Ideias Interessantes para Resolver a Crise...

Pedimos aos alunos do 11.º G que apresentassem propostas interessantes e criativas para resolver a crise. Surgiu de tudo, ideias curiosas, bizarras, disparatadas, inteligentes, radicais, progressistas… Selecionámos as que nos pareceram mais exequíveis, divertidas e … provocadoras. Dão para pensar e sorrir!

Proposta n.º 1 para Combater a Crise

Um dos temas que estudámos em História A foi o Mercantilismo. Esta política económica vigorou na Europa nos séculos XVII e XVIII e surgiu como reação a crises económicas e financeiras que alguns países atravessavam. Tão atual!
Uma das medidas curiosas do Mercantilismo Português foram as leis Pragmáticas de D. Pedro II e, mais tarde, de D. José I. O que eram Pragmáticas, perguntam vocês? Simples, eram leis contra o luxo, proibiam determinadas toilettes que ficavam muito caras ao país devido à importação de tecidos e atavios. É certo que já não temos reis, mas podíamos ter Pragmáticas. Os senhores políticos podiam legislar obrigando toda a gente a usar minissaia ou calções. Vendo bem, poupavam-se muitos quilómetros de tecido, a maioria deles importados.
O “calcanhar de Aquiles” desta medida é impor a todos um tipo de moda de que alguns não gostam e que no inverno não é muito conveniente. É verdade, mas Portugal precisa de sacrifícios e este nem é muito grande. Vale a pena pensar nisto! Ou talvez não!
Alunos do 11.º G

PS - A Beatriz Matos do 9.º B imaginou os professores cumprindo a lei.
Proposta n.º 2 para Combater a Crise

         Duas casas, sejam elas vivendas ou apartamentos, são sempre mais caras que uma só. Serve esta introdução para fundamentar a nossa medida - promover o casamento, a união de facto e outras formas de partilha da mesma habitação.
  Esta proposta, para lá da grande poupança em prestações ao banco ou rendas ao senhorio, permite diminuir os gastos com eletricidade, água, gás, eletrodomésticos, mobiliário, alimentação.   Outra vantagem seria o combate à solidão, uma das grandes “doenças” do nosso tempo.
  Esta ideia, segundo estudos recentes, está já a ser posta em prática, o que se pode comprovar pelo facto de o número de divórcios ter sofrido uma quebra no nosso país. É bom, as pessoas estão a dar mais uma oportunidade à vida a dois, não partem para o divórcio por “dá cá aquela palha”, mas falta a outra parte, o aumento dos casamentos. Nós todos já decidimos que a partir dos vinte anos vamos considerar essa hipótese para as nossas vidas. Mais não prometemos!
Alunos do 11.º G

PS - A Juliana Nóbrega do 9.º B ilustrou esta proposta. Que alguém aproveite!


Refletir a crise...

 Maria Filomena Costa Barros e Araújo
62 anos - natural de Vila Chã do Marão - Amarante
Estudou em Marco de Canavezes - Amarante - Porto
Professora há mais de 37 anos, a maioria dos quais a lecionar nesta Escola.

Lembra-se das duas primeiras intervenções do FMI em Portugal?
Lembro-me muito bem. Em 1978 tinha 30 anos e em 1983 tinha 35 anos, tenho obrigação de me lembrar, como é óbvio.

Comparando essas duas crises com a atual, qual é a sua opinião?
Esta é, de longe, a mais grave. As outras doeram, também houve aumento dos impostos, redução ou congelamento dos salários, despedimentos, mas foram de menor dimensão. Não houve corte dos subsídios de Natal e de Férias, mas o subsídio de Natal foi pago em certificados de Aforro que só podiam ser resgatados ao fim de dois anos. Outra imposição prevista, mas não concretizada, para poupar gasolina era: os carros com número de matrícula par só podiam circular determinados dias da semana e, nos outros dias, circulavam os automóveis com matrícula ímpar.

Quais as formas de poupar que as pessoas tinham?
  Antes da Revolução do 25 de Abril as pessoas poupavam. Por exemplo, para fazer render o azeite, as pessoas com menos posses colocavam as batatas cozidas num prato grande e todos comiam dele. Depois do 25 de Abril,  todos deixaram de poupar. Há gerações que não sabem o valor do dinheiro, devido à facilidade de recorrer ao crédito. Considero um absurdo tremendo pedir um empréstimo para ir fazer férias.
  Impressiona-me o esbanjamento, sobretudo de comida. Há pessoas, na minha aldeia, que criam animais e deitam pão fora. É lamentável. Não se manda reparar nada, não funciona, deita-se fora e compra-se novo.
  Noto, no entanto, que nos últimos tempos, as pessoas estão mais comedidas nos gastos e no desperdício. Muitos dos campos abandonados voltaram a ser cultivados. É o regresso à terra, às origens.

