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Mulherzinhas - Louisa May Alcott

Teresa Bastos | 8.º E

Este livro prendeu a minha atenção por tudo aquilo que me ensinou e pelo facto de eu, também, ainda ser uma “mulherzinha”. As quatro irmãs, principais protagonistas da história, viveram numa época em que as mulheres apenas aprendiam o básico, tinham que saber fazer a lida da casa, cozinhar, costurar, pintar, entre outros afazeres considerados femininos. Como estavam em tempo de guerra, muitas eram enfermeiras, tomavam conta de crianças, as chamadas “precetoras”, ou trabalhavam em casa de pessoas mais ricas. O casamento era algo muito importante pois o homem era o único a poder ter algum relevo na sociedade  e as mulheres dependiam deles. As quatro irmãs: Meg, Jo, Beth e Amy enfrentam as dificuldades do dia a dia, num período difícil dos EUA devido aos efeitos da Guerra da Secessão.
Jo, a segunda filha , tem 15 anos e é a narradora da história. Trabalha para a sua tia March, senhora idosa com feitio difícil, mas que possui uma biblioteca, o que permite a Jo, nos tempos livres, dedicar-se à leitura, atividade de que ela muito gosta. Jo é irreverente e defensora dos direitos das mulheres. É o motor que faz andar esta família. É muito decidida e enfrenta todos os problemas sem vacilar.
As quatro irmãs e o vizinho Laurie formam o clube Pickwick, onde fazem representações, leituras e até um jornal. Jo gosta de ler e escrever e publica, no jornal local, duas histórias da sua autoria.
Devido à doença do pai e à necessidade de arranjar dinheiro para a mãe ir ter com ele, Jo toma uma decisão muito radical para aquela época: vai cortar o cabelo para o vender. A ausência da mãe, que foi cuidar do pai que está noutra terra, aumenta as responsabilidades das quatro irmãs.
É claro que a minha personagem preferida é a Jo! Era uma rapariga diferente das outras irmãs, tinha uma mentalidade muito avançada para a época em que viveu. Jo lutava para ter os mesmos direitos que os rapazes.
As mulheres, no século XIX, não tinham os mesmos direitos que os homens. Este livro fez-me perceber que vivo numa época melhor! Sinto-me grata por isso!

Rita Encarnação | 8.º E



Urântia...

Urântia… sim, foi essa pequena história que nos trouxe até aqui. O que me levou, a mim, a aparecer no jornal da Escola, e a vocês, que se deram ao trabalho de parar na escadaria para o ler, a saber algo sobre uma, até agora, incógnita colega.

O meu nome é Madalena Vaz Ferreira Real, maior de idade por uma questão de dias, e a minha escolha no Curso de Ciências e Tecnologias não faria adivinhar o motivo para a existência deste artigo. Mas se o leitor se está a perguntar qual esse motivo é, exatamente, eu passo a esclarecer. A Nissan, juntamente com o Plano Nacional de Leitura e outras entidades associadas, trouxeram para Portugal uma iniciativa nascida no Japão: O Concurso Jovens Autores de Histórias Ilustradas. A minha história e correspondente ilustração acabaram entre os 10 vencedores que conseguiram os seus trabalhos publicados num livro.
Quando perguntada “Há quantos anos escreve?” ou “Como surgiu a vontade de escrever?”, pode parecer cliché responder que tal comportamento sempre existiu. Mas se querem uma resposta mais precisa, posso apenas dizer que histórias ilustradas e afins começaram a ser tecidas nos tempos mortos do meu 7.º ano de escolaridade (com algumas das ilustrações sendo mesmo feitas durante as aulas!).

E o tempo vai passando, a possibilidade de criar Universos inteiros, com apenas algumas palavras e mais uns rabiscos torna-se extremamente divertida. Foi no meio de um desses muitos mundos que Urântia surgiu, especificamente criada para a 2.ª edição do Concurso. A razão para a escolha deste título será rapidamente esclarecida àquele que tiver a curiosidade (ou disposição) necessária para ler o conto em questão, disponível, em princípio, no exemplar cedido à Escola.
Os meus objetivos quanto à escrita e à ilustração sempre foram bastante claros e, quando não pela primeira vez as pessoas me perguntam porque é que não fui para Artes, a minha resposta está pronta: não espero viver de algo tão inconstante como a inspiração necessária para se fazer boa arte. Não deixam, mesmo assim, de ser tão essenciais à minha vida como a Ciência o é. Desta possibilidade de expandir o mundo ou criar outros novos depende o meu bem-estar. De tal forma que não seria justo dizer que prefiro uma ou outra. Como tudo na volatilidade deste meio, umas vezes apetece fazer uma, outras vezes apetece exprimir-me a partir de outra. Só espero que a junção das duas, faça nascer algo especial.


Sónia no Mundo dos Números...



Já me conhecem, sou a Mafalda Dinis, do 9.º A. No ano passado, apresentei aqui, neste jornal, o meu livro Sónia no Mundo das Letras; este ano, já publiquei o segundo volume desta coleção, o livro Sónia no Mundo dos Números e posso avançar que está já em preparação o terceiro livro: Sónia no Mundo das Cores. Aguardem, só mais um pouco!


