Tempo vai, tempo vem...


As férias de 2012 chegaram ao fim, o verão está a despedir-se...

É tempo de voltar à escola, de regressar aos livros escolares, aos amigos e aos colegas, ao cumprimento de horários! O conhecimento espera por TODOS!

O BROAS, atento ao mundo que o rodeia, manifesta alguma preocupação pela imagem negativa que, de modo recorrente, os meios de comunicação difundem sobre o país. Não é saudável que crianças e jovens interiorizem a ideia de que em PORTUGAL "tudo" é mau.

Para combater esta tendência e promover uma visão mais positiva, O BROAS considerou pertinente, para este ano letivo, 2012/2013, propor como tema orientador GOSTAR DE PORTUGAL. Reflete sobre o tema e apresenta a tua opinião, o teu parecer! De certeza que tens ideias interessantes e originais que merecem ser difundidas, partilhadas  e debatidas!

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 A Equipa responsável

Vi, Gostei e Recomendo - Vicky Cristina Barcelona...


Vicky Cristina Barcelona é um filme de Woody Allen que foca temas ligados à sexualidade: bissexualidade e homossexualidade feminina e, implícito, promiscuidade sexual. Ninguém ficou incomodado/escandalizado, mas algumas cenas provocaram um ligeiro desconforto. Uma coisa é sabermos que existe, outra é termos imagens diante de nós. Alguns alunos já se depararam, no quotidiano, com cenas do teor do filme e afirmaram que não ficaram incomodados. Os rapazes, dois apenas, afirmaram  não ter apreciado a lentidão com que a história se desenrola. O filme torna-se algo monótono e difícil de visualizar para quem está habituado aos filmes de ação by Hollywood. Para alguns tudo deve ser fast.

Todos adoraram os atores: o agora casal Javier Bardem e Penélope Cruz e a bela Scarlet Johansson.



Alunos de Inglês do 11.º G


Vi, Gostei e Recomendo - Acusados...


O filme Acusados conta uma história de violação coletiva,  nos anos 80 do século XX, num bar, nos EUA. Sarah Tobias é uma rapariga de aspeto frágil, vestida de modo provocante e, algo embriagada, que começa a dançar de forma sensual e apelativa num bar. Um dos homens presentes aproxima-se e, quase sem ela se aperceber, empurra-a para cima da mesa de paintball e viola-a perante uma assistência masculina que incentiva e aplaude o crime. Outros se seguem.

Durante o julgamento, a credibilidade e estatuto de vítima são postos em causa. O modo como estava vestida, a sua condição social e o estar alcoolizada num bar  rodeada de homens, foram argumentos usados pela  defesa para conseguir a absolvição dos violadores.

O filme levanta questões pertinentes sobre o modo como a justiça lidava/lida com os crimes sexuais. O processo judicial é longo e doloroso para a vítima e, no final, os criminosos não são punidos. Ao sofrimento físico e humilhante junta-se uma fria e sarcástica incompreensão e injustiça dos que administram a lei. Uma mulher não se pode vestir de forma mais ousada? Está a incentivar os atos de assédio sexual ou de violação? Quando uma mulher diz Não é Não que quer dizer. Ponto final! Não digam que disse Não, mas queria dizer Sim.

O tema do filme foi debatido na turma e, surpresa, surpresa, não foram os rapazes  que manifestaram posições mais controversas. É necessário educar, homens e mulheres. É (pre)conceito os homens pensarem que as mulheres se vestem de modo sensual para os provocar. As pessoas vestem-se, em primeiro lugar, para agradarem a elas mesmas!


 Alunos de Filosofia A  do 12.º E


Li, Gostei e Recomendo - Istambul...

LER UM ROMANCE É INTERROGARMO-NOS CONSTANTEMENTE


Gostei tanto da dialética à volta do pensamento e da escrita de Pamuk, que não lhe resisti e depois da obra O romancista ingénuo e o sentimental mergulhei em Istambul….Esta é  uma obra de cariz diferente da anterior, dado que se trata de um livro de imagens e de uma luminosidade absolutamente encantadora! A par das memórias pessoais, o escritor vai desfiando a história da própria cidade…. Magnífico!…

                         Anabela Coelho - professora de Ciências Físico-químicas

Li, Gostei e Recomendo - O romancista ingénuo e o sentimental...



