Lugares que eu gosto - O Palco

O Palco
         Há, na nossa escola, lugares bonitos e agradáveis. O meu sítio preferido é o palco que fica nas traseiras da escola. Lá, podemos fazer de conta que é um palco verdadeiro, que estamos num teatro, alguns representam, outros cantam, eu prefiro dançar, gostava de ter uma profissão ligada a esta área.
Quando temos tempo livre, o que é raro, é para lá que vamos. Cada um de nós faz aquilo que mais gosta do mundo do espectáculo. Por vezes, também conversamos e brincamos. Gostamos dele, sobretudo, nos dias de sol.
Quando chegamos e está ocupado ficamos desiludidos e sem saber para onde ir. Nos dias de chuva, também não é possível ali ficar, pois é a céu aberto, sem nenhum tipo de protecção.
                                                                                                     
Luís Reboredo - 8.º C

Lugares que eu gosto - Passerelle

 Passerelle
Agitação, barulho de fundo e envolvente (mistura de conversas, nomes que se chamam ou gritam, gargalhadas, por vezes, choros, passos que andam, passos que correm…) os intervalos numa escola são povoados por tudo isto. No Bar há um tropel de gente com fome ansiosa por saciar o estômago. Nos campos de jogos  bolas atiradas com mais ou menos genica pelos mais novos que, em seguida, correm atrás delas o que lhes traz ao rosto um  rubor carmesim. Nos cantos e recantos da Escola é difícil encontrar sossego, ou talvez não…
A Passerelle é um oásis de paz e calma no meio da confusão. Há sempre um banco que está vago e nos convida a sentar. É lugar mágico, casulo de tranquilidade. Lugar onde podemos respirar, pausadamente, trocar confidências, encontrarmos connosco e com os colegas de que mais gostamos, aqueles que na verdade nos conhecem e nos aceitam como somos. Lugar para olhar e vermos os outros, para ouvir e escutar. Todos procuramos lugares onde podemos aceder às pequenas/grandes alegrias e a um pouco de felicidade.
Entre os momentos/recordações agradáveis que vamos vivendo/guardando da nossa passagem por esta Escola, os intervalos na Passerelle são, sem dúvida, dos mais gratificantes e agradáveis.
Finalizamos com uma grande dúvida: haverá mais alguma escola, tirando as de moda, que possua uma passerelle? Não nos parece, esta Escola é única!
                                                            
Ana Olival e Diana Martins - 9.º A

Lugares que eu gosto - PNPR

PNPR

     
Gostamos de passar os intervalos juntas, somos alegres, umas mais extrovertidas, outras mais recatadas, formamos um grupo unido e divertido.

Nos intervalos, há um lugar da Escola da nossa predilecção que nós designamos por PNPR. Conseguem decifrar esta sigla? Não, pois não? Nós esclarecemos: é o lugar onde acontecem as coisas mais interessantes da Escola. Confusos? Vá lá, nos ajudamos: tem bancos ao sol (parece sempre Primavera neste sítio), permite sorridentes conversas sobre cantores, actores e rapazes em geral e em particular. Então, ainda nada? Não davam para detectives! Prosseguimos: são muitos os alunos que aqui se concentram nos intervalos para jogar, falar, desfilar, fotografar, ouvir música, ensaiar passos de dança e coreografias, catrapiscar com olhares à matador a pessoa por quem o coração bate mais depressa. O amor é lindo! Agora está fácil, facílimo. Ainda não adivinharam? Bom, vamos insistir: tem belas vistas e um ângulo de visão muito amplo. É bom para ver e ser visto. Já todos sabem qual é o lugar. Claro que é o campo de basquetebol!

Porquê PNPR? Nós acabamos com o mistério: significa Parque Natural de Preservação de Rapazes! Porquê este nome? Pela quantidade de rapazes que aqui se concentram nos intervalos. São mais eles que elas! Podem ter a certeza. Fomos nós que criámos esta designação para este espaço da Escola. Dele, temos todas, histórias e recordações divertidas. Ficará para sempre no nosso coração! Pela vida fora!

As meninas do 8.º B

Lugares que eu gosto - Entrada dos alunos

Entrada dos alunos

         Nós, os sete rapazes da Turma, entendemo-nos muito bem. Vimos cedo para a Escola para conviver antes das aulas e nos intervalos estamos juntos. Onde? Na parte exterior da entrada dos alunos. Pode parecer inacreditável, mas é um lugar tranquilo, tirando os momentos críticos de entrada e saída.
Temos espaço para as nossas brincadeiras e, como somos os únicos naquele sítio, sentimo-nos “senhores do lugar” , somos “reis daquele pequeno reino”.
Escolhemos, um dos coloridos painéis, como talismã e nos dias em que realizamos testes viramo-nos para ele e dizemos uma ladainha para nos dar sorte. Tem resultado. Reforça a nossa confiança no que estudamos. É pena que os painéis tenham desaparecido com a pintura que foi feita recentemente.
Este lugar, no Inverno, protege da chuva, do frio e no Verão protege do calor. É o local ideal para encontrarmos amigos ou colegas com os quais precisamos de falar ou combinar alguma coisa. Todos passam ali.
No início da tarde, algumas das raparigas da nossa turma, ficam a conversar connosco e a contar as últimas novidades.
O tempo que aqui passamos permite-nos conhecer bem estas paredes e, parece-nos, elas conhecem-nos, também.

