Inovar nas Práticas Pedagógicas

A quem ensina é necessário ter a mente aberta e disponibilidade para olhar sem reservas ou preconceitos para tudo o que é inovador. Tudo deve ser perspectivado como possível estratégia ou ferramenta para o ensino. Ponderada a aplicabilidade compete, a cada um, tomar a decisão. Alguns depoimentos da vanguarda da utilização das redes sociais no ensino. Leia e decida. 
Testemunhos:

Ensinar com as Redes Sociais - Professora Paula Ferreira

Paula Ferreira
Professora de Educação Física
Orientadora de estágio de Educação Física em protocolo com a UTAD
 Há mais de dois anos que estou registada no Facebook. Tomei esta decisão para ocupar tempo livre e estar em contacto com amigos e familiares.
Mais tarde, descobri a vertente do trabalho. Pelo Facebook, comunico com colegas de outras faculdades, trocamos experiências e materiais didácticos. Para os meus formandos, como não existe um manual, utilizo esta via para disponibilizar textos de apoio e apontamentos - unidades didácticas - planos de aula - projectos de actividades - relatórios - balanço de aulas assistidas - testes. Todos estes materiais circulam por este meio.
Utilizo-o para contactar com a UTAD e, em particular, com a Coordenadora dos estágios pedagógicos.
Devo esclarecer que este não é o único meio de comunicação a que recorro. Uso muito o email. O problema é que no email não se pode mandar muita informação junta, pois “entope”, as redes sociais não têm este problema. Para mim, o Facebook é, sobretudo, um “telefone a custo zero”.
Pode ser usado como instrumento didáctico-pedagógico, podemos conhecer melhor os nosso alunos lendo e analisando os textos e imagens que eles colocam na rede. Podemos saber os seus horários, muitas vezes, passa da meia-noite, semana de aulas, e eles estão acordados, despertos, no Facebook. É preocupante, é impossível que no dia seguinte estejam concentrados nas actividades lectivas.  Muitas vezes, mando-os ir dormir. Os pais deviam estar atentos aos computadores e telemóveis nos quartos dos meninos.
Outro facto que constato e me preocupa são os perfis com demasiada exposição, por vezes revelando aquilo que deve ficar na esfera da privacidade.
Devia esclarecer-se e debater-se o tema redes sociais com alunos e encarregados de educação. Talvez seja mais uma missão para a escola desenvolver.
Gosto de tudo o que as redes sociais têm de bom, mas tenho consciência de que, para os jovens desprevenidos e desinformados, escondem muitos perigos.
Vale a pena pensar nisto!

Ensinar com as Redes Sociais - Professora Lídia Branco


Maria Lídia Branco
Professora de EMRC

Inscrevi-me no Facebook tentada pelo convite de uma amiga. No início não percebia nada de redes sociais, fui descobrindo e gostando.
Têm muitas potencialidades para explorar e usufruir  - posso falar com os meus amigos de um modo mais barato do que se usasse o telemóvel - nas fotografias que me enviam, vejo os meus sobrinhos, de Lisboa, crescer -  descubro e ouço músicas de que gosto.
Desde o início que uso o Facebook para trabalhar. Permite-me comunicar com os meus colegas de grupo na licenciatura que estou a finalizar, Psicologia. Evita que sejamos obrigados a sair de casa e a reunirmo-nos todos num mesmo espaço. Podemos estar, em lugares dispersos e distantes e comunicar de modo eficaz.  É mais confortável.
Na minha actividade lectiva, é, também, através do Facebook, que participo em fóruns e acções de formação promovidas pelo Secretariado Nacional de Educação Cristã. Existe um coordenador que esclarece  as dúvidas que tenho pela rede social. É mais rápido que utilizar o email, pois se a ele recorrer tenho que ficar à espera que ele o veja. Pode demorar muitas horas, dias até. No Facebook tenho a dúvida esclarecida em directo, sem demoras. É prático e funcional.
Faço parte de um grupo pertencente ao Secretariado Diocesano da Juventude, organismo que promove actividades para jovens. Tenho informação sobre as suas iniciativas recorrendo, mais uma vez, à rede social.
A Paróquia a que pertenço e onde dou catequese, esporadicamente, disponibiliza as leituras e materiais para exploração, por esta via. Grande parte das minhas actividades profissionais e de voluntariado passam pela utilização desta ferramenta informática.
Posso contactar alunos pelo Facebook mas não para trabalhar, estou atenta ao que transmitem e isso  ajuda-me a conhecê-los melhor.
Para os jogos que as redes sociais disponibilizam, não tenho tempo.

