Li, Gostei e Recomendo - Tudo o que Eu Tenho Trago Comigo...
sábado, 19 de maio de 2012
12:33
Publicada por
O Broas
Etiquetas: O Mundo dos Livros , Olhares e pareceres , Saborear a leitura
Etiquetas: O Mundo dos Livros , Olhares e pareceres , Saborear a leitura
Nesta pausa da Páscoa li Tudo o que Eu Tenho Trago Comigo de Herta Müller. Foi-me recomendado e emprestado por uma amiga. Aguardava que eu tivesse tempo para ele. Passei duas tardes na sua companhia. É uma escrita sensitiva, feminina, atenta aos pormenores. O protagonista é um rapaz/homem, o enredo é a sua luta pela sobrevivência num campo de trabalhos forçados na Rússia, durante cinco longos anos povoados por todas as misérias humanas. É um livro que rema contra a corrente. Insere-se na linha de testemunho-denúncia como O Arquipélago de Gulag de Alexander Soljenitsin, considerado o livro negro do comunismo. O livro de Herta Müller devia ser lido por certos intelectuais que tendem a branquear certas ditaduras. Não há ditaduras boas, são todas más! Tenho escrito!
Rosalina Sampaio - Professora de História
Os Nossos Heróis - José João Guimarães...
José João Amorim Teixeira Guimarães, nascido em Vila Real a 24 de setembro de 1998, recebeu a medalha de bronze na 30.ª edição das Olimpíadas Portuguesas da Matemática na categoria A (8.º e 9.º anos). Na sequência deste brilhante resultado, integrou o projeto Delfos (no departamento de Matemática da Universidade de Coimbra) de onde sairão as equipas que irão representar Portugal em competições internacionais de Matemática - Olimpíadas Internacionais da Matemática - Olimpíadas Ibero-Americanas da Matemática e Olimpíadas Matemáticas da Lusofonia. Não estava à espera de ir à final, até porque a segunda prova de seleção foi muito difícil. Nas finais, em Leiria, as provas correram-lhe bem e nasceu a esperança de ganhar uma medalha. Quando o chamaram para receber a medalha de bronze sentiu-se feliz. O seu esforço e trabalho tinham sido reconhecidos. Não foi a primeira vez que concorreu, no ano transato, na mesma competição, chegou à segunda fase.
Gosta de Matemática desde sempre, muito por incentivo do pai. Ainda não sabe o que quer ser mas terá a Matemática presente.
Considera que sempre teve bons professores. Os métodos do ensino da Matemática variaram consoante os professores. Na sua opinião, deve ser mais evidenciada a utilidade prática desta ciência, assim, os alunos deixam de a ver como uma disciplina difícil e passam a vê-la como uma ferramenta muito útil no dia-a-dia, um contributo para resolver problemas.
Está sempre disponível para participar nos concursos e representar a Escola. Tem participado em muitos concursos e já ganhou alguns prémios. Participou no MatUtad e nas Olimpíadas do Ambiente. Em provas desportivas, como por exemplo no Compal Air, integrou a equipa de natação da Escola Diogo Cão e ganhou alguns primeiros lugares, nomeadamente, nas finais distritais de natação do desporto escolar. É um vencedor! Parabéns!
Os Nossos Heróis - Joana Pinto...
Os Nossos Heróis
Joana Patrícia Ribeiro Fernandes Pinto, nascida em Vila Real a 7 de Março de 1994, estuda nesta Escola há seis anos. Conhece-a? Talvez não! É uma falha que deve corrigir, porque vale a pena conhecê-la. Porquê? O Broas esclarece: a Joana, para além de ser um excelente ser humano e uma boa aluna, é nadadora e integrou a Seleção Nacional de Natação que representou o país na Grécia, tinha na altura 14 anos, apenas. Notável, não é?! Há mais: a Joana sagrou-se campeã nacional nos 100 metros livres em Silves e vice-campeã (2.º lugar) nos 100 metros bruços. Mérito não lhe falta!
Começou a praticar natação por recomendação médica, sofria de asma, ainda andava no infantário. No 5.º ano entrou para a pré-competição e no ano seguinte para a competição. A paixão foi surgindo e consolidou-se. Hoje, o convívio entre atletas, a adrenalina das competições e a agradável e doce sensação da vitória são já um vício que não dispensa.
