Os Franceses festejam a Fête du Muguet no 1.º de Maio,que também é o Dia do Trabalhador, oferecendo un petit brin de muguet. O grupo de Francês promoveu uma Exposição onde se divulgou a história do muguet (lírio dos vales ou Lágrimas de Nossa Senhora). Esta flor representa a felicidade e a boa sorte (porte-bonheur). Os trabalhadores assimilaram esta festa e a singela flor passou, também, a ser um símbolo deles. Foram distribuídos, à comunidade educativa, raminhos de muguet com votos de felicidade e prosperidade.
A minha ligação a esta Escola é curiosa, começou como Encarregada de Educação, os meus dois filhos estudaram aqui do 7.º ano ao 12.º ano. O meu filho mais velho tem 29 anos e a minha “menina” tem 26 anos. Já?! Como assistente operacional comecei há 12 anos. Devo dizer que foi o meu único emprego. Escolhi esta Escola porque é a que fica mais perto de minha casa e sempre ouvi falar bem dela. Trabalho no Balneário Feminino e gosto muito do que faço e do facto de conhecer, bastante bem, as alunas da Escola. Sou muitas vezes confidente e ombro amigo.
Está a concluir uma licenciatura em Educação na Universidade Aberta
Está no Facebook, Hi5 e WikiSpace, tem 2 blogs sobre educação. O curso obriga!
A minha vida cruzou-se, pela primeira vez, com a da Escola há 32 anos, em 1976, quando vim fazer o 9.º ano de Contabilidade. Nos anos seguintes, no regime nocturno, fiz o 1.º e 2.º anos de Contabilidade. Interrompi a minha ligação com a Escola e, em 1981, retorno para fazer o 12.º ano à noite. Em 1999, regresso definitivamente para trabalhar como auxiliar da acção educativa. Aliás, tinha feito aqui exame para concorrer para esse emprego. Trabalho há 12 anos nesta Escola e há 11 na Biblioteca. Gosto da Escola e de trabalhar na Biblioteca. Gosto do serviço de catalogação, da informática e de lidar com os alunos. Constato que houve uma evolução muito grande na tecnologia e no trabalho que é cada vez mais exigente e complexo. Gostava que a Biblioteca estivesse mais actualizada nos seus equipamentos. Vamos esperar pelas ansiadas obras.
As actividades das festas das Broas são momentos de revelação, espanto-me com os dotes dos alunos que cantam, dançam, representam,… sensibilizou-me muito a presença de antigos alunos no funeral de uma funcionária. Prova que existem laços afectivos entre os alunos e os, agora, assistentes operacionais.
O acontecimento que mais me marcou foi a guerra colonial que afectou, directamente, a minha vida. Pôs fim à minha infância feliz em espaços abertos e amplos horizontes. Tinha 13 anos e acompanhada pelo meu irmão de 19 anos saímos de Angola debaixo de fogo. Fomos de barco do Lobito para Luanda. Em Luanda estivemos, com muitas outras crianças e jovens, três dias no quartel à espera da oportunidade de fazer a viagem para o aeroporto. Tentámos, várias vezes, mas éramos apanhados por fogo cruzado e tínhamos que recuar. Por fim conseguimos.
Momentos felizes, nestes 50 anos, foram a minha infância num clima tropical, com muito sol, perto de praias de águas cristalinas e quentes, com fruta saborosa e sumarenta. Recordo cheiros, sabores, o colorido das roupas, a alegria. Já adulta, o meu casamento, quando tinha 25 anos, o nascimento dos meus filhos, neste momento com 22 e 10 anos, as férias na Suíça, a neve é bela, onde o marido esteve a trabalhar...
Para o futuro, não tenho sonhos, ambições materiais. Grande casa, grandes carros, não me interessam! Quero acabar o meu curso, ver os meus filhos formados e empregados. Saúde para todos. Desenvolvimento para o país e melhores condições de vida para os Portugueses. Será pedir muito?