                                                                                           Os rapazes do 8.º B

Conhecer a Escola e as Pessoas - Testemunho da D. Antónia

Maria Antónia Venâncio Guedes Matos
Natural de Santa Marta de Penaguião
Técnica Operacional nesta Escola há 15 anos
47 anos - Casada - 2 filhos.

 Em que ano começou a estudar nesta Escola?
Foi no ano de 1977, tinha eu 14 anos. Quando cheguei à Escola não conhecia ninguém. As turmas eram mistas, mas os espaços do recreio separados, rapazes e raparigas não estavam juntos nos intervalos.

Quantos anos estudou nesta Escola?
Estudei 8 anos. Comecei no 7.º ano, no 9.º ano “chumbei”, os três anos do ensino secundário e mais um num curso profissional de Administração.

Como era a relação entre os alunos e destes com os professores?
A relação com os colegas era boa, tinha o meu grupo de amigas com quem passava o intervalo. A relação entre professores e alunos era muito diferente da actual. Os professores estavam muito distantes dos alunos, nas aulas não podíamos falar, levantar dúvidas, dar a nossa opinião.

Há algum professor que recorde com mais simpatia?
Há sim, a professora Filomena Afonso, minha professora de História. Era muito humana, carinhosa, diferente da maioria dos professores. Interessava-se pelos nossos problemas, ouvia-nos, dava conselhos. Tinha sempre uma palavra de encorajamento e simpatia. Gostei sempre muito dela. Ainda bem que tive a felicidade de a ter como professora.
 
D. Antónia, na Escola, quando estudante

Conhecer a Escola e as Pessoas - Testemunho da Professora Helena

Testemunhos

         Neste ano de comemoração dos 50 anos da Escola S. Pedro, no actual edifício, é importante olhar para o futuro mas também pesquisar o passado e construir uma memória colectiva que possa abranger todos os que, de algum modo, participaram na vida desta Escola. Nessa procura de rostos, de nomes, de pessoas, surgiu-nos como incontornável uma das pessoas mais simpáticas e dinâmicas que povoam os nossos dias - Professora Helena Carvalho. Vamos descobrir porquê!
Helena Maria Pinto Carvalho - 46 anos - natural de Vila Real.
Licenciada, pela UTAD, em Ensino de Biologia e Geologia.
Professora de Ciências Naturais e Biologia e Geologia.
Coordenadora do 3.º ciclo do Ensino Básico.


 Em que ano e com que idade começou a estudar nesta Escola?
Comecei no ano lectivo 1977/78 com 12 anos no 7.º ano de escolaridade.

Quantos anos estudou nesta Escola?
Estudei 6 anos, do 7.º ao 12.º ano.
Professora Helena no 7.º ano
  Quais as recordações mais marcantes desse tempo?
O convívio com os colegas e as amigas que nessa altura fiz e cuja amizade se mantém. Também recordo a Festa das Broas, os espectáculos e bailes que se faziam no ginásio onde existia um grande palco.

Como era o relacionamento de alunos e professores?
A relação que existia com a maioria dos professores era de muito respeito, havendo mesmo, nalguns casos, medo e intimidação. Recordo as aulas de Matemática, já no 12.º ano, que quando a Professora solicitava algum aluno para ir ao quadro, quase todos baixavam a cabeça para não serem chamados.

Visita de estudo à Pedreira da Serra da Falperra...

Pedreira da Serra da Falperra


          No dia 29 de Outubro de 2010, nós, os alunos do 10.º C, juntamente com as professoras Cândida Ferreira e Maria João Nascimento e os estagiários de Biologia/Geologia, Nádia Machado e Rafael Rodrigues, tivemos uma aula de Geologia diferente das habituais – uma aula de campo - na Pedreira da Serra da Falperra. Partimos entusiasmados, cheios de grandes expectativas!
A saída da escola foi entre as 8 e as 9 horas, numa carrinha requisitada para a ocasião, que nos levou até à Serra da Falperra.
A viagem foi um pouco atribulada devido ao mau tempo e aos muitos buracos das estradas. O objectivo da visita era, principalmente, aprendermos como se fazia a exploração sustentada do granito amarelo real.
Os funcionários da Empresa e o Senhor Professor Doutor Luís Sousa, da UTAD, deram-nos informações/explicações que nos permitiram uma melhor compreensão do que observámos.  Atentos, fomos tirando apontamentos e fotografias.
Os capacetes emprestados pelos professores fizeram sucesso. Protegeram-nos de possíveis perigos e do mau tempo. Ficámos um pouco ridículos mas eram muito confortáveis e revelaram-se úteis. Toda a Turma gostou.
No fim da aula de campo, quando já nos encontrávamos prontos para preencher o relatório que nos ia ser dado pelos professores estagiários, a professora Cândida foi compreensiva e adiou o preenchimento desse mesmo relatório para a aula seguinte, pois embora preparados, estávamos encharcados! Claro que ficámos todos contentes e agradecidos pelo gesto, e na viagem de volta a Vila Real, estávamos tão animados que até tirámos fotos e cantámos.
Por mim, e acho que também por toda a nossa turma, esta aula de campo até à Serra da Falperra revelou-se muito interessante e útil para compreendermos melhor a matéria leccionada.
Juliana Gonçalves - 10.º C

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