Ciência Divertida...


Foram várias as maçãs que mudaram o mundo, desde a maçã bíblica, origem do pecado original, até ao ícone de alguns dos gadgets tecnológicos mais apreciados.
A crer na lenda, terá sido igualmente uma maçã que mudou (porque acordou...) um dos maiores génios da Humanidade, Isaac Newton (1642 – 1727) e, com isso, a compreensão do Mundo.
Perante a simples queda de uma maçã na cabeça (em tempos, um aluno de 11.º ano desabafou que mais valia que tivesse sido um piano ou uma bigorna, que já não tínhamos que o aturar, mesmo depois de morto!), Newton terá pensado algo como: Se a maçã me caiu na cabeça, por que é que a Lua não cai na Terra? De facto, se tal deveria (e deve...) mesmo ocorrer e se tal não acontece (nem vale a pena a preocupação), há de haver, tem que haver explicação. A lógica da maçã explica (explicação simples, como não poderia deixar de ser), assim, como se explica alguma da Ciência presente no nosso dia a dia, fruto da genialidade (e, acrescente-se, do mau feitio) de Newton, e sem a qual a nossa qualidade de vida não seria certamente a mesma!
A lógica da maçã, Lisboa: Quidnovi
Manuel Salgueiro - Professor de Ciências Físico-químicas

No Meio da Crise - Boas Notícias...

Os relatórios da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a Educação em Portugal costumam suscitar comentários televisivos e jornalísticos muito depreciativos sobre a classe docente. No parecer dos comentadores e analistas de serviço, com algumas exceções muito excecionais, a culpa de todos os males é dos professores. Num dos últimos relatórios do Programme for International Student Assessment (PISA), mecanismo de aferição da OCDE para a Educação dos países-membros, que avalia o desempenho de alunos de 15 anos, em todos os países membros, nas áreas da Matemática, Leitura e Ciências, há conclusões muito interessantes e promissoras que foram ignoradas/omitidas pela maioria dos órgãos de comunicação social.
Nele está escrito, preto no branco, que:
-  mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores;
- os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE;
- os professores portugueses estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e mantêm com eles um excelente relacionamento;
- o papel do professor é determinante na inclusão social. Portugal é o sexto país da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias socioeconómicas;
- o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.
Os organismos internacionais reconhecem aos professores portugueses o mérito que por cá lhes é negado. A visibilidade dos docentes que os órgãos de comunicação social portugueses transmitem é, maioritariamente, negativa. Há professores que se dedicam até ao sacrifício da sua vida privada pelos alunos e pela escola. Havia professores que faltavam muito? Havia, sim, senhor, mas, a par desses, muitos mais vão dar aulas adoentados, arriscam a vida por estradas vidradas pelo gelo, envoltas em densos mantos de nevoeiro... quantos já morreram nas deslocações inerentes à sua profissão? Quantos não puderem criar os seus filhos porque perderam a vida por ensinar os filhos dos outros?
Nunca houve um órgão de comunicação social interessado nestes assuntos.
Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário!
O jornalismo em Portugal tende a ignorar as boas notícias, parece comprazer-se com o que corre mal. Talvez devesse refletir sobre os efeitos que esta atitude desencadeia na opinião que os jovens vão formando sobre o país em que nasceram e vivem. Não admira que nas reportagens de rua se assista, de modo recorrente, à expressão de pareceres negativos sobre o país. O fatalismo pessimista e a comparação negativa, para Portugal, estão sempre presentes. Porque será? Porque será?!

Os Nossos Heróis - Funcionários - Arminda Miranda...


Maria Arminda da Cunha Miranda - 39 anos - casada - mãe de uma menina, aluna nesta Escola - há 16 anos que trabalha  na S. Pedro, 12 dos quais na receção e telefone. Está nesta rubrica pela sua eficiência e simpatia. Quando telefonamos para a Escola, basta dizer bom dia para que a D. Arminda nos identifique. É uma profunda conhecedora da Escola. É eficientíssima a esclarecer-nos dúvidas sobre: nome de alunos; turma a que pertencem; professores das turmas; horários de professores e alunos, por vezes, até identifica a sala onde estão, tudo isto sem consultar os dossiês. Merece estar aqui!

Os Nossos Heróis - Funcionários - Jacinta Fraga...



Jacinta Outeiro Fraga - 53 anos - casada - mãe de duas filhas - há 11 anos que trabalha nesta Escola, tendo passado por vários serviços. Neste momento está no bar dos alunos. No ano letivo de 2010/2011 enfrentou o calvário de uma doença oncológica. Na luta contra a doença, teve o apoio das filhas, a mais nova esteve presente em todos os momentos críticos e de toda a comunidade escolar, à qual agradece. Entre os tratamentos deslocou-se, muitas vezes, à Escola, onde encontrava ânimo e boa disposição. O pesadelo passou e está feliz por voltar ao trabalho.

