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The sea in the English Literature


”It's silly not to hope. It's a sin he thought.”
Ernest Hemingway, The Old Man and the Sea (1952)

Ignorance is the parent of fear.”
Herman Melville, Moby-Dick or, The Whale (1851)


“...blue eyes as level as a foot rule, with wrinkles at the corners - the product of humour and of twenty years' staring at a thousand horizons.”
Nicholas Monsarrat, The Cruel Sea (1951)


“Nothing that is worthwhile is ever easy. Remember that.”
Nicholas Sparks, Message in a Bottle (1998)




Grupo de Inglês





Literatura Portuguesa...



Todas as literaturas, das diferentes culturas do mundo, foram criadas por homens e mulheres. Na 1.ª edição destacámos alguns dos maiores escritores portugueses. Nesta 2.ª edição é a vez das escritoras portuguesas estarem presentes. A Literatura no feminino é essencial para entendermos o todo de uma civilização. Selecionámos as mais conhecidas e outras, talvez menos conhecidas, mas que vale a pena conhecer.
Reproduzimos pequenos trechos de obras suas, na maioria dos casos, preferimos poemas. Porque sim!

Florbela d’Alma da Conceição Espanca - 1894 - 1930
Eu quero amar, amar perdidamente! / Amar só por amar: Aqui… além… / Amar Este e Aquele, o Outro e toda a gente… / Amar! Amar! E não amar ninguém!

Sophia de Mello Breyner Andresen - 1919 - 2004
Esta é a madrugada que eu esperava / O dia inicial inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio / E livres habitamos a substância do tempo.

Agustina Bessa-Luís - 1922
Não quero cantar amores, / Amores são passos perdidos, / São frios raios solares, / Verdes garras dos sentidos. // Não quero cantar amores / Nem falar dos seus motivos.

Maria Teresa Horta - 1937
Abrigo-me de ti / de mim não sei / há dias em que fujo / e que me evado // há horas em que a raiva não sequei / nem a inveja rasguei / ou a desfaço // Há dias em que nego / e outros onde nasço // há dias só de fogo / e outros tão rasgados // Aqueles onde habito com tantos / dias vagos.

Maria Velho da Costa - 1938
Elas são quatro milhões, o dia nasce, elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café. Elas picam cebolas e descascam batatas. Elas migam sêmeas e restos de comida azeda. Elas chamam ainda escuro os homens e os animais e as crianças…

Teolinda Gersão - 1940
Então, de repente, rebentou a guerra. Como um terreno minado explodindo. Não foi para ninguém uma surpresa, sabia-se que ia acontecer, já tinha acontecido noutros lugares, mais tarde ou mais cedo ia chegar aqui. Portugal era um país mal governado. Mal pensado.

Lídia Jorge - 1946
Cai a chuva no portal, está caindo / Entre nós e o mundo, essa cortina / Não a corras, não a rasgues, está caindo / fina chuva no portal da nossa vida...

Adília Lopes - 1960
Quando partires / se partires / terei saudades / e quando ficares / se ficares / terei saudades // Terei / sempre saudades / e gosto assim

Dulce Maria Cardoso - 1964
Identificar os acasos que nos trouxeram ao que somos só nos torna mais frágeis. Fazemo-lo na esperança de percebermos como nos aconteceu tornarmo-nos o que somos. Em vão.