Para este excelente desempenho, treina, todos os dias, três horas, sendo uma hora de treino físico e duas horas dentro da piscina. Faz ginásio duas, ou três vezes, por semana. Há alturas em que os treinos são bidiários - às 6h 30m está na piscina. No Inverno é duro! Nada se consegue sem esforço, trabalho e sacrifício.
Claro que o tempo não estica e os treinos não deixam muito espaço para ler, ouvir música, navegar na Net, sair mais com os amigos. A vida é feita de opções, estamos sempre a decidir entre uma coisa e outra(s).
Os seus grandes objetivos, no futuro próximo (?), são concluir o ensino secundário e entrar para o curso de Gestão. Na natação quer ir representar Portugal nos Jogos Olímpicos de 2016, que se realizam no Rio de Janeiro. Acreditamos que é capaz e vamos apoiá-la.
Agradece a boa vontade e compreensão de todos os que foram seus professores, ao longo destes seis anos. Nunca nenhum criou entraves à sua participação em provas desportivas.
Os Nossos Heróis - João Caramelo...
No
nosso dia-a-dia, na Escola, cruzamo-nos com pessoas (professores, funcionários,
alunos) de quem pouco sabemos, sendo muitas delas seres humanos bem
interessantes e que vale a pena conhecer. Para colmatar essa lacuna O Broas
olhou, com atenção, à sua volta, descobriu e focou alguns desses homens,
mulheres, jovens com quem podemos aprender.
João
José Fernandes Ala Caramelo Soares, nascido a 23 de dezembro de 1999, em Vila
Real, chamou à atenção, logo que chegou à Escola - é, sem sombra de dúvida, o
aluno mais pequeno, em tamanho, um metro e trinta e cinco centímetros, para
trinta quilos de peso. Um cibinho de gente. Tem um ar fofinho com o seu
penteado aerodinâmico e os seus grandes olhos negros que brilham de curiosidade
e vontade de aprender.
Fomos
sabendo novas dele - é muito interventivo nas aulas - é o aluno com melhor
desempenho escolar da turma. Teve oito níveis cinco e três níveis quatro, no
1.º e 2.º períodos. Gosta, em primeiro lugar, de Matemática, seguindo-se
Ciências Naturais, Ciências Físico-Químicas e História.
Pertence
ao Ginásio Clube Vila Real (GCVR), onde é atleta de salto em trampolim. O gosto
por esta atividade surgiu há 4 anos, em 2008, quando se realizaram os Jogos
Olímpicos em Pequim, na China. Ao ver a exibição dos atletas desta modalidade
ficou com vontade de a praticar, pediu aos pais para o inscreverem nos
trampolins.
Nos
tempos livres e férias gosta de ir à praia, passear com a família, andar de
bicicleta, resolver problemas de matemática, jogar no computador e ler.
Nunca
saiu de Portugal mas conhece bem a Áustria e a Dinamarca devido a um trabalho,
sobre países, que realizou no ano passado, 6.º ano, na Escola Diogo Cão.
Gosta
da Escola e dos professores que conhece, dos seus colegas, em particular dos da
sua turma (7.º B), amigos há largos (?) anos.
Gosta
de participar nas atividades que a Escola realiza. A última em que participou,
e na qual fez um brilharete, foi a Sessão Distrital do Parlamento dos Jovens.
Mostrou dotes de grande orador e todos ficaram agradados com a sua prestação.
No final dos trabalhos, era óbvio, que se tinha tornado o deputado mais
popular.
Só
não foi eleito porta-voz do distrito à Sessão Nacional que irá decorrer na
Assembleia da República, porque, como 3.º deputado, caber-lhe-á exercer as
funções de repórter.
Lisboa
aguarda-o!
Redes Sociais - Combate à Discriminação
A participação da Escola S/3 S. Pedro no Parlamento dos
Jovens - Ensino Básico é já uma tradição com alguns anos. Este ano houve
algumas novidades - a Mesa foi constituída, pela primeira vez, por alunos - a
Dra. Julieta Sampaio, criadora deste projeto, esteve presente e os trabalhos
foram coordenados pela Dra. Deolinda Abreu, responsável pelo projeto na DREN.