Tem o hábito de poupar?
  Sou poupada, mas não exagero. Gosto de viajar. É um prazer do qual não prescindo. Há, convém esclarecer, alguns mitos sobre poupança. Por exemplo, as luzes fluorescentes poupam mais se ficarem ligadas durante o intervalo das aulas. É no arranque que é consumida mais energia. Tenho dito!

A Crise e As Crises...

Crises em Portugal, no pós-25 de Abril de 1974, com intervenção do FMI (Fundo Monetário Internacional) são já três. A primeira ocorreu em 1977/78, durante o II Governo Constitucional (coligação entre o PS e o CDS), sendo primeiro-ministro Mário Soares e ministro das Finanças, Victor Constâncio. Foi-nos concedido um empréstimo de 111 milhões de euros.
A segunda intervenção concretizou-se em 1983, durante o IX Governo Constitucional (coligação entre o PS e o PSD - Bloco Central), sendo primeiro-ministro Mário Soares e ministro das Finanças, Ernâni Lopes. Foi-nos concedido um empréstimo de 555 milhões de euros. O Broas procurou professores e funcionários com lembranças e vivências desses momentos críticos da nossa História. O critério escolhido foi o da idade. Entrevistámos os que mais viveram, os mais sábios, neste caso sábias, duas mulheres.
   Maria da Conceição Ferreira de Almeida
64 anos - natural de Vila Real
Estudou nesta Escola (Escola S/3 S. Pedro - Vila Real) e é funcionária da secretaria há 4 anos
Trabalhou, mais de 20 anos, em residências de estudantes em várias localidades (Chaves - Alijó - Odemira - Vila Real)

Lembra-se das duas primeiras intervenções do FMI em Portugal?
Lembro-me bem, nesses tempos ainda não estava empregada, vivia com os meus pais. Nos meios de comunicação falava-se nos problemas, mas menos que hoje.

Comparando essas duas crises com a atual, qual é a sua opinião?
Tenho a certeza que esta é muito pior. Nas outras também houve cortes, mas as medidas atuais são mais duras. Há uma tensão psicológica muito grande, estão sempre a dizer/ameaçar que vão despedir funcionários públicos, o que traz grande incerteza e angústia.
A idade que já tenho também não ajuda a encarar as coisas com mais ânimo. Vivemos tempos de medo e de insegurança. Não podemos olhar para o futuro com otimismo.

Quais as formas de poupar que as pessoas tinham?
Os rendimentos eram muito baixos, era difícil poupar dinheiro. Em minha casa, nunca faltou comida, o meu pai era da polícia e nós íamos à cantina da PSP buscar alimentação. Havia pessoas que passavam muito mal. Na minha rua, muitos homens trabalhavam na construção civil. No inverno, o trabalho escasseava e as famílias tinham dificuldades.
O nível de vida “impunha” a poupança. Os eletrodomésticos eram poucos e só acessíveis a alguns. Muitas casas, mesmo na minha rua, nem sequer tinham eletricidade. Os telemóveis não existiam. Eram tempos difíceis. As pessoas tinham pouca roupa, pouco de tudo.

Tem o hábito de poupar?
Sim, não sou desgovernada. Não faço compras sem precisar e levo uma vida muito caseira. Como a minha irmã está viúva e vive na casa ao lado da minha, fazemos as refeições juntas, o que permite poupar muito na alimentação, água, gás, eletricidade.
Só vou dormir a minha casa.

A Quimera da Abundância ...

O Broas decidiu que seria pertinente pedir à comunidade escolar que refletisse sobre o tema que invadiu as nossas vidas – a Crise. Somos bombardeados, constantemente, com ela. Proliferam os programas de televisão, rádio, artigos de jornais e revistas que anunciam até à saciedade que 2012 é um ano terrível, um “bicho papão” sem igual. De um modo ou de outro, todos sentimos as suas “garras”. Vamos encarar de frente os problemas e analisar as suas possibilidades e oportunidades.

Pediu-se a alunos, a professores e a funcionários, testemunhos e representações, por imagens e/ou palavras, da sua visão da Crise. Os trabalhos que vão ser publicados são as respostas a este pedido, umas mais otimistas outras mais realistas/pessimistas.

Bárbara Taveira - 9.º B


Vale a pena ver e ler o que vai ser publicado!


                                                                     A Coordenação

Uma Missão na Selva...



