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Gostamos de Portugal com os Cinco Sentidos...

Vista ou Visão - Em Portugal não faltam obras de arte, da Natureza ou humanas, para serem admiradas e encherem os olhos de beleza e alegria. Há muito para escolher e para todos os gostos: mar - rios - montanha - planícies… As obras de arte humanas que merecem ser admiradas espalham-se por todo o país, algumas estão guardadas, como tesouros que são, em museus, fundações,  igrejas… Vale a pena descobri-las. Vai!

Cheiro ou Olfacto -  São tantos os aromas agradáveis que se sentem neste país! O cheiro denso da giesta e urze  que cobrem os montes. O aroma da relva cortada e das flores na primavera, da terra molhada e da fruta madura no verão, das folhas no outono, das castanhas assadas e da lenha a arder no inverno. O Natal cheira a canela e a Páscoa a folar. Cada região possui uma identidade, um património de cheiros, mas em todas elas há: o aroma do pão acabado de cozer, dos bolos, das iguarias e petiscos culinários… No litoral, o cheiro da maresia é o mais agradável. O odor dos lençóis perfumados com alfazema, do sabonete fabricado em Portugal, dos livros novos quando começam as aulas… Fecha os olhos e  inspira o aroma de que mais gostas.

Ouvido ou Audição - Ouvimos muitos e variados sons ao longo do dia, selecionámos os que nos fazem felizes. São tantos: o nosso nome dito pela pessoa que amamos, o bom dia sorridente de quem conhecemos, ou de um desconhecido, uma canção cantada em Português, o som da guitarra portuguesa, o som das ondas a desfazerem-se na areia, ou a baterem nos rochedos, o canto de um riacho, do rouxinol, da cotovia, o vento nas árvores… Ouve e vais gostar.

Gosto ou Paladar - Podes escolher doce ou salgado, também podes misturar. O sabor de uma fofa torrada logo pela manhã. O gosto do sumo de uma laranja algarvia, do marisco, da canja de galinha caseira, do arroz de favas, dos enchidos e queijos portugueses.. Os estrangeiros adoram a nossa gastronomia. Tanta delícia, mas nada, mesmo nada, supera o sabor da comida feita pela nossa mãe.

Tacto ou Palpação - O toque suave e aveludado de um pêssego maduro. Um beijo bem sonoro na bochecha de uma criança, um abraço a um amigo, ou namorado, ou namorada, o toque nas pétalas de uma flor ou no tronco rugoso de uma árvore. O contacto com a água do mar ou do rio frio de arrepiar no norte e mais quente no sul. A brisa que faz o cabelo acariciar-nos o rosto. Tantas emoções!
                                                                     Alunos do 7º E e 7º H


Gostamos de Portugal...

Gostamos de Portugal sem restrições e em todas as estações. Viver num país com quatro estações é menos monótono e mais divertido do que viver num país que só tem duas versões.

Na primavera temos o Marão e o Alvão carregadinhos de flores, cores e odores. Os jardins de Vila Real  ficam alegres, coloridos, bonitos. Há flores de mil cores e muitos amores. Há dias em que os casacos ficam em casa, sentimo-nos mais leves, apetece seguir os passarinhos nos seus voos atarefados. Observar as andorinhas pequeninas a aprenderem a voar é melhor que um bailado, ou melhor: é um bailado.
As tílias em flor perfumam a cidade com suavidade. Os dias espreguiçam-se e duram mais umas horas, tudo para nos alegrar e encantar. Sabem-nos agradar.

No verão temos calor e langor  e temos a espreguiçadeira, que nome extraordinário para uma cadeira, para ao sol, ou à sombra, deixar o tempo fluir. Podemos dormir, dormir, não há horários escolares para cumprir. Uns vão para a praia “batalhar” com as ondas do mar, engolir pirolitos e, por vezes, ficar aflitos. Lá está o nadador-salvador, o rapaz mais bronzeado, para a todos acudir.
Outros preferem o campo, o mundo rural, mais tradicional. Há romarias, procissões e algumas confusões. Há um fervilhar de gente, que vem do estrangeiro, visitar Portugal e a sua beleza natural, que não tem igual. Ficam apaixonados e extasiados.

No outono  regressam a chuva, o vento e o frio. Há quem goste e quem não goste. É bom vestirmos o casaco fofo que nos acaricia e que já há muito tempo não nos via, nem sentia. As árvores despem-se, ficam  nuazinhas, a tremelicar, coitadinhas. Vamos fazer camisolas, de todas as cores, para lhes vestir. Vão parecer o arco-íris. Vão ser mais felizes, podem crer.
Livros novos, colegas novos e  novos professores, a maioria são uns amores, chegam nesta estação à nossa vida e não estão de partida. Só no verão se vão. São tantas as novidades que  andamos em alvoroço e com dores no pescoço. Não vamos continuar, a inspiração está a acabar.

