Uivar com o Coração...

Ser lobo é,

mais do que uivar

é estar numa alcateia

a proteger e a cuidar!


Ser lobo é,

viver grandes aventuras

partir pelos bosques

à procura de criaturas.


Ser lobo é,

andar pela escuridão

mas nunca sozinho,

há alguém a quem dar a mão!



Ser lobo é,

viver em jovialidade

por isso não matem a floresta

e deixem-nos viver a liberdade!



Ser lobo é,

amar a lua

cantando serenatas

dizendo que ela é sua!



Ser lobo é ser

liberdade, jovialidade, escuridão,

Ser lobo é ser

caça, ferocidade e proteção.



Ser lobo é

uivar com coração!





Maria Inês Costa  7.º H   

Vila Real...


Vila Real

Se me queres encontrar

desce, desce o Marão

até parares na cidade

que tem o meu coração!        



O seu nome é Vila Real

como ela não há igual

tem importantes monumentos

como a Sé Catedral.



É sempre dia de festa,

festeja-se Santo António

Santo Casamenteiro

e nosso padroeiro.



Em Vila Real,

os namorados são generosos

trocam doçarias

durante as romarias.



Agora sobe, sobe,

o Marão,

e diz lá na tua terra

para visitarem esta região!



Maria Inês Costa  7.º H     


Ciência Divertida...


 A Ciência é, provavelmente, a maior proeza da mente humana.
Nas palavras do autor desta obra: Este livro tem por ambição pôr ao alcance de todos as grandes descobertas da ciência (…), um livro de cultura geral que se pretende acessível ao grande público do século XXI.
A ideia fundamental do texto é mostrar um pouco a evolução da Ciência, salientando-se as suas aplicações no domínio da Tecnologia e em aspetos do nosso quotidiano.
Aos alunos (sobretudo de 10.º e 11.º anos) recomenda-se, em particular, a Introdução, o capítulo 2 - A queda dos graves, o capítulo 5 - O mistério da energia, primeiro episódio, e o capítulo 6 - A fada eletricidade.
Um pouco de ciência para todos, por Claude Allègre, Lisboa: Gradiva
Manuel Salgueiro - Professor de Ciências Físico-químicas

Ciência Divertida...


Foram várias as maçãs que mudaram o mundo, desde a maçã bíblica, origem do pecado original, até ao ícone de alguns dos gadgets tecnológicos mais apreciados.
A crer na lenda, terá sido igualmente uma maçã que mudou (porque acordou...) um dos maiores génios da Humanidade, Isaac Newton (1642 – 1727) e, com isso, a compreensão do Mundo.
Perante a simples queda de uma maçã na cabeça (em tempos, um aluno de 11.º ano desabafou que mais valia que tivesse sido um piano ou uma bigorna, que já não tínhamos que o aturar, mesmo depois de morto!), Newton terá pensado algo como: Se a maçã me caiu na cabeça, por que é que a Lua não cai na Terra? De facto, se tal deveria (e deve...) mesmo ocorrer e se tal não acontece (nem vale a pena a preocupação), há de haver, tem que haver explicação. A lógica da maçã explica (explicação simples, como não poderia deixar de ser), assim, como se explica alguma da Ciência presente no nosso dia a dia, fruto da genialidade (e, acrescente-se, do mau feitio) de Newton, e sem a qual a nossa qualidade de vida não seria certamente a mesma!
A lógica da maçã, Lisboa: Quidnovi
Manuel Salgueiro - Professor de Ciências Físico-químicas

No Meio da Crise - Boas Notícias...

Os relatórios da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a Educação em Portugal costumam suscitar comentários televisivos e jornalísticos muito depreciativos sobre a classe docente. No parecer dos comentadores e analistas de serviço, com algumas exceções muito excecionais, a culpa de todos os males é dos professores. Num dos últimos relatórios do Programme for International Student Assessment (PISA), mecanismo de aferição da OCDE para a Educação dos países-membros, que avalia o desempenho de alunos de 15 anos, em todos os países membros, nas áreas da Matemática, Leitura e Ciências, há conclusões muito interessantes e promissoras que foram ignoradas/omitidas pela maioria dos órgãos de comunicação social.
Nele está escrito, preto no branco, que:
-  mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores;
- os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE;
- os professores portugueses estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e mantêm com eles um excelente relacionamento;
- o papel do professor é determinante na inclusão social. Portugal é o sexto país da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias socioeconómicas;
- o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.
Os organismos internacionais reconhecem aos professores portugueses o mérito que por cá lhes é negado. A visibilidade dos docentes que os órgãos de comunicação social portugueses transmitem é, maioritariamente, negativa. Há professores que se dedicam até ao sacrifício da sua vida privada pelos alunos e pela escola. Havia professores que faltavam muito? Havia, sim, senhor, mas, a par desses, muitos mais vão dar aulas adoentados, arriscam a vida por estradas vidradas pelo gelo, envoltas em densos mantos de nevoeiro... quantos já morreram nas deslocações inerentes à sua profissão? Quantos não puderem criar os seus filhos porque perderam a vida por ensinar os filhos dos outros?
Nunca houve um órgão de comunicação social interessado nestes assuntos.
Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário!
O jornalismo em Portugal tende a ignorar as boas notícias, parece comprazer-se com o que corre mal. Talvez devesse refletir sobre os efeitos que esta atitude desencadeia na opinião que os jovens vão formando sobre o país em que nasceram e vivem. Não admira que nas reportagens de rua se assista, de modo recorrente, à expressão de pareceres negativos sobre o país. O fatalismo pessimista e a comparação negativa, para Portugal, estão sempre presentes. Porque será? Porque será?!

Os Nossos Heróis - Funcionários - Arminda Miranda...


Maria Arminda da Cunha Miranda - 39 anos - casada - mãe de uma menina, aluna nesta Escola - há 16 anos que trabalha  na S. Pedro, 12 dos quais na receção e telefone. Está nesta rubrica pela sua eficiência e simpatia. Quando telefonamos para a Escola, basta dizer bom dia para que a D. Arminda nos identifique. É uma profunda conhecedora da Escola. É eficientíssima a esclarecer-nos dúvidas sobre: nome de alunos; turma a que pertencem; professores das turmas; horários de professores e alunos, por vezes, até identifica a sala onde estão, tudo isto sem consultar os dossiês. Merece estar aqui!

Os Nossos Heróis - Funcionários - Jacinta Fraga...



Jacinta Outeiro Fraga - 53 anos - casada - mãe de duas filhas - há 11 anos que trabalha nesta Escola, tendo passado por vários serviços. Neste momento está no bar dos alunos. No ano letivo de 2010/2011 enfrentou o calvário de uma doença oncológica. Na luta contra a doença, teve o apoio das filhas, a mais nova esteve presente em todos os momentos críticos e de toda a comunidade escolar, à qual agradece. Entre os tratamentos deslocou-se, muitas vezes, à Escola, onde encontrava ânimo e boa disposição. O pesadelo passou e está feliz por voltar ao trabalho.

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