Certo dia, a Tartaruga, a Chita, o Porquinho-da-Índia e o Urso partiram numa missão de salvar a sua amiga Galinha. O Javali tinha a Galinha como prisioneira.
Quando chegaram à selva:
           - Ouviram isto? – disse o Porquinho-da-índia.
           - Sim, ouvimos! – exclamaram todos.
- Devíamos separar-nos e procurar a Galinha, disse o Urso.
Passado algum tempo, a Tartaruga encontrava-se perdida. De repente, o Javali apareceu e assustou a Chita:
- Tu, deixa-me em paz! Onde é que tens a minha amiga?
Logo de seguida, o Porquinho-da-índia encontrou o esconderijo onde a Galinha estava prisioneira, mas era impossível salvá-la, visto que estava à beira do abismo.
O Urso chamou os seus amigos elefantes que foram até ao esconderijo tentar apagar o fogo do abismo. O Urso pegou na Chita para ela tentar alcançar a Galinha. Passados cinco dias, a Tartaruga, lenta como sempre, trouxe as armas, para combater… o ninguém.
E tudo acabou bem!


Alice Martins - António Teixeira - Ezequiel Araújo - Joana Oliveira - Márcia Teixeira - Mariana  Cravino - 7.º B

O Magnífico Leilão...

Certo dia, na Quinta das Acácias, que se situava nos arredores de Vila Real, viviam o dono, o senhor Abílio Regadas e também dois animais, a vaca e o coelho. Nessa quinta, havia um leilão de animais selvagens, domésticos e da quinta. O senhor Luís Miguel levou o cão e o gato, o senhor Nuno André levou a cobra e o leão.
 A esse leilão foram 60 pessoas. O primeiro a ser leiloado foi o cão e a senhora que deu mais pelo cão foi a dona Aninhas, que ofereceu 250 euros.
O segundo a ser leiloado foi o gato, o indivíduo que comprou o gato foi o senhor Tiago Machado. O terceiro a ser leiloado foi a cobra, quem deu mais pela cobra foi o dono do circo da aldeia.
O quarto leiloado foi o leão, que também foi comprado pelo dono do circo.
O quinto leiloado foi a vaca, esta foi a compra mais cara, deram por ela 500 euros.
O sexto leiloado, o coelho,   foi a compra mais barata, custou apenas 75 euros.
No final, houve um concerto da banda do Quim Barreiros e, ao mesmo tempo, havia pessoas a
“abanar o capacete” e outras a “encher o papo”.
Ana Sofia - Diogo Pereira - José Miguel - Luís Almeida - Nuno Luciano  -Tiago Mouriz - 7.º B

O Roubo Imperfeito...

O circo Fantasia tinha perdido dois dos seus melhores animais, sendo eles uma chita e um tigre da Sibéria. Por toda a cidade, havia guardas preparados para estas situações.
Os perigosíssimos animais vagueavam pela cidade, já havia vários dias, em busca de um bom manjar. Tinham muita fome.


Certo dia, decidiram embrenhar-se mais no campo, porque eram procurados por toda a cidade.
Passados uns bons quilómetros de procura em vão, encontraram uma grande quinta recheada de animais gordos e apetitosos.
Sem hesitar, saltaram a cerca e atacaram duas galinhas bem gordinhas (as mais “cuscas” da quinta), mas não repararam que Tita, a piriquita da quinta, que por ali passava, mal viu aquelas duas feras, correu a chamar Ruan, o burro. Ruan trabalhava no velho moinho e era o burro mais corajoso, valente, que o mundo alguma vez viu. Mal olhou para a Tita, tão aflita, correu a perguntar-lhe:
- O que é que se passa para estares assim tão stressada?
- Dois gatos gigantes andam por aí a comer as galinhas e, como eu sou bem gordinha, estou com um bocado de medo…
Ruan nem deixou a Tita acabar a frase e foi pedir ajuda à sua amiga égua galante, campeã mundial de obstáculos, a Pitucha. Mal soube da notícia, a Pitucha e o Ruan correram a quinta à procura das feras, mas quando as encontraram, o galinheiro  já estava quase vazio e a chita, de barriga cheia, dormia debaixo do feno. Ruan nem hesitou, deu-lhe tremenda parelha  que lhe fez saltar os dentes. Quilas, a chita audaz, não hesitou em chamar o amigo Cramelito, que se deliciava com os ovos estrelados. Quando o Cramelito deu conta do que se estava a passar, atacou o burro, que foi defendido pela égua.  O burro já estava ferido e o Cramelito pensou: “Bom, agora só me falta derrotar a égua...” Nem acabou de pensar,  caiu-lhe  um vaso na cabeça, que tinha sido astutamente atirado pela gatinha Tinica que, até ao momento, tinha observado a ação com um cesto de pipocas e um copo de coca-cola.
Depois disto, o dono da quinta avisou os guardas do circo, que sem problema prenderam aqueles malandros que voltaram ao seu antigo lar.
                              

João Caramelo - José Quelhas - Patrícia Frutuoso -  Rui Rento - Thaissa Silva - 7.º B

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