promovido pelo Governo, através das áreas da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Educação, Economia, Trabalho, Solidariedade e Segurança, a Ciência Viva,Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa.

Parabéns a todos os participantes!

O Broas

Nós, Portugueses, Mar Adentro

Teresa Bastos | 9.º E

Em Portugal e os Portugueses, D. Manuel Clemente propõe-se delinear os traços da relação (histórico-existencial) entre o cristianismo e Portugal. E, em um dos mais belos e proféticos capítulos do ensaio, assume a parábola: O cristianismo é uma realidade ribeirinha. Mar profundo. O do Cristo nascente, na geografia que o acolhe. O que Cristo propõe. O de embarcar. Sair de si. Ir ao encontro dos outros. Ondas revoltas. Estranhas. Temíveis. Mar que mesmo os discípulos sofrem. Perante o qual quebram. “Em Jesus, o mar é apelo de liberdade. O mar torna-se assim, com Cristo e no Cristianismo, a feição do mundo e da comunhão universal (…) o cristianismo foi um mar, transformou a própria terra em mar, qual novo dilúvio onde se afogassem todos os atavismos” (pp.77/78). Mar profundo. Nós portugueses. Habitantes do mar. Nómadas de influência judaica. Evangelizadores. Destruidores. Bons e maus. Perpétuo movimento. Arriscamos. Desde o séc. XV “nunca mais deixámos de partir e às vezes – regressar. Mesmo cá dentro, embarcamos sempre (…) Mas as águas de então tinham o brilho esmeraldino de uma esperança última”(p.80).

A comparação enunciada sobre o manto infinito do oceano – e do peixe, ou melhor, mais ainda, o Ictus – é, de imediato, concretizada: “nunca a aventura portuguesa se pareceu tanto com a paixão evangélica, porque se tratava de gente cristã e porque a Esperança cabia toda em Deus”. Ao cético que apenas vê proselitismo nas palavras do Cardeal Patriarca de Lisboa, introduza-se, então, o contributo de Pedro Calafate no primeiro volume de Portugal como Problema – séc. V-XVI a afirmação de um destino coletivo. Para o investigador, Professor de Filosofia na faculdade de Letras de Lisboa, a ideia de Império (português), “expressão política da unidade de sentido da história e do unilinearismo do tempo”, é, claramente, tributária da filosofia cristã da história, “condição de inteligibilidade das nossas lendas fundadoras e da génese da nossa consciência histórica”, consubstanciada em, entre outras, teses como o “universalismo”, radicado na comum “paternidade divina”; “redução de toda a matéria histórica a uma unidade de sentido e conceção unilinear do tempo”; “a escatologia, ou seja, a importância da história do futuro” (pp.50-51).

Sem o necessário entendimento de tal mundividência, a par, é certo, de um vasto conjunto outro de realidades (e interesses) económico-sociais, não se compreende a empresa portuguesa. Sim, apresentamos especificidades - mas não estamos à margem do mundo. Parecemos, às vezes, vaguear pelo mar do povo eleito – afinal, caminhamos lado-a-lado com a barca de Cristo – mas logo o estudioso nos encontra (bem) humanos. Mas corajosos. “Fomos como todos, com bravura e medo, com ciência e sorte, grandes ou mesquinhos, santos ou vilões, mas fomos. E no partir houve ainda o Evangelho. Tocaram-se as duas histórias, a portuguesa e a da Igreja, na mesma fronteira marítima e na mesma necessidade a transpor” (p.82).

Para o homem de Igreja - aqui sim, não o podemos deixar de ler nessa qualidade -, o melhor de Portugal foi o encontro com o Evangelho: a luta contra a escravatura, com profetas como Vieira (vide A morte de Colombo, de Eduardo Lourenço); na aproximação cultural, estudando línguas, da América ao Japão; adotando trajes e modos “para que a missão fosse essencial e próxima”.