No inverno temos o Natal e ponto final. Não, há muito mais para lembrar. A nossa cidade gosta de se vestir de noiva, coberta por um longo e branco manto. Em muitos lugares do Mundo não há cidades assim. É ruim. Para eles, não para mim! Há no ar o cheiro quente e aconchegado da lenha a arder, nas lareiras e fogueiras. As castanhas assadas também são perfumadas. Os outros animais hibernam, nós recolhemo-nos mais cedo. Uma torrada dourada, uma caneca de chocolate quente e espesso, uma televisão, quem resiste à tentação? Nós não, é uma perdição!
Há gorros giros nas cabeças que se cruzam nos corredores, sem temores. Vamos fazer o dia do gorro e  eleger o mais original, que tal?  Andamos de nariz tapado para que não fique congelado.
Quando chega o Carnaval sabemos que o frio está a amansar e o inverno a acabar.  Voltamos à primavera e à beleza que encerra e nos espera. Viva Vila Real! Viva Portugal!

Alunos do 9º G


Um Outro Olhar...

Perspetivas de Portugal:


 Ana Cristina Ribeiro Gonçalves de Oliveira 
41 anos de idade - naturalidade Trevoux (perto de Lyon) - França - nacionalidade - francesa 
Vive em Portugal há 21 anos
Mãe e encarregada de educação das alunas Diana Oliveira   do 7º D e Cláudia Oliveira do 9º A
A decisão de vir viver para Portugal, em primeiro lugar, não foi minha, foi uma decisão do meu pai, devido a uma doença. Eu só vinha nas férias. Apaixonei-me por um português que não gostou de viver em França e vim viver definitivamente para Portugal.
De França gostava da grande variedade de povos: árabes, judeus, espanhóis… tenho um carinho especial pelo país onde nasci e passei a minha infância e adolescência. Portugal é o país onde, por amor, decidi viver e constituir família. Gosto da cultura, paisagens, gastronomia e, sobretudo, das pessoas. Os Portugueses são simpáticos, têm sentido de humor. Não pensam apenas no trabalho e na casa, mas também na afetividade. No momento atual são obrigados a pensar mais nos encargos e a fazerem mais contas. Comparando os dois países, considero que em França, enquanto lá vivia, o nível de vida era superior, os salários eram mais altos, assim como os subsídios e apoios sociais, como o abono de família. Agora, nem Portugal nem a França estão bem, mas os salários continuam mais altos em França. Voilá!

Yelena Milashevych
45 anos de idade - naturalidade Smolensk (Rússia) - nacionalidade ucraniana
Vive em Portugal há 12 anos - licenciatura em Engenharia Alimentar
Mãe e Encarregada de Educação da aluna Polina Milashevych do 9º F
Vim para Portugal porque o meu marido emigrou para cá. Preferia, por motivos afetivos, tenho lá grande parte da minha família, viver na Rússia. Os Portugueses são simpáticos, amigáveis, fanáticos por futebol, apaixonados pela sua gastronomia.
Em Portugal gosto sobretudo das paisagens naturais, mas também aprecio a arquitetura e o artesanato. É um país muito belo.
Falando do momento atual do país, penso que o nível de vida na Rússia é melhor que em Portugal, mas se compararmos com a Ucrânia, Portugal está melhor. O problema maior de Portugal é o défice, que é muito elevado. Não tenho uma visão positiva da recuperação económica e financeira do país. Penso que as dificuldades se vão arrastar pelos próximos cinco anos, pelo menos.


António José Assunção Lourenço
14 anos - naturalidade Zurique - cantão de Turgan - Suíça
Reside em Portugal desde os 9 anos de idade
Conhecia Portugal de passar cá as férias, os meus pais eram emigrantes na Suíça. O sistema de ensino é muito diferente, há menos alunos por turma, só há aulas de segunda a quinta-feira. Às sextas-feiras não há aulas, mas atividades, por exemplo: aprender a cozinhar - educação física - aprender música - fazer trabalhos manuais… A escola lá é mais complicada e difícil, tinha aulas de manhã e de tarde e a língua do cantão onde vivia era o alemão. Gosto mais de falar português, é mais fácil e agradável. A gastronomia suíça é à base de salsichas, eu gostava, até tenho saudades, mas as nossas francesinhas são melhores. Eles têm bons chocolates, mas são muito caros. Os bolos da pastelaria portuguesa são mais saborosos e baratos. Gosto de viver cá, mas gostava de ir visitar a cidade onde cresci. Nunca mais voltei. Já vivo em Portugal há cinco anos.