Ensinar com as Redes Sociais - Professora Fátima Campos

Fátima Campos
Professora de Língua Portuguesa
Começo por confessar que quando uma amiga me fez o convite para aderir ao Facebook não fiquei muito entusiasmada. Pensei logo nos perigos que poderiam estar envolvidos: a perda de privacidade, o facto de pessoas desconhecidas terem acesso à minha conta, às minhas fotos, comentários, etc. Mas também pensei no que esta nova ferramenta informática me poderia trazer. E já tive alegres surpresas, como a de ter pedidos de amizade de familiares que já não via há décadas ou de ex-colegas do Liceu de Vila Nova de Famalicão, onde fiz os meus estudos desde o sétimo ano até ao décimo segundo. Estranhos tempos estes em que os primos e primas, tios e sobrinhos fazem pedidos de amizade uns aos outros via internet! Estranhos, sem dúvida, mas não deixam de ser o mais corriqueiro, o mais actual. Assim, há que acompanhar os tempos e ser cibernauta.
Para além destes pedidos de amizade de familiares e de amigos (amigos já de anos), fiquei agradavelmente surpreendida com os pedidos de amizade de alunos actuais ou de ex-alunos. Com eles tenho conversado no chat. Os temas de conversa são variados, desde dúvidas sobre a matéria que vai sair no próximo teste, até sugestões de leitura, passando por comentários sobre as fotos de perfil de uns e de outros.
Gosto de ter estas conversas não só com os meus alunos, mas também com os amigos. Às vezes, a vida não nos deixa muito tempo nem disponibilidade para conversarmos e, quando tomamos consciência, já passou tanto tempo e não sabemos nada sobre quem é importante para nós. Como, por exemplo, a família que está longe e que fica perto, à distância de um clic no chat. Podemos mandar mensagens, dizer que gostamos, um like postado aqui, um like postado ali e talvez levemos um sorriso ao rosto de pessoas que não contavam com a nossa simpatia. É bom ouvir e ler que gostam de nós! E há outros que ficam a saber que gostam de nós, que temos quem se importe connosco e que gosta da nossa presença nas suas vidas.

Ensinar com as Redes Sociais - Professora Olga Carvalho

  Olga Cristina Carvalho
Professora de Biologia e Geologia e Ciências Naturais
No início do ano lectivo forneço o meu correio electrónico aos alunos, indago-os quanto à utilização do Youtube, Twitter, Facebook e disponibilizo-me para que estabeleçamos interacções através dessas redes. Considero que estas ferramentas permitem uma participação mais activa de todos no processo de ensino/aprendizagem e alerto os alunos para as potencialidades que daí podem decorrer: construir portefólios virtuais dentro dos seus perfis; escrever notas sobre o que aprendem; ajudar à reflexão e revisão das aprendizagens; criar blogues; apresentar trabalhos com a utilização das aplicações que estas ferramentas proporcionam (vídeo, diapositivos, blogue); estudar em grupo; trocar conhecimentos; praticar uma aprendizagem colaborativa; partilhar músicas e/ou imagens; esclarecer dúvidas e ter da minha parte o respectivo feedback...
Confesso que, muitas vezes, os alunos têm mais facilidade com a tecnologia do que eu, mas isso não tem atrapalhado a relação professora-aluno, pois ao organizar a dinâmica, na sala de aula, conto com esta diferença de experiência e uso os conhecimentos dos alunos, peço ajuda quando preciso, é uma atitude que contribui para fortalecer a relação pedagógica e uma participação mais motivada e produtiva.
As redes sociais possibilitam-me diagnosticar, mais rapidamente, o domínio de algumas capacidades, por exemplo, para elaboração de textos, pesquisas, dar opinião ou debater temas, muitas vezes são difíceis de conhecer na sala de aula.
Alguns, mais entusiastas, defendem que o uso das redes sociais pode funcionar como catalisador da reinvenção da escola. Não partilho dessa ideia! Nenhuma estratégia, actividade ou recurso, por si só, muda a escola. O que muda a escola é o professor e não acredito que o simples facto de ele se integrar numa rede social mude alguma coisa. Pelo contrário, considero que é preciso entender que a educação hoje tem outro significado - o professor não é a única fonte de informação que o aluno tem. Ao professor compete-lhe criar estratégias para que o aluno aprenda, na escola, com a internet, com os livros...
A vantagem maior no uso das redes sociais será que as escolas, os professores e os alunos conversem entre si e troquem experiências.
Uma análise sumária permite verificar que o maior número de ocorrências associadas à utilização das redes sociais se distribui pelos quadrantes FORÇAS e OPORTUNIDADES, ou seja, os factores favoráveis a um desempenho com elevados níveis de proficiência são em maior número que os obstáculos. O ambiente é favorável, o resto depende de mim…