Estiveram presentes oito escolas do distrito; da Escola
EB2,3/S Miguel Torga de Sabrosa embora inscrita, não compareceu ninguém. A
primeira mesa foi constituída pelo Engenheiro Rui Santos, deputado do PS à
Assembleia da República, natural de Vila Real e que estudou nesta Escola, onde
o seu pai foi professor, a Dra. Dolores Monteiro, vereadora da Educação e
Cultura da Câmara Municipal de Vila Real, Dr. Vítor Prada Pereira, Diretor
Regional do Norte do Instituto Português da Juventude, Dra. Cecília Barata,
Representante da Assembleia da República e Dra. Isabel Cruz, Diretora-adjunta
da DREN.
Encerrados os discursos de abertura, iniciou-se a sessão de
perguntas ao deputado, Engenheiro Rui Santos. A nossa Escola foi a primeira a
intervir. A Cristiana Fernandes, do 8.º F, que participou pela primeira vez
neste projeto, formulou de modo claro e seguro a questão:
Na nossa democracia, o poder legislativo compete à
Assembleia da República, mas o Governo, que tem o poder executivo, também pode
fazer leis. Exmo Senhor Deputado, gostaríamos que nos esclarecesse sobre a
diferença entre as leis que são iniciativa da Assembleia da República e as leis
que são iniciativa do Governo.
A Dra. Julieta Sampaio
virou-se para trás e mostrou o seu agrado em relação à nossa pergunta,
pronunciando um muito bem. Seguiram-se as intervenções das outras escolas, umas
mais interessantes que outras, versando as questões sobre temas diferentes,
como: o abandono do interior do país - a disciplina de voto - implicações da
crise atual na discriminação - exceções na austeridade… foram quatro rondas de
questões ao Senhor Deputado Rui Santos. Nas respostas sobressaíram e retivemos
algumas afirmações:
- Austeridade sobre austeridade não é bom caminho;
- Desde o 25 de abril de 1974 que há défice que se acumulou
todos os anos;
- Há três áreas nas quais não se pode desinvestir -
Educação - Saúde - Segurança Social;
- Confunde-se racionalização com encerramento de serviços,
como os centros de saúde.
A apresentação dos projetos de recomendação de cada escola
foi o momento que se seguiu. É a ordem alfabética que determina a apresentação,
assim sendo, a nossa Escola foi a última. As medidas propostas eram muito
idênticas, só a Escola EB2,3 Monsenhor Jerónimo do Amaral de Vila Real decidiu
seguir outra via, enveredou pela discriminação das pessoas deficientes.
O debate na generalidade durou pouco. Nós fizemos uma
observação ao Projeto de Recomendação da Escola S/3 Camilo Castelo Branco,
porque as suas medidas estão muito longas, devido a terem acrescentado a
justificação. Eles não aceitaram a nossa crítica, mas nós tínhamos razão.
Seguiu-se a votação para escolher o projeto que ia
representar o distrito na Sessão Nacional que vai decorrer nos dias 7 e 8 de
Maio, na Assembleia da República, em Lisboa. Ganhou o nosso projeto com 12
votos. Foi bom ver o nosso trabalho reconhecido.
Após a pausa para almoço, iniciou-se o debate na
especialidade. A terceira medida do nosso projeto foi eliminada. Na primeira
medida mudou-se a proposta de debate para campanha. Foi lindo, magistral, ouvir
e ver o nosso deputado, João Caramelo, explicar a toda a gente a diferença
entre um debate e uma campanha. Foi aditada ao projeto a segunda medida da
Escola S/3 Fernão de Magalhães, de Chaves. Este facto fortaleceu a empatia que
tinha surgido, ao almoço, entre os deputados da nossa Escola e esta Escola de
Chaves, aliás a única desta cidade que concorreu. O nosso deputado, João
Caramelo, gastou muitas energias e tempo a defender o projeto de todas as
observações e críticas que lhe foram feitas. Foi duro, foi preciso resistência.
O momento de maior
nervosismo e tensão é, sem dúvida, a votação para escolher as escolas que vão
representar o distrito na Sessão Nacional. Todas querem ir, mas só duas serão
eleitas e poderão concretizar essa vontade. Há negociações, promessas, acordos…
O apuramento dos votos demora, vai-se enganando a ansiedade
com o enorme chocolate que a nossa professora levou. Por fim o veredito: as
escolas que vão à Sessão Nacional são a Escola S/3 Camilo Castelo Branco e… a
nossa. Ambas tiveram dez votos. A alegria pela vitória foi muita. Para a Erica
Amaral do 9.º C e a Inês Monteiro do 9.º A é a segunda vez que vão a Lisboa.
Para o João Caramelo do 7.º B é uma estreia. É o terceiro ano seguido que a
nossa Escola é eleita para a Sessão Nacional.