Oferecido por uma grande amiga (que, a par disso, é a minha conselheira preciosa e ímpar no campo das leituras que me vai dando a conhecer), o livro O romancista ingénuo e o sentimental prendeu-me desde a primeira palavra! É uma obra que resulta da compilação de seis conferências do escritor turco - Orhan Pamuk proferidas a convite da Universidade de Harvard (as conferências Norton, onde um vulto do mundo literário é convidado, anualmente, a pronunciar-se sobre um tema que lhe mereça reflexão). Pamuk, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 2006, cria um fio condutor nessas conferências, dissecando um ensaio filosófico de Schiller sobre a poesia ingénua e sentimental, pretendendo responder a diversas questões que o preocupam: O QUE É LER? O QUE SE PASSA DENTRO DE NÓS QUANDO LEMOS?..., usando  o saber que acumulou ao longo de dezenas de anos de leitor ávido e escritor de romances. Começa a sua busca fazendo a distinção entre o que é, segundo Schiller, um  leitor ingénuo (ligado à espontaneidade) e um sentimental (ligado à emoção refletida).
A forma simples, sem ser simplista, com que aborda os mecanismos do ato de ler e a procura de resposta para a famigerada e dificílima questão: O QUE É LER? deixou-me deliciada! O autor desconstrói o ato de ler duma forma brilhante e que muito me fez pensar.
É surpreendente como Pamuk responde de um modo magnífico, numa frase aparentemente banal, a uma questão tão difícil de ser respondida! É genial... e se atentarmos bem, o ato de ler implica que o leitor folheie, e o folhear a página significa que o leitor quer ver saciada a sua curiosidade, quer saber o que aconteceu a esta ou aquela personagem, quer saber o que vai acontecer!!!... É um interrogar em permanência, mesmo sem que se tenha consciência que se está envolto nesse interrogar!!!!... A leitura é para os curiosos… e são estes que se irão rever nesta definição tão rica!
Anabela Coelho - professora de Ciências Físico-químicas

Um Conselho Tribal (?!)

 Isabel Gomes
Presidente do Conselho de Escola S/3 S. Pedro

Como Presidente do Conselho Geral desta Escola é um prazer, para mim, escrever para o jornal  O Broas. É sempre com muita satisfação que folheio as suas páginas e vejo que a sua essência se enquadra na citação de Machado de Assis: O jornal é a verdadeira forma de república do pensamento. É a locomotiva intelectual em viagem para mundos desconhecidos, é a literatura comum, universal, democrática, reproduzida todos os dias, levando em si a frescura das ideias e o jogo das convicções. E O Broas em todas as edições permite a todos os seus leitores, através dos artigos dos professores, dos alunos e dos funcionários, navegar pelo mundo das ideias e do conhecimento. Assim sendo, através deste artigo, pretendo levar-vos numa viagem até ao funcionamento do Conselho Geral desta Escola.

O Conselho Geral da Escola S/3 S. Pedro existe há cerca de três anos, sendo um órgão deliberativo, moderador e de supervisão. Na sua composição estão 21 elementos: 1 Presidente, 7 representantes do Corpo Docente, 2 representantes do Pessoal Não Docente, 5 representantes dos Pais/Encarregados de Educação, 1 representante dos Alunos, 3 representantes do Município, 3 representantes da Comunidade Local e o Diretor da Escola. Em conjunto, os seus membros, nas diversas reuniões, analisam, debatem, aprovam e emitem parecer ou deliberam sobre os vários assuntos relacionados com as regras de funcionamento da Escola, quer no plano da criação das regras, quer no plano de concretização das mesmas. Metaforicamente, podemos mesmo equiparar o Conselho Geral a um Conselho Tribal, ou seja, aquele Conselho onde os anciãos da aldeia se reúnem para discutir os assuntos decisivos, quer da sua população, quer do governo daquele povo, quer inclusive do relacionamento com os povos vizinhos. O Conselho Geral permitiu e continua a permitir a criação de sinergias na Escola, de forma a ser um espaço assente no empenhamento de todos os intervenientes no processo educativo, olhando para a Escola como um todo.

Ao longo destes três anos, enquanto Presidente do Conselho Geral, esforcei-me para transmitir a toda a comunidade educativa a importância de educar e de ter uma visão global da Escola. Nem sempre foi uma tarefa fácil,  mas os  trinta e seis  anos de carreira fazem-me acreditar que a comunidade educativa está sensibilizada para o verdadeiro valor da escola e da sua função na formação dos jovens de hoje que serão o motor de trabalho deste país. Acredito que todas as medidas tomadas quer em prol dos alunos, dos professores ou dos funcionários contribuíram, de forma decisiva, para o desenvolvimento desta Escola. A viagem pelo Conselho Geral podia ser mais pormenorizada, mais reveladora, mas, como em qualquer conselho tribal, vigora,  entre os membros,  princípios de privacidade, de legalidade, de informação e, acima de tudo, de luta pelo bem comum desta comunidade.

Termino, apelando à vossa participação, ao vosso gosto por este espaço e, claro, apelando à estima pela vossa Escola, que pelas vossas veias corra o ADN S. Pedro.



                                                                              Isabel Gomes - Presidente do Conselho de Escola


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