Por fim, a presença europeia. A partir do texto Ecclesia in Europa, de João Paulo II, Manuel Clemente reclamará os valores cristãos como os que “estimularam o progresso da ciência, direitos humanos e democracia” e o leitor mais abrupto recordará Galileu e a Inquisição. Mas os exemplos de Clemente são claros, mesmo que não originais, razoáveis: “igualdade original de todos segundo o Génesis”, “bem como a distinção evangélica entre César e Deus” foram legados inestimáveis para o mundo em que vivemos e queremos viver, e que, aliás, demoraram demasiado a ser compreendidos e interpretados – pela Igreja, inclusivamente. Ainda com a Constituição Europeia em fundo, à época em que o livro é escrito, a exortação de que “bem será que o continente continue a reconhecer a fonte e lhe continue a aurir a seiva” (p.104). Partindo do universal sobre o humano, esse universal cristão em que se situa, Clemente constatou um português incapaz de sair de si…que é todos (ser tudo de todas as formas, reclamava Agostinho da Silva, um grande defensor da plasticidade portuguesa); percecionou uma empresa portuguesa rumo ao mar impregnada de filosofia cristã; na viagem da História, a passagem do Antigo Regime, sociedade organizada em torno do religioso, para o anticlericalismo dos séculos XVIII e XIX; viu o mar profético de Cristo, do qual saímos ao encontro dos outros; tivemos essa ousadia, corajosos mas humanos; especialmente marianos, “uma devoção nacional”; europeus que devem preservar a cultura que os formou (para lá de Atenas e Roma): o cristianismo da radical igualdade dos seres humanos e da separação entre César e Deus; portugueses religiosos, que certamente compreenderão a beleza do ecumenismo. Nómadas, sentimentais, pouco rigorosos ou pragmáticos, crentes e ousados – Portugal e os Portugueses, uma relação de quem esperamos sempre mais, mas uma relação alma com alma, mar adentro.
Pedro Miranda |Professor de EMRC


O Broas

Bem vindo ao maravilhoso mundo da ESCRITA...





escrita é uma das mais extraordinárias e fascinantes criações da Humanidade. A vontade de registar ideias, pensamentos, factos ... levou à sua invenção. Esta aventura começou na Mesopotâmia com os sumérios há 6000 anos. Ao longo do seu percurso, a escrita foi-se reinventando em múltiplas formas.


"O Broas", o teu jornal escolar, oferece-te a oportunidade de (re)descobrires mundo maravilhoso da escrita porque, este ano, o tema orientador é "Escrita, Escrituras e outras Aventuras".


"O Broas" está disponível para publicar as tuas "escrituras" e outras aventuras. Atreve-te, ousa, verás que vale a pena!


O Direito à Liberdade de Expressão e Opinião...

Na minha opinião, ser diferente é normal, saudável e importante.
Nem todos têm de gostar das mesmas músicas, roupas, filmes, jogos, …
Se gostássemos todos do mesmo, a vida seria demasiado banal, sem originalidade. Seríamos apenas clones, meras imitações uns dos outros.
Não se deve criticar os outros por verem séries de amor, terror, ou coisas bizarras. Todos podem ter diferentes formas de ver o mundo.
Sei que se viveram tempos difíceis, antes do 25 de abril. As pessoas não podiam dizer o que pensavam, pois corriam o risco de serem presas. Hoje tenho direito a ter e expressar a minha opinião, mesmo que seja a incorreta.
A liberdade de opinião é um direito de todos os homens, mas o respeito pelas opiniões dos outros é um dever de todos.
No mundo atual há muitos incidentes provocados pela divergência de opiniões, políticas, sociais, económicas, culturais, religiosas, … Mas, se quem se expressa tiver respeito pela forma de vida e convicções dos outros, será fácil  coexistir em paz.
Os Portugueses lutaram muito para ter direito à liberdade de expressão, mais um motivo para a usarmos corretamente.
As opiniões dos mais velhos podem por vezes aborrecer-te, mas, na realidade, eles tentam dar uma visão mais realista e madura do mundo, para te ajudarem. O objetivo não é destruir os teus sonhos ou mostrar que têm razão, é apenas ajudar-te.
A liberdade de opinião pode ser usada para criticar construtivamente.
Já muito foi feito, mas continuam a existir pessoas que não podem exprimir a sua opinião, como acontece nos regimes ditatoriais.
Alunos do 9.º A

Os jovens são adultos em aprendizagem. As suas opiniões devem ser escutadas e aceites por todos.
Os jovens ao crescerem vão formando a sua personalidade, definem os seus gostos, encontram os seus ideais, estabelecem os seus objetivos de vida, que nem sempre coincidem com os dos seus pais. A função destes é apoiar os filhos, mostrando-lhes o melhor caminho a seguir, mas dando liberdade suficiente para que eles possam tomar as suas decisões e arcar com as consequências dos seus atos.

Neste processo de aprendizagem, começamos a ficar mais conscientes do que é a vida, pode dar-se o contrário. Percebemos o que é certo e errado e acaba-se a inocência. Com tantas escolhas, os jovens procuram sempre a independência, a liberdade, às vezes de maneiras erradas, mas é assim que aprendemos. Começamos a perceber qual é o nosso papel na sociedade, a aperceber-nos das consequências dos nossos atos e a assumir a respetiva responsabilidade.


Alunos do 9.º G


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