Os Nossos Heróis - Funcionários - Pedro Oliveira...


Pedro José Nogueira de Oliveira - 34 anos - casado - pai de dois filhos - há 15 anos que trabalha nesta Escola, 12 dos quais na Reprografia. É um dos assistentes operacionais com mais visibilidade, todos precisam de fotocópias. Para os professores, sobretudo os que já trabalharam noutras escolas, sobressai a sua calma eficiente e despachada. Consegue dar cumprimento a todos os pedidos num mínimo de tempo possível. Diz que no início não era assim, ainda passou por alguns momentos críticos, mas o tempo, a experiência e a vontade de aprender, tudo permitem ultrapassar. Gosta do serviço, está sempre ocupado, o dia de trabalho passa muito depressa.
É assim que gosta!

Crescei e Multiplicai-vos (em Tempo de Crise)...


Crescei e Multiplicai-vos (em Tempo de Crise)

Procurámos e...encontrámos! Entre os alunos descobrimos a Mafalda e a Teresa que pertencem a famílias numerosas, nove pessoas em cada caso - pais e sete filhos. Perguntámos como é viver numa família tão grande em tempo de crise. As respostas aqui ficam. Conclusão - o dinheiro não é o mais importante!
 Chamo-me Mafalda Boal Koehnen, sou aluna do 7.º A, tenho 12 anos e sou a mais velha de sete irmãos - cinco raparigas e dois rapazes. Somos muitos em casa e poupar faz parte do nosso vocabulário, desde sempre.
Hoje em dia não é muito frequente encontrar uma família tão grande como a minha. Poupar para nós é bastante usual. Temos várias formas de o fazer: a roupa passa de uns para os outros; partilhamos várias coisas (uma delas, os quartos); no Natal,  pedimos sempre uma prenda em conjunto e cada um pede prendas úteis; poupamos na água e na eletricidade; não costumamos tomar banho de imersão; quando queremos alguma coisa vemos sempre os preços. Mesmo com a crise gosto da minha grande família. Estamos inscritos na Câmara Municipal nas Famílias Numerosas e na Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, da qual a minha mãe é coordenadora em Vila Real. 

 Chamo-me Maria Teresa Coimbra de Mello Vaz de Sampayo, tenho 14 anos, sou aluna do 9.º G e sou a quinta filha numa família de sete irmãos - quatro raparigas e três rapazes. Não é fácil gerir uma família tão grande. A minha Mãe prescindiu de ter emprego para se dedicar, em exclusivo, a nós. Vivemos num duplex, cada um de nós tem um quarto próprio. Todos poupamos! Tenho muitos primos, a roupa vai circulando na família. Os duches não podem ser demorados, cinco minutos bastam. Estamos inscritos nas Famílias Numerosas da Câmara Municipal, o que permite uma redução nos transportes, pago 9 euros pelo passe, os outros estudantes pagam 12 euros.
É bom ter muitos irmãos. Aprendemos a ser generosos e mais atentos aos outros.

Crescei e Multiplicai-vos (em Tempo de Crise)...

Na 1.ª edição do jornal impresso ouvimos os mais velhos da nossa comunidade escolar. Na 2.ª edição foi a vez dos mais novos se expressarem. Nesta 3.ª e última edição demos a palavra às famílias mais numerosas. Perguntámos-lhes como sentem a crise e que medidas adotaram para se adaptarem à nova situação.



 
 Carla Alexandra Carvalho Martins Fernandes Freitas - 37 anos - licenciada em Matemática pela UTAD - professora de Matemática - mãe de quatro filhos
Quando soube, na 3.ª gravidez, que ia ser mãe de gémeas, fiquei assustada. Sabia que tudo   mudaria: a distribuição do espaço familiar, a duplicação do trabalho e da responsabilidade, a necessidade de comprar um carro maior, as despesas a disparar… respirei fundo e pensei - Sou capaz! Sou, mas não é fácil. As despesas da água, eletricidade e alimentação subiram para a estratosfera. Inscrevemo-nos, na Câmara Municipal, nas famílias numerosas, o que traz um modesto, mas muito bem-vindo contributo, por exemplo, na fatura da água e nos transportes. O meu filho mais velho  foi transferido do ensino particular para o oficial. A generosidade de alguns colegas que me emprestam/dão roupa permite aliviar a despesa com vestuário. É verdade que vou menos vezes ao cabeleireiro, ao restaurante, passear… mas o que é isso comparado com o sorriso dos meus filhos? Nada! Já não consigo conceber a minha vida sem eles todos. A minha família é o meu Mundo! É a minha fonte de  alegria e felicidade! A minha razão de viver! Já agora: haverá maior prova de amor e fé num país e na vida que ter filhos em tempo de crise? Claro que não!


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