Sónia é uma menina de seis anos que, tal como uma certa Alice, entra no mundo dos sonhos, onde vive aventuras divertidas e muito pedagógicas.
Estes livros dirigem-se, mais diretamente, aos que estão a descobrir as letras, os números e as cores, mas todo o tipo de públicos pode, de certeza, desfrutar do prazer da sua leitura.
As ilustrações são vibrantes, plenas de cor e magia e chegam da Alemanha, onde vive o português Henrique Romano, o seu autor.

O conhecimento e o contacto mais direto com o problema do autismo levou-me a tomar a decisão de doar um euro, por cada livro vendido, para a associação Vencer Autismo, que faz um trabalho notável.
Quero que a escrita faça sempre parte da minha vida, não será a minha ocupação principal, que será no jornalismo ou artes performativas, mas estará sempre presente. Tenho “mil ideias” que acho que vale a pena partilhar, personagens sem fim que querem nascer através da minha escrita.
De certeza que os temas e a forma de escrever irão alterar-se com o passar dos anos e com tudo o que vou viver, mas a vida está sempre a dar-nos oportunidades de contar novas histórias, é só estar atento.
Eu estou!


Da Minha Língua Vê-se… Da Minha Língua Ouve-se...


A Língua Portuguesa é como um livro cheio de histórias sem fim, onde se vê o contributo de todos os que fizeram dela uma Língua cada vez mais rica e viva.
Na Língua Lusa foram registados os grandes feitos do nosso passado e presente: feitos que mostram um povo corajoso que descobriu o mundo por desvendar.
Nela estão os grandes escritores e poetas que, com as suas obras, embelezaram a Língua de Camões. Sim, Os Lusíadas são a obra-prima mais extraordinária desta Língua que falamos. É justo designá-la por Língua de Camões.
Nós e a nossa Língua somos a prova de que o impossível afinal é possível e que com esforço e dedicação conseguimos realizar os sonhos.
Da nossa Língua ouvem-se histórias que encantam qualquer um. Com ela fomos descobrindo mundos diferentes. Apresentamos e ensinamos aos outros, em África, na Ásia, na América, … a Língua que nos une e unirá pelos séculos fora.
Todos nós somos História e fazemos parte do grande livro aberto que é Portugal!

Dados e factos curiosos:
Para realizar este trabalho fiz pesquisas com as quais aprendi dados e factos interessantes e engraçados, que vale a pena partilhar:
- O Português atual possui no seu vocabulário termos provenientes de diferentes línguas como o alemão, o mandarim, o espanhol, o francês, o holandês, o hebraico, o inglês, o italiano, o japonês,  o persa, o provençal, o quíchua, o russo e o turco. Também tem influências das línguas africanas faladas pelos povos que viviam nos territórios que Portugal dominou;
- O Português é uma das línguas oficiais da União Europeia, do Mercosul, da União das Nações Sul-Americanas, da Organização dos Estados Americanos e da União Africana.
- O Português tem aproximadamente 280 milhões de falantes, é a 5.ª língua mais falada no mundo, a 3.ª mais falada no hemisfério ocidental e a mais falada no hemisfério sul;
- Uma pessoa com um nível médio de instrução tem um vocabulário ativo de 1500 palavras;
- Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é a palavra portuguesa mais extensa: tem 46 letras e designa a doença pulmonar causada pela inalação de cinzas vulcânicas.

Joana Fraga | Sofia Alves | 9.º B


Ser Escritora aos 7 Anos de Idade...

Chamo-me Mafalda Dinis, tenho 13 anos de idade, sou aluna do 8.º A desta Escola. Adoro escrever.  Já escrevi três livros: A Grande Máquina do Tempo - Mil Palavras para Quê? - Sónia no Mundo das Letras.
Gosto de escrever poesia e histórias. Tudo começou quando tinha sete anos e escrevi um texto numa ficha de avaliação. A minha Professora gostou e leu-o, em voz alta, para toda a turma. Quando mostrei à minha Mãe, ela também gostou. A partir de então, tudo o que escrevi, para a Escola ou concursos de escrita, guardei numa capa.
O meu primeiro livro é a compilação desses textos, foi publicado tinha eu nove anos. O segundo livro é um livro de poesia e foi publicado quando tinha dez anos. No final de 2013 publiquei o terceiro livro. No processo da escrita o que me custa mais é encontrar um tema, assim que o encontro as palavras surgem como por magia.
A par da escrita sou também uma grande leitora. A minha Mãe, quando eu era pequenina, lia-me todas as noites uma história. Quando comecei a ler passei a ser eu a ler para ela. Gosto dos contos e poesia da Sophia de Mello Breyner Andresen, dos livros de António Mota… agora prefiro variar e descobrir autores. Gosto de um bom romance e de livros de aventuras. Não aprecio muito os romances policiais.
A escrita já proporcionou vivências que a maior dos jovens da minha idade não teve. Já fui várias vezes entrevistada para diferentes órgãos de comunicação social, a última foi no final de 2013, no programa televisivo Praça da Alegria da RTP.
Ainda não sei que profissão vou escolher, talvez algo relacionado com artes e cultura, sei que vou continuar a encher livros com palavras e ideias.
                                                                                                         




Mafalda Dinis - 8.º A


O papel da poesia...