Herberto Helder


Conheci-te numa aula de História, de terça-feira, quando a Professora trouxe o jornal Expresso e tu estavas na capa da revista E. Talvez por causa desse conhecimento, reparei na notícia da tua morte, poucos dias depois. A curiosidade despertou-me a vontade de pesquisar a tua obra e a tua vida.
Descobri que o teu nome completo é Herberto Helder Luís Bernardes de Oliveira e que nasceste a 23 de novembro, de 1930, na cidade do Funchal, na ilha da Madeira. Sei, que apenas com dezasseis anos, vieste para Lisboa fazer os 6.º e 7.º anos [atuais 10.º e 11.º anos], frequentaste o curso de Direito, em Coimbra e, mais tarde, o curso de Filologia Românica.
Parece-me que passaste grande parte da tua vida à procura de não sei bem o quê. Procuraste a mudança nos estudos, na profissão, contabilizei cerca de vinte profissões que exerceste, numas foste mão de obra barata, noutras intelectual reconhecido. Os lugares diferentes foram, também, uma das tuas buscas, viveste, para além de Portugal, em França, Holanda, Bélgica, Espanha, Dinamarca, Angola, EUA...são muitos lugares e três continentes.
Vejo escrito que és considerado, pelos entendidos, o maior poeta da Língua Portuguesa depois de Fernando Pessoa. Recusaste prémios e homenagens, viveste isolado do mundo. Procurei a tua obra e encontrei títulos estranhos: Electronicolírica; inesperados: Apresentação do Rosto - Photomaton e Vox - A Máquina de Emaranhar Paisagens; acessíveis e poéticos: Os Passos em Volta - Retrato em Movimento - Ofício Cantante. Li alguns dos teus poemas. Alguns são complicados e tive dificuldade em entendê-los, mas de outros gostei muito. Partilho aqui um dos poemas de que mais gostei.


Se houvesse Degraus na Terra

Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.

Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
E metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.
Alice Martins | 10.º H

 
                                     


Espaços e Lugares da Língua Portuguesa...

Museu da Língua Portuguesa - São Paulo 


Na mais populosa cidade brasileira, São Paulo, que tem 11,89 milhões de habitantes, foi inaugurado, em 2006, o primeiro e único Museu da Língua Portuguesa. Porquê nesta cidade? Porque é o lugar do mundo onde há mais pessoas a falar Português. Está no edifício histórico chamado Estação da Luz. É um museu interativo muito interessante, que contabiliza já milhões de visitantes.

Bosque de Portugal - Curitiba 



Em Curitiba, estado do Paraná, no Brasil, existe, desde 1994, um parque público conhecido por Bosque de Portugal. Nele existe um memorial da Língua Portuguesa que presta homenagem aos oito países que têm o Português como língua oficial. Há vinte e dois pilares com azulejos que têm, escritos, poemas de autores portugueses e brasileiros e um espaço pavimentado com calçada portuguesa.


Jardim dos Poetas - Oeiras 

 Em Oeiras, desde 2003, existe o Jardim dos Poetas, que é embelezado com esculturas e palavras de trinta e três escritores e poetas portugueses. Este parque nasceu da ideia do escritor David Mourão-Ferreira e do escultor Francisco Simões. A obra foi concretizada pela Câmara Municipal de Oeiras. É um espaço que ainda está em expansão e que alia o desporto, a cultura, o lazer. Visite-o!

Timor Leste...

Inês Cabral | 8.º A

Os Portugueses chegaram a Timor, à parte leste, que era habitada pelo povo Maubere, em 1512. Os Portugueses levaram missionários, que ensinaram e difundiram a religião católica e a Língua Portuguesa, neste espaço, entre a Ásia e a Oceânia.
Em 30 de agosto de 1999, após 24 longos anos de domínio indonésio, os timorenses escolheram a independência, através de um referendo promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas).
O nome que mais se destaca, quando falamos de Timor Leste, é o de Xanana Gusmão, de seu nome completo Kay Rala Xanana Gusmão. Sabemos que ele lutou pela independência do seu país, primeiro face a Portugal, depois face à Indonésia e desempenhou, até à atualidade, os mais altos cargos políticos.
Em novembro de 1992, Xanana Gusmão foi capturado pelas Forças Armadas Indonésias em Díli e transferido para uma prisão na Indonésia. O tempo em que esteve preso, dedicou-o a conceber estratégias de luta para a Resistência, a estudar a língua indonésia, inglês, direito, mas também a pintar e a escrever poemas. A sua primeira obra de poesia, premiada, em 1975, com o Prémio de Poesia Timorense é Mauberíadas, uma espécie de Os Lusíadas do povo Maubere.
Xanana Gusmão é um dos nomes que mais sobressai na poesia do seu país. Em 1973, já lhe era reconhecido mérito literário e recebeu o Prémio Revelação da Poesia Ultramarina. A Guerra Civil Timorense levou-o a escrever textos e livros políticos, como: Pátria e Revolução e Guerra, Temática Fundamental do Nosso Tempo.
Outros escritores, que lá do outro lado do mundo, em Timor Leste também designado por Timor Lorosae, escrevem e divulgam a Língua Portuguesa são: Luís Cardoso de Noronha, considerado o mais genial autor timorense e que escreveu, entre outros, Olhos de Coruja, Olhos de Gato Bravo; Fernando Sylvan, que viveu quase toda a vida em Portugal, mas sempre escreveu sobre o seu país de origem. A coletânea Enterrem o meu Coração no Ramelau contém poemas de vários poetas timorenses. A sua leitura é uma boa forma de conhecer a literatura de Timor Leste.


