Vem conhecer o Projeto YED...



No final do ano letivo transato, a UTAD lançou um desafio às escolas de Vila Real, com Ensino Secundário, para ser concretizado no presente ano letivo. Devido ao seu elevado interesse para conhecer a União Europeia a Direção da Escola aderiu ao projeto e duas professoras, Rosalina Sampaio e Teresa Morais, fizeram formação para que o mesmo fosse implementado. As turmas que participaram foram o 12.º F e 12.º G.
Estabeleceram-se os seguintes objetivos para as atividades do projeto:
Promover o conhecimento da História e dos documentos fundamentais da UE - Conhecer a Carta dos Direitos Fundamentais da UE - Integrar este documento no contexto da construção da democracia e cidadania europeias - Refletir sobre o papel da Carta… na defesa dos direitos dos cidadãos - Debater a diversidade de valores e a importância do diálogo intercultural - Compreender os conceitos de liberdade e igualdade como estruturantes da ética moderna ocidental - Avaliar as diferentes atitudes face à diversidade cultural: relativismo; intolerância; assimilação e diálogo intercultural; - Fomentar o exercício da cidadania europeia - Possibilitar uma leitura esclarecida do mundo em que vivemos.
Numa primeira fase, os professores da UTAD, responsáveis pela dinamização, Ana Margarida Maia e Gonçalo Cruz, vieram à Escola para, recorrendo ao mundo virtual do Second Life, concretizar cinco jogos que abordavam diferentes temáticas sobre a União Europeia. Para concluir essa tarefa houve uma deslocação à UTAD.
O projeto foi encerrado dia 23 de janeiro, quando os 237 alunos e os 11 professores das cinco escolas envolvidas, se deslocaram à UTAD, onde passaram o dia integrados em diversas dinâmicas subordinadas ao tema Reflexão e Valorização da Experiência do Projeto Jovens Europeus para a Democracia. Após a abertura pelo Professor Doutor Paulo Martins, coordenador do YED, o Professor Doutor Fernando Bessa fez uma resenha histórica da União Europeia, esclareceu os motivos que conduziram à sua criação, sendo um dos principais o receio do expansionismo alemão, responsável por duas guerras mundiais que devastaram a Europa. Salientou, a este propósito, que a União Europeia, se outro mérito não tiver, tem o de ter permitido o mais longo período de paz que este continente já conheceu. Defendeu que, o dia 9 de maio, dia da UE, deveria ser feriado em todos os países que a constituem, para uma UE mais efetiva.
Abordou os problemas com os quais a UE se defronta na atualidade. Considerou que as dificuldades parecem superiores às capacidades da nossa ação. Lembrou um graffiti de Buenos Aires, cujas palavras: O futuro já não é o que era! servem para espelhar a nova realidade europeia, os tempos agitados, incertos e, por que não dizê-lo, tristes. A UE está ameaçada pela crise da dívida soberana e pela quebra de solidariedade dos países mais desenvolvidos para com os que enfrentam problemas, como Portugal. Existe ainda a ameaça dos BRIC (Brasil - Rússia - Índia - China), conjunto de países com economias emergentes que estão a alterar e a dominar a economia mundial.
Terminou a sua intervenção com palavras de esperança. A UE não está falida, não estamos vencidos. Lembrou as palavras de Lula da Silva: A  união da Europa é a mais bela construção política da História da Humanidade! Vale a pena lutar por isso! Temos de reconstruir e assegurar a solidariedade que, neste momento, está desprezada pela elite política que domina a Europa. Afirmou compreender a desilusão dos jovens, mas apelou à sua resistência para lutarem e não emigrarem. Lembrou: O que a política faz, a política desfaz!

Projeto Yed em imagens


O Portugal que Eu sinto...

Os Portugueses são os maiores críticos de si mesmos. Parece fazer parte da genética nacional a queixa e a visão negativa de tudo o que é português. Este fenómeno deve ser hereditário e é transversal a todos os grupos sociais. Os meios de comunicação contribuíram para este estado de espírito ao darem relevância desmesurada, quase que exclusiva, às más notícias e ignorarem e desprezarem as boas notícias.