A poesia pode desempenhar um papel fundamental na sociedade, apesar de muitas pessoas não se aperceberem disso. A poesia serve de inspiração às pessoas, aos artistas, aos revolucionários… Desde um presidente a um mendigo, a poesia apaixona todos, esteja ela numa canção, num livro ou num ditado popular.
Muitos poetas, inspirados por ela, sonharam e escreveram os seus próprios poemas e esses inspiraram ainda mais pessoas, que sonharam e conseguiram tornar verdadeiros os seus desejos.
Por exemplo, antes do 25 de abril, os poemas em forma de canção inspiraram os revolucionários a lutar pela liberdade de expressão, pelo fim da guerra colonial e pelo fim da ditadura.
A poesia inspirou, também, uma tentativa de revolução na Inglaterra, no século XVIII, quando um homem chamado Guy Fawkes tentou libertar o país de um regime corrupto. No momento crucial da sua revolta, que viria a falhar, ele citou as palavras de um poema liberalista que o inspirara profundamente: “As pessoas não devem temer o governo, o governo é que deveria temer as pessoas.” E estas palavras ainda hoje são sentidas por muitas pessoas, poetas, ativistas e por um grupo muito particular, chamado Anonymous, que luta pela liberdade de expressão.
Por esta razão e por muitas mais, podemos dizer que a poesia é realmente muito importante para inspirar as pessoas, sejam elas quem forem, e é importante que o continue a fazer.
Gonçalo Correia | 9º H


Plano Nacional de Leitura...

As Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira foi a obra de leitura obrigatória para a fase escolar do concurso, deste ano letivo - 2012/2013, promovido pelo Plano Nacional de Leitura para o 3º ciclo do Ensino Básico. Realizado o teste de escolha múltipla, sobre a obra, foram apuradas, para a fase distrital, as alunas:

Catarina Gonçalves, do 8º B; Sara Gama, do 8º D e Rita Salgado,  do 9º D. Para a fase distrital tiveram que ler O Mundo em que Vivi, de Ilse Losa e Constantino guardador de Vacas e de Sonhos, de Alves Redol.

A fase distrital decorreu em Montalegre, no dia 23 de abril. As alunas gostaram de participar e lamentam não terem sido apuradas para a fase nacional. Não foi desta vez. Paciência!


 Para o mesmo concurso, os alunos do Ensino Secundário tinham que optar pela leitura de Os Capitães da Areia, de Jorge Amado ou O Velho que Lia Romances de Amor, de Luís Sepúlveda, para a fase escolar. 


Os alunos apurados Helena Souto, João Cabral e João Jordão, todos do 12º D, leram o segundo porque o primeiro já o tinham lido. Para a fase distrital que decorreu no mesmo dia e localidade que a do Ensino Básico,  tinham que ler, obrigatoriamente, O Rapaz do Pijama às Riscas, de John Boyne e Bichos, de Miguel Torga. Gostaram de ler  e explorar estes três livros e de participar, pela primeira vez,  nesta iniciativa. Gostavam de ter sido apurados para a fase nacional. Novas oportunidades vão surgir, de certeza.

A Física no dia-a-dia...




Para quem considere a Física difícil, uma “seca” ou até intragável, eis um livro que contraria estes preconceitos. Escrito em 1968 por Rómulo de Carvalho (mais conhecido por António Gedeão, o poeta da Pedra Filosofal e de outros poemas com inspiração na Ciência), Física no dia-a-dia (originalmente, Física para o Povo) é, provavelmente, o melhor livro de divulgação científica escrito em língua portuguesa.
Rómulo de Carvalho
Poeta
1906 - 1997
Através de perguntas simples e tratando o leitor carinhosamente por “amigo”, o autor convida e desafia à descoberta e à compreensão de muitos conceitos simples de Física e nos quais, literalmente, tropeçamos no nosso quotidiano:
- Por que razão um equilibrista usa uma vara no circo?  
- Qual a diferença entre força e pressão?
- Por que razão os corpos dentro de água parecem mais leves?
- O que é a refração da luz?
Estas são algumas perguntas a que são dadas respostas no decorrer do diálogo com o leitor.
Traduzido recentemente (e finalmente) para inglês, Física no dia-a-dia é uma obra única, um livro onde a Física está acessível e ao alcance de todos.

Para descobrir e conhecer melhor este poeta, escritor, professor, pedagogo, investigador, historiador… lembro aqui um dos seus poemas:
    
Máquina do Tempo

O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá lo e tê lo, erguê lo e defrontá lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.

A Física no dia-a-dia - Rómulo de Carvalho, Relógio D’Água Editores.
Manuel Eduardo Salgueiro - Professor de Ciências Físico-químicas

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