Diogo Fernandes – Miguel Figueira | 8.º C




Angola e Moçambique...

A presença de Portugal em África, primeiro na costa ocidental e depois, também, na costa oriental, começou no século XV. Após a Segunda Guerra Mundial, intensificou-se o movimento de descolonização. Devido à resistência de  Oliveira Salazar vamos enfrentar uma guerra colonial com três frentes: Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Só após a Revolução de 25 de abril de 1974, as colónias portuguesas em África vão conseguir a independência. A Guiné-Bissau ainda em 1974 e as outras em 1975, por isso, comemoram este ano, quarenta anos de independência. Muitas feridas foram sanadas, de ambos os lados e a Língua Portuguesa é um dos mais importantes fatores de união.

Reprodução de uma escultura da artista moçambicana Reinata Sadimba
Os PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) - Angola - Cabo Verde - Guiné-Bissau - Moçambique e São Tomé e Príncipe - cooperam com o objetivo de apoiar e ajudar o desenvolvimento através de acordos e iniciativas ao nível da cultura, educação, economia e promovem campanhas de apoio à difusão e preservação da Língua Portuguesa. Angola e Moçambique são países de grande dimensão geográfica, são os espaços, em África, onde há maior número de pessoas a falar Português. Os escritores dos PALOP, sobretudo os angolanos e moçambicanos, refletem, nas suas obras, a tensão existente entre a sociedade colonial europeia e a sociedade africana, misturando, de modo recorrente, a Língua Portuguesa com expressões locais e neologismos. Os escritores angolanos que mais se destacam são: José Eduardo Agualusa, cuja obra é  conhecida no mundo inteiro e está traduzida em mais de 20 idiomas. Entre os livros de sua autoria, salientamos - Nação Crioula e O Vendedor de Passados; Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudónimo de Pepetela, autor de O Cão e os Calus e Luandando e José Luandino Vieira com obras como Nosso Musseque e O Livro dos Rios.
Em Moçambique, António Emílio Leite Couto - Mia Couto é o autor que apresenta um maior número de obras traduzidas, distinguindo-se os romances Terra Sonâmbula e Venenos de Deus, Remédios do Diabo. José João Craveirinha é, atualmente, considerado o maior poeta moçambicano. Foi o primeiro escritor africano a vencer o Prémio Camões, o mais importante prémio literário português. Paulina Chiziane, com Balada de Amor ao Vento, o seu primeiro livro, é a primeira mulher moçambicana a publicar um romance. A criatividade destes escritores e o modo muito próprio como leem o mundo faz com que mereçam a nossa leitura.

Ana Catarina Ribeiro | 9.º F


Lusofonia - Um Mundo a Descobrir...