Thaissa da Silva
16 anos - naturalidade Rialma - Estado de Goiás - Centro-Oeste do Brasil
Reside em Portugal desde fevereiro de 2010
Antes de vir para cá, não sabia praticamente nada de Portugal. Não gosto do frio, no Brasil faz sempre calor.
Os estudos aqui são mais exigentes e eu tenho muitas dificuldades em entender o que é ensinado.
Sei que aqui se vive melhor. Só em Portugal, a minha mãe conseguiu comprar o nosso primeiro computador.
Gosto dos meus amigos, de sair com eles e andar pelas ruas ou, no verão, ir às piscinas.
Ter vindo para Portugal permitiu que eu andasse, pela primeira vez, de avião, conhecesse Goiana, uma cidade grande do meu Estado e, outra ainda maior, a capital política do meu país, Brasília. Gostei de conhecer o Palácio do Planalto e a Catedral Metropolitana que foram criados por um grande arquiteto brasileiro, conhecido a nível mundial, Oscar Niemeyer, que morreu, recentemente, com quase 105 anos de idade. 
Em Portugal já conheci várias cidades, Mirandela e Porto foram as que mais gostei. Foi aqui que fui pela primeira vez à praia, em Aveiro. No Brasil vivia no interior, não tinha praia.
Gosto de Portugal, mas gostava de voltar para o Brasil. Tenho muitas saudades do meu pai adotivo que continua a viver perto da cidade onde eu cresci.
O meu irmão quer ficar cá, a minha mãe está indecisa, eu queria regressar à minha cidade, ao meu país, lá longe, no Atlântico sul.

Encontro com D. Vasco da Gama...


Gostar de Portugal! O tema a ser explorado. O jornalista Vicente Silvestre, numa oportunidade inédita, proporcionada por um acaso feliz, entrevista, nada mais nada menos que o explorador do caminho marítimo para a Índia, Dom Vasco da Gama, almirante do Mar das Índias, conde da Vidigueira, entre outros ilustríssimos títulos.


Bom dia, D. Vasco da Gama.
Bom dia, jovem compatriota!
Comecemos pelo princípio: o que o levou a ir à Índia?
… um propósito de D. João II herdado por D. Manuel I: com uma armada de três naus (S. Gabriel, S. Rafael e Berrio) e um barco de mantimentos, rumei à Índia em busca das especiarias e outras riquezas. Aventureiro como sou, gostei do desafio.
Quais foram as principais dificuldades sentidas?
Foram, sem dúvida, muitas as dificuldades: escolher a melhor rota; resolver conflitos que os dias infindáveis sem vento, as calmarias, desencadeavam; as doenças a bordo, provocadas pela fraca alimentação. Imagina: de cento e cinquenta homens embarcados, perto de cem morreram pelo caminho. Não foi fácil chegar à Índia!
É difícil de imaginar mas do que mais gostou, nessas terras longínquas?
Foi conhecer novos mundos, que nunca tinha imaginado. Ver animais exóticos como elefantes e tigres e descobrir que, nessas terras, também havia animais iguais aos nossos: galinhas, bois e, até, “cães que ladram como os nossos”. Ai, velhas memórias…
Agora, pensando na crise atual: é mais fácil ou difícil de vencer que o Adamastor?
A crise é um grande Adamastor. Na minha época, Portugal estava rico. E mesmo sendo um país pequeno, era um país enorme. Navegador dos três oceanos, explorador de toda a Terra. Agora somos quase um “peso-morto” da Europa. Mas haja esperança…
Vasco da Gama, pensa que existem outros mundos à espera de serem explorados?
Penso que sim, devem redescobrir os territórios que colonizámos. Falamos a mesma língua,   temos conhecimentos e tecnologia de que eles precisam e eles têm recursos naturais que nos faltam. Todos lucram com uma maior proximidade. Para acabar, deixo uma mensagem a todos os leitores: Portugal pode estar mal, mas continuamos a ser portugueses. O que fomos reflete-se no que somos e no que seremos! Por tudo isto, por favor, não percam a esperança que nós somos Portugueses, corajosos e bravos!


Texto - Vicente Cruz Silvestre - 7º B | Ilustração - Luís Almeida - 7º B
                                                                                           

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