Perspectivas das Redes Sociais

O desenvolvimento das novas tecnologias, entre elas o aparecimento das redes sociais, acelerou a circulação da informação. É fácil, muito fácil, aceder ao que se passa no mais recôndito lugar do Mundo. É a aldeia global.
O nosso tema de trabalho é a influência dos meios de comunicação, em particular as redes sociais, na criação e difusão da música.
São conhecidos vários casos de cantores de todo mundo e, também, de Portugal, que se deram a conhecer e alcançaram sucesso através das redes sociais. Quando as editoras não querem apostar em cantores desconhecidos, a Internet, as redes sociais são uma porta aberta para esses artistas terem um lugar ao sol.
Na actualidade, é fácil conhecer a música do Mundo, saber o que faz sucesso nos outros países, nos outros continentes. As redes sociais deram-nos a possibilidade de saber as novidades da carreira artística e, também, da vida pessoal dos nossos ídolos, é só segui-los, na sua página, no Facebook. Neste meio, eles anunciam os seus concertos, músicas, informam sobre o novo namorado/namorada, casamento, nascimento dos filhos, divórcio...
Qualquer pessoa pode recorrer a estes meios de comunicação para aceder à música dos outros, mas também, permitir que os outros acedam à que ela cria. As redes sociais têm de tudo, incluindo muita música, mas não nos parece que já fabriquem bebés.
Pelo menos, por enquanto!
Luís Guilherme - Tiago Magalhães

Reflectir as Redes Sociais

Nas aulas de Introdução à Filosofia, os alunos do 11.º F reflectiram sobre as implicações das redes sociais em diferentes áreas da vida humana. Ficam  aqui algumas das principais ideias.

As redes sociais reúnem pessoas de diferentes culturas e latitudes, fazendo com que  seja um meio muito apropriado para quem quer conhecer ou aprender mais sobre as sociedades e civilizações mais distantes de nós.
O domínio de várias línguas, sobretudo Inglês, facilita a comunicação entre pessoas de continentes, países diferentes. Leva a melhores relações inter-continentais e intra-continentais. No mundo virtual das redes sociais, o gesto tem pouco significado, a palavra é que domina. As redes sociais exigem o conhecimento de línguas, mas também representam uma maneira de aprender e aperfeiçoar as línguas dos outros.
É curioso pensar e verificar esse facto.
                                                                        Diana Martins

Os meios de comunicação estão sempre presentes na nossa vida, a manipulação da informação, também. É assim. Infelizmente.
As redes sociais levam à proliferação de ideias, muitas vezes de pessoas com más intenções e até de seitas que querem atrair crentes. As ideologias perigosas que apelam, por exemplo, à violência podem moldar outras pessoas, em especial, os jovens. Não é por acaso que se diz que os meios de comunicação são o quarto poder.
As assimetrias existentes entre zonas rurais e urbanas, países industrializados e países em vias de desenvolvimento, vão diminuindo e as redes sociais dão o seu contributo para isso. As distâncias são cada vez mais fáceis de ultrapassar.
Temos que aproveitar o que as redes sociais e os outros meios de comunicação têm de melhor e evitar e controlar o que têm de pior. 
Diana Ferreira - Sara Teixeira - Renata Esteves - Vera Leila
 
As redes sociais são uma forma de convívio muito usual nos dias de hoje. São, cada vez mais, conhecidas e usadas por pessoas de todas as faixas etárias.
No entanto, as redes sociais estão a mudar, a afectar as relações e a reduzir a comunicação em presença entre as pessoas. Estabelecem-se relações de amizade e amor, relações virtuais, através das redes sociais. É mais fácil enganar os outros por este meio, podem-se colocar fotos que não são da pessoa que está em rede. Alguns dos encontros marcados com quem se conheceu por este processo podem acabar em violações, raptos, roubos...
Um conselho: se marcares um encontro desta maneira, avisa alguém em quem confies e procura que ele decorra num sítio público, que tenha gente, não num lugar isolado.

Bruna Choupina - Filipa Rodrigues - Helena Botelho - Rita Pinto - Soraia Damião

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