Ler é Bom e Faz Bem...

A Literatura e a arte são sempre reflexo da sociedade que as produz, mesmo quando nos parecem completamente   absurdas. As ideias não nascem do ar, nascem das vivências que cada um vai guardando.
As redes sociais fazem parte da realidade diária de milhões e milhões de pessoas, lógico seria que também aparecessem nos livros que se vão escrevendo, e elas aí estão. Para além dos muitos livros técnicos sobre as redes sociais e as suas potencialidades para expandir negócios, começam a surgir romances que também as referem e, nos quais, por vezes, desempenham um papel de relevo.
 
A história contada no livro Milionários Acidentais  de Bem Mezrich é já, sobejamente, conhecida, devido ao filme que adaptou o livro.  É a criação da maior rede social do mundo, o Facebook e dos seus criadores, Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin que de amigos passaram a inimigos. Um filme é bom, um livro é melhor ainda. A literatura permite vias de exploração e leitura a que o cinema, devido à sua natureza, não pode recorrer.
O outro livro que aqui referimos - Liberdade de Jonathan Franzen é um grande best-seller com mais de um milhão de exemplares vendidos. Recebeu elogios generosos de personalidades, jornais e revistas. O The Guardian declara que é “Um trabalho extraordinário. Não há equivalente na ficção contemporânea” e considera Jonathan Franzen “O autor do século”. O Presidente dos EUA, Barak Obama, leu-o antes da sua publicação e classificou-o como fantástico. É um livro para os mais crescidos, sem piedade, dá um retrato de uma geração cibernética, cá estão as redes sociais, individualista e globalizada.
A imagem da capa é, no mínimo, uma ironia contraditória com o título, liberdade e vedações não ligam muito bem.
Os protagonistas são pessoas muito informadas, um advogado ambientalista e a sua esposa, defensores da alimentação biológica, preocupados com as questões do ambiente e a superpopulação, usam os transportes públicos, andam de bicicleta, têm o sonho utópico de construir um mundo melhor, na perspectiva deles.
Há mais, muito mais, nem sempre os grandes ideais correspondem aos actos praticados. Todo o ser humano tem, em si, grandes contradições.

Entre Palavras...


O concurso Entre Palavras devia ser mais conhecido e divulgado. É uma iniciativa do Jornal de Notícias, RTP e Plano Nacional de Leitura. Os alunos do 9.º D participaram e na fase distrital foram apurados para a fase nacional, que decorreu no EuroParque, em Santa Maria da Feira. Não passaram, mas assistiram à Finalíssima que foi brilhantemente moderada pela jornalista Fátima Campos Ferreira.

Vale a pena visitar o Palácio de Mateus


Uma coisa é aprendermos nas aulas de História que o Barroco tem horror ao vazio, gosta da linha curva e dos elementos vegetalistas… outra coisa, mais interessante, é visualizar tudo isso no Palácio de Mateus. As turmas do 8.º A - 8.º B - 8.º C - 8.º D -  8.º E - 8.º F, foram conhecer esta obra de Nicolau Nazoni que tanto valorizou o concelho de Vila Real e é um dos principais atractivos culturais da cidade.  Vale a pena visitá-la, encerra tanta beleza!


Descobrir o Museu da Vila Velha


Uma aula de campo no Museu da Vila Velha proporciona a descoberta das origens da cidade de Vila Real e remete-nos para D. Dinis, o rei fundador desta cidade.  Os alunos do 7.º F, no dia 6 de Junho, viveram essas descobertas. No Centro de Informação e Interpretação do Parque Natural do Alvão conheceram a biodiversidade que aquele Parque encerra e devemos respeitar.

Vila Real tem tesouros que poucos conhecem...

Alguns dos tesouros de Vila real estão guardados no Museu de Arqueologia e Numismática. Os alunos do 7.º H tiveram uma aula de campo de História, neste espaço, no dia 3 de Junho. Conheceram as maquetas que recriam a vida na Pré-história, a construção dos monumentos megalíticos, os rituais praticados no Santuário de Panóias. A romanização é lembrada pelo vasto espólio de moedas romanas.     

Inovar nas Práticas Pedagógicas

A quem ensina é necessário ter a mente aberta e disponibilidade para olhar sem reservas ou preconceitos para tudo o que é inovador. Tudo deve ser perspectivado como possível estratégia ou ferramenta para o ensino. Ponderada a aplicabilidade compete, a cada um, tomar a decisão. Alguns depoimentos da vanguarda da utilização das redes sociais no ensino. Leia e decida. 
Testemunhos:

Ensinar com as Redes Sociais - Professora Paula Ferreira

Paula Ferreira
Professora de Educação Física
Orientadora de estágio de Educação Física em protocolo com a UTAD
 Há mais de dois anos que estou registada no Facebook. Tomei esta decisão para ocupar tempo livre e estar em contacto com amigos e familiares.
Mais tarde, descobri a vertente do trabalho. Pelo Facebook, comunico com colegas de outras faculdades, trocamos experiências e materiais didácticos. Para os meus formandos, como não existe um manual, utilizo esta via para disponibilizar textos de apoio e apontamentos - unidades didácticas - planos de aula - projectos de actividades - relatórios - balanço de aulas assistidas - testes. Todos estes materiais circulam por este meio.
Utilizo-o para contactar com a UTAD e, em particular, com a Coordenadora dos estágios pedagógicos.
Devo esclarecer que este não é o único meio de comunicação a que recorro. Uso muito o email. O problema é que no email não se pode mandar muita informação junta, pois “entope”, as redes sociais não têm este problema. Para mim, o Facebook é, sobretudo, um “telefone a custo zero”.
Pode ser usado como instrumento didáctico-pedagógico, podemos conhecer melhor os nosso alunos lendo e analisando os textos e imagens que eles colocam na rede. Podemos saber os seus horários, muitas vezes, passa da meia-noite, semana de aulas, e eles estão acordados, despertos, no Facebook. É preocupante, é impossível que no dia seguinte estejam concentrados nas actividades lectivas.  Muitas vezes, mando-os ir dormir. Os pais deviam estar atentos aos computadores e telemóveis nos quartos dos meninos.
Outro facto que constato e me preocupa são os perfis com demasiada exposição, por vezes revelando aquilo que deve ficar na esfera da privacidade.
Devia esclarecer-se e debater-se o tema redes sociais com alunos e encarregados de educação. Talvez seja mais uma missão para a escola desenvolver.
Gosto de tudo o que as redes sociais têm de bom, mas tenho consciência de que, para os jovens desprevenidos e desinformados, escondem muitos perigos.
Vale a pena pensar nisto!

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