Licenciada em História pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa
Professora de História há 24 anos
Casada - mãe de dois filhos
O tema do jornal “obrigou-a” a descobrir o mundo das redes sociais. É uma área a explorar!
A escolha desta fotografia
é uma homenagem à irmã Bernardette,
a pessoa mais importante da minha infância.
A Escola de S. Pedro entrou, de modo efectivo, na minha vida quando saíram os resultados do concurso de colocação de professores de 2009 e passei a pertencer ao quadro definitivo desta Escola. Consegui, à terceira tentativa, ser colocada em Vila Real, na primeira escola que escolhi. Quando aqui me apresentei, não era a primeira vez que entrava na Escola. O ter sido, muitos anos, correctora de exames nacionais do 12.º ano conduziu-me, a ela, em diferentes anos. Gostei da entrada e do arvoredo, mas constatei o quão velhinha a Escola era no interior. Nesta Escola, satisfiz um grande desejo: dar aulas em salas com estrado. Não tem nada a ver com autoritarismo, é prático e permite uma visão excelente e completa da turma. Espero que as obras de remodelação não os eliminem.
A minha vivência na Escola é curta para ter uma visão definitiva. Comparando com outra, em que trabalhei muitos anos, reconheço que esta funciona muito melhor a todos os níveis. Apercebi-me que quanto maior é o meio, melhor é a preparação dos alunos e mais interventivos são os encarregados de educação. Por vezes, com alguns exageros. A Festa das Broas foi uma descoberta inesperada e agradável.
Quase 50 anos de vida dão-me tolerância, novas perspectivas e permitem-me relativizar muito do que considerava importante. Por outro lado, tira-me paciência para a estupidez, ignorância e afins, fanatismos e outros “ismos”. Desgosta-me a “nostalgia” do Salazar que vejo, por vezes, evocada. Eu tinha 12 anos no 25 de Abril de 1974 mas lembro-me bem do nível de vida da maioria das pessoas. Era muito mau. Fico pesarosa quando ouço criticar, por hábito, o país e os Portugueses. Quando vivemos no estrangeiro, eu vivi ano e meio em Paris, reconhecemos o quanto amamos o nosso país e valorizamos os aspectos positivos. Já sobrevivemos a quase nove séculos de História (completam-se a 5 de Outubro de 2043), havemos de ultrapassar todos os escolhos que vão surgindo no caminho. Lamento o “abandono” a que foi votada a História, sobretudo a História de Portugal, no Ensino Básico. A História é fundamental para nos situar no Mundo e desenvolver competências e valores como o espírito crítico e a tolerância. Citando Norman Cousins “A História é um enorme sistema de aviso prévio.” Talvez se os políticos soubessem mais História não cometessem os erros que fazem. O talvez está a mais!
Para os próximos tempos queria, sobretudo, tempo. Tempo para coisas simples, prosaicas, ou mesmo ridículas para alguns, que me renovam a alegria e me apaziguam com a vida. Tempo para ir procurar violetas, nas margens dos rios, ribeiros e riachos, para mergulhar os pés e pernas nos rios de águas mansas. Um dos meus sonhos é ter uma casa nas margens de um ribeiro. Queria tempo para ler todos os livros maravilhosos que ainda não li, ver ou rever todos os filmes que me apaixonam, voltar a extasiar-me perante os Nenúfares de Monet no Musée de L’Orangerie, em Paris, deslumbrar-me, “encore une fois”,com as rosáceas de Nôtre-Dame, contemplar a nossa Custódia de Belém, para mim a obra de arte mais bonita do nosso património artístico, no MNAA (Museu Nacional de Arte Antiga). Tempo para (re)visitar castelos e museus. Dois meses para percorrer, em Itália, os caminhos do Renascimento. Florença, Siena, Veneza, Roma...
Procuro, nas aulas e actividades que desenvolvo com os alunos, transmitir o conhecimento e a grandiosidade da nossa História e o respeito pela nossa identidade e cultura. Viva Portugal!