O achamento do Brasil, a 22 de abril de 1500, por Pedro Álvares Cabral, levou a Língua Portuguesa para a América do Sul, criando-se o maior país da América Latina e o lugar do mundo onde mais pessoas se expressam neste idioma, cerca de 200 milhões de seres humanos.
A independência da nossa maior colónia, a 7 de setembro de 1822, não afetou os laços culturais e linguísticos entre Portugal e o Brasil. A Língua Portuguesa adquiriu, aí, novos sons e novas palavras por influência dos povos ameríndios que habitavam o território quando os Portugueses chegaram, mas também dos africanos que foram levados da costa ocidental africana para trabalharem nas grandes plantações de cana de açúcar e nos engenhos.
António Lopes | 8.º C (reprodução de uma caricatura)
A literatura brasileira surge ligada à educação que os Jesuítas, logo no século XVI, implementaram e desenvolveram. A influência das correntes literárias da Europa chegava às terras brasileiras. A deslocação da corte para o Brasil, em 1808, levou muitos intelectuais e a Biblioteca Real para lá. O romantismo e o realismo, principais correntes do século XIX, foram cultivados por escritores como Machado de Assis, que é o nome principal do realismo brasileiro. As suas obras mais conhecidas são: Ressurreição, Helena, Quincas Borba, Dom Casmurro e Esaú e Jacó. O escritor e poeta José de Alencar é outro dos nomes que se destacam no século XIX. É um indianista, destacando-se as suas obras: Iracema, O Guarani e Ubirajara, entre muitas outras.
João Santelmo | 8.º C (reprodução da capa do livro)
O século XX foi, também, rico para a literatura brasileira, multiplicando-se os escritores, muitos com livros lidos em todo o mundo. Sobressaem: Manuel Bandeira com a sua poesia A Cinza das Horas, por exemplo, ou Itinerário de Pasárgada, na prosa; Érico Veríssimo, com Clarissa ou Olhai os Lírios do Campo; Jorge Amado, autor de Capitães da Areia e Gabriela, Cravo e Canela e Clarice Lispector, autora de Perto do Coração Selvagem e Felicidade Clandestina.  


Diogo Fernandes – Miguel Figueira | 8.º C


A Língua Portuguesa - Falada - Escrita - Amada…

Há palavras positivas e palavras negativas. Há palavras femininas e palavras masculinas. Há palavras alegres e palavras tristes. Há palavras bonitas e palavras feias. Há palavras grandes e palavras pequenas. Há palavras eruditas e palavras populares. Há palavras complicadas e palavras simples. Há palavras estranhas e palavras familiares. Há palavras difíceis e palavras fáceis. Há palavras doces e palavras amargas. Há palavras divertidas e palavras sisudas. Há palavras de que gostamos e palavras de que não gostamos.
Os alunos do 8.º A deram a sua opinião e mostraram a sua afetividade sobre algumas das 600 mil palavras da Língua Portuguesa.

Amo a palavra Amor. Odeio a palavra Ódio. Não entendo a possibilidade de alguém odiar a palavra Amor e de amar a palavra Ódio.

A palavra Mar/mar é bonita. Gosto dela! Mar com maiúscula tem um M que lembra duas ondas cavadas de um mar tempestuoso, encapelado. O m minúsculo são duas ou três, se manuscrito, ondinhas de um mar manso, bonançoso. É uma palavra  arejada e com odor a maresia.

Férias é a minha palavra preferida da Língua Portuguesa. Significa tempo de descanso, de relax, sem stress. Posso fazer apenas o que me apetece, sem horários, sem tarefas para realizar. Tenho uma opinião muito positiva sobre esta palavra. Faltam três meses para as Férias Grandes. Já tinham pensado nisso?

A palavra Liberdade é a mais bela. Ninguém é feliz quando não tem Liberdade. O nosso país viveu muitos anos sem ela, mas a Revolução dos Cravos de 1974 devolveu a Liberdade a todos os Portugueses e o país, alegre, festejou.

A palavra ignorância é terrível, medonha. Nela desenvolvem-se coisas muito más como a intolerância, fanatismo, extremismo... Não tem nada de bom esta palavra.

Esdrúxula é uma palavra difícil, estranha e feia. É muito difícil de pronunciar, aliás, todas as palavras esdrúxulas são difíceis de pronunciar. Abaixo as esdrúxulas!

Não gosto e tenho medo da palavra mentira. É muito negativa, complicada e conflituosa. Ela traz infelicidade, lágrimas, separação entre amigos, familiares, namorados… Não devia existir a palavra nem o ato que representa.

Há frutos que têm vários nomes. O damasco é também chamado de alperce, chabacano e, aquele que eu mais gosto, albaricoque. É uma palavra muito engraçada.

Filho/a deve ser a palavra mais doce para as mães. Mãe deve ser a palavra mais doce para os filhos. Será? Nem sempre!

 Alunos do 8.º A


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