Gostávamos que os deputados da Escola S/3 Fernão de
Magalhães também fossem, entendemo-nos muito bem com eles, mas a democracia é
assim, quem decide são os votos.
Faltava a última fase deste dia - a eleição do porta-voz do
nosso distrito à Sessão Nacional. O deputado João Caramelo, entusiasmadíssimo,
foi o primeiro a candidatar-se. Os dois deputados da Escola S/3 Camilo Castelo
Branco também apresentaram a sua candidatura. O nosso deputado teve que retirar
a candidatura porque ele foi, na Sessão Escolar, o terceiro deputado, ou seja,
ele vai a Lisboa na função de repórter e não de deputado. Ficou descoroçoado. A
Senhora Presidente da Mesa, Patrícia Barreira, aluna da Escola EB2,3 Júlio do
Carvalhal de Valpaços encerrou os trabalhos desta Sessão Distrital.
O lanche estava um pouco atrasado, o que permitiu o
convívio entre todos os participantes, tiraram-se fotografias, trocaram-se
números de telemóvel e e-mails. Estando o lanche pronto, fomos todos recuperar
forças e energias com as deliciosas sandes, bôla de carne, bolinhos, sumos e
refrigerantes.
No balanço final desta Sessão Distrital é necessário focar,
de igual modo, o que correu menos bem. Este ano houve muito menos escolas a
participar. No ano passado eram dezassete, este ano apenas oito. Isto
entristeceu-nos. É mais animado e interessante quando há mais escolas. O nosso
distrito vai ser dos que têm menos representantes na Sessão Nacional.
Na maioria, todos agiram com civismo e educação, mas alguns
deputados, poucos, felizmente, não estiveram à altura das suas funções:
- Dois deputados saltaram por cima da cadeira para saírem
ou regressarem ao seu lugar. Foram chamados à atenção.
- Houve deputados que se dirigiam à Mesa sem terem pedido
autorização. A Presidente ordenou-lhes que regressassem aos seus lugares.
- Outros entraram em diálogo direto, o que não é permitido.
Foram admoestados pela eficiente e atenta Presidente da Mesa.
- Houve alunos que resolveram brincar com a eleição do
porta-voz.
- Ocorreram algumas situações em que alguns não respeitavam
quem estava a falar e conversavam ao mesmo tempo. Foi-lhes ordenado que
respeitassem os outros. A democracia não é fácil!
Uma palavra de reconhecimento para o nosso deputado
suplente, Francisco Ventura, que com a sua boa disposição e generosidade
contribuiu para o bom desempenho e sucesso da nossa participação nesta Sessão
Distrital. Eu, pela primeira vez na minha vida, exerci a função de repórter.
Gostei e aqui fica o meu trabalho.
Charles Dickens...
Charles Dickens was born on 7th February 1812 and died on 9th June 1870. He was an English writer. He was responsible for the greatest novels in the Victorian period and also for the English literature’s most important novels and characters. He was already famous and popular during his lifetime and he still is today such as his stories that are continuously printed.
He had a good childhood but he was not a spoiled boy. He was a very good reader and also had a photographic memory. But this period didn’t last long, because his family had financial difficulties and his father went to prison. So Charles left school and worked ten hours a day. These times contributed to his writing of novels and also made him interested in social economic and laboural conditions. He also believed that life was unfair for those who were born poor.
He wrote his major novels in weekly or monthly journals. These stories were cheap and accessible, people anticipated for more, so their opinion was really important in how many stories developed. He also mixed fantasy and reality, so his novels are not easily forgotten.
He had a florid and poetic writing style and his satires to British aristocratic snobbery were popular and he compared orphans to stocks and shares, people to boats and dinner party guests to furniture. He shocked the readers with his fierce critic of poverty of the Victorian society and he was actually also responsible for making London better. These highly sentimental scenes contrasted with the ugly social truth. His style was copied by many other writers.
To Dickens the plot of the stories weren’t just devices but an index of the humanism that led him to believe that good wins out in the end in unexpected ways.
His best known works are Great Expectations - David Copperfield - Oliver Twist - A Tale of Two Cities - Bleak House - Nicholas Nickleby - The Pickwick Paper - A Christmas Carol.
Texto - Mafalda Gomes - 10.º D
Ilustração - Beatriz Matos - 9.º B
Subscrever:
Mensagens (Atom)