Vive em Vila Real há 19 anos, 13 dos quais a leccionar nesta Escola.
Não pertence a nenhuma rede social, nem sente necessidade.
-->
A Escola S/3 de S. Pedro entrou na minha vida em Setembro de 1992, tinha 30 anos de idade e a minha primeira filha era recém-nascida. Concorri para Vila Real para que a família ficasse unida, o meu marido estava a trabalhar na UTAD. Foi um ano difícil, arrasante! A menina era bebé, não tinha apoio de pais ou sogros, que estavam longe. Leccionava oito turmas o que perfazia mais de 200 alunos. Tinha aulas ao sábado, até às 13 horas. Nessas manhãs, o convívio era agradável e alegre, os professores eram novos e havia os grupos de estagiários. Lembro-me de algumas turmas marcantes e originais, só de rapazes repetentes, de desporto. Na minha profissão, para lá do prazer de ensinar, gosto da comunicação com os alunos, de acompanhar esta fase importante das suas vidas. É o sal da profissão. Estive um ano no CAE e aí descobri o quão gosto de dar aulas.
-->
Nos acontecimentos, destaco a Feira Medieval que decorreu em Março de 2008. Foi um momento de união sem precedentes, toda a comunidade escolar se empenhou e participou. A Câmara e o Governo Civil foram, igualmente, envolvidos nessa dinâmica. Nesses dias consegui ser da nobreza e ser cigana. É bom pormo-nos no lugar dos outros, ganhar outras perspectivas.
-->
Nestes quase cinquenta anos, vivi alguns dos momentos fundamentais na vida de um ser humano. Conheci o meu marido em Coimbra, onde ambos estudámos e nos descobrimos conterrâneos de Viseu que nunca se tinham cruzado. Constituí uma família adorável, por vezes relegada para segundo lugar, devido a esta profissão tão exigente e absorvente. No futuro, mudarei de Escola e de terra se tiver que ser. A vida é feita de mudanças.
Marcou-me positivamente o Projecto Comenius. Com a colega Elsa Rebelo fui à Alemanha ao encontro preparatório para elaborar o projecto. Interagimos com a Suécia, Bósnia, Holanda, Alemanha, Polónia e Reino Unido. Estive no 1.º encontro de professores e no último, na Holanda, com os alunos.
Como projectos futuros quero fazer um doutoramento e talvez outra licenciatura, aprender a falar Inglês correctamente, aprender outras línguas, eventualmente viver noutro país.
Gostava que os professores fossem tratados com a dignidade merecida, a começar pelos próprios colegas. A união dos professores na luta pela carreira docente e contra a injustiça do processo de avaliação foi um dos momentos mais gratificantes que vivi. As manifestações em Lisboa foram emocionantes! Durou pouco a união! Lamento!
A Escola faz 50 anos! Fomos procurar pessoas que aqui trabalham e partilham com a Escola o ano do nascimento - 1961. Pedimos a duas professoras e duas assistentes operacionais para darem o seu depoimento/testemunho, contemplando os seguintes itens - Quando e como a Escola entrou nas suas vidas - O que comportam 50 anos de vida - Quais os acontecimentos que destacam na sua vivência de 50 anos - Quais os projectos para os próximos 50 anos (?!?!). E, porque o tema obriga, qual a ligação que têm às redes sociais.
A Escola faz 50 anos! Fomos procurar pessoas que aqui trabalham e partilham com a Escola o ano do nascimento - 1961. Pedimos a duas professoras e duas assistentes operacionais para darem o seu depoimento/testemunho, contemplando os seguintes itens - Quando e como a Escola entrou nas suas vidas - O que comportam 50 anos de vida -Quais os acontecimentos que destacam na sua vivência de 50 anos - Quais os projectos para os próximos 50 anos (?!?!). E, porque o tema obriga, qual a ligação que têm às redes sociais.