No entanto, nos últimos tempos, constatamos que há uma preocupação em mudar. Há maior sensibilidade, procura-se incentivar e estimular a sociedade. Ninguém vive sem esperança. A divulgação de casos de sucesso e êxitos dos Portugueses, quer no país, quer no estrangeiro, está mais presente nos nossos meios de comunicação. Um grupo de jovens, usando os novos meios de comunicação, criou um programa de Boas Notícias. E há muitas: o sucesso de Joana Vasconcelos em Versalhes; o sucesso da pintora Paula Rego; os prémios dos realizadores João Salaviza, Jorge Pelicano e Salomé Lamas; os prémios e exemplo de Manoel de Oliveira que aos 104 anos ainda realiza filmes; os prémios de escritores e cientistas portugueses; alguns cursos superiores portugueses considerados dos melhores da Europa; a tecnologia exportada para grandes empresas, inclusive para a NASA…
Uma das últimas boas notícias foi a compra que o British Museum, em Londres, fez de três coleções de ourivesaria portuguesa, à Ourivesaria Eleutério da Póvoa de Lanhoso, para exposição permanente e venda. A ourivesaria portuguesa é das melhores do Mundo! Mas não só, muitos outros produtos portugueses são excelentes: azeite; vinho; peixe; marisco; cortiça; têxteis do lar; calçado; sabonetes… umas amigas, portuguesas, criaram uma empresa de fabrico de roupa infantil e põem na etiqueta Made with love in Portugal. Que coisa linda! São um sucesso a nível nacional e internacional.
São os estrangeiros quem mais reconhece os nossos aspetos positivos. Alex Ellis, que foi muitos anos embaixador em Portugal, escreveu sobre os nossos pontos fortes. Nutre uma grande admiração pelo país e, sobretudo, pelas mulheres portuguesas que considera muito corajosas e com uma noção de família única. Casou com uma portuguesa. Segundo ele, Portugal é um dos melhores países do Mundo para se ser criança e jovem. As famílias protegem e acarinham, de modo exagerado, segundo alguns, os mais novos.
Querendo contribuir para esta corrente positiva, na qual acreditamos, pedimos às colaboradoras permanentes para escreverem e desenharem o que mais gostam em Portugal.


A Coordenação


Parlamento dos Jovens - Ensino Básico - Menção Honrosa - Reportagem 2012...



Os seis alunos premiados e os senhores deputados que discursaram

Andava eu, alegre e contente, a organizar a lista para o Parlamento dos Jovens 2013, eis senão quando, recebo a boa nova de que a reportagem que realizei, no ano letivo anterior, tinha recebido uma menção honrosa. Fiquei feliz e surpreso, eram muitas as reportagens em concurso, 37 para ser mais preciso.
Pela primeira vez a Assembleia da República decidiu fazer uma cerimónia de entrega dos prémios. Entusiasmado, prontifiquei-me logo para ir a Lisboa e estar presente nesse acontecimento. Quarta-feira, dia 28 de novembro, acompanhado da Professora responsável pelo Parlamento dos Jovens do Ensino Básico, rumei à capital, à Assembleia da República. Foi um longo e extraordinário dia. A cerimónia estava integrada na ordem de trabalhos da Comissão de Educação, Ciência e Cultura. As seis escolas premiadas, três do Ensino Básico e três do Ensino Secundário, estavam todas representadas. Antes de entrarmos, a Senhora Deputada Manuela Tender, eleita pelo Círculo Eleitoral de Vila Real, veio ter connosco e disse que estava muito feliz por a nossa Escola pertencer ao Círculo Eleitoral que ela representava. Foi muito simpática e agradável. Sentámo-nos à mesa com os senhores deputados e nos 2/3 minutos que me foram concedidos para falar, disse:
Boa tarde Excelentíssimo Senhor Presidente e excelentíssimos senhores deputados da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, senhores responsáveis pelo Parlamento dos Jovens, senhores professores e alunos, minhas senhoras e meus senhores:
- em nome da Escola S. Pedro de Vila Real, onde estudo, em nome da Professora dinamizadora do Parlamento dos Jovens, na minha Escola e, em meu nome pessoal, quero agradecer a menção honrosa com que distinguiram a nossa reportagem.
Em maio deste ano, neste edifício, exerci a função de repórter durante dois dias. Gostei e aprendi muito. Foi a primeira vez que entrei na Assembleia da República que já conhecia das conversas  com o meu avô materno, que foi deputado na década de 80. O funcionamento da democracia portuguesa tem nesta casa a sua base mais sólida. Sendo a democracia “O governo do Povo, pelo Povo e para o Povo” como afirmou o presidente Abraham Lincoln, os senhores deputados, provenientes de todas as regiões do país, são quem melhor conhece a realidade dos eleitores que representam.
Acredito na vontade de servir o país de todos os que exercem a função de deputado. Atravessamos um momento difícil como muitos outros na nossa longa História de quase nove séculos. Tenho fé nos Portugueses e nos seus políticos. Sei que todos juntos vamos construir um futuro comum mais próspero e ultrapassar a crise. Viva Portugal.

Quando acabei, todos bateram palmas e o Senhor Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura comentou: O teu avô ensinou-te bem a lição!
No final, um deputado, não consegui saber o nome, perguntou-me como se chamava o meu avô que tinha sido deputado. Quando o esclareci afirmou: O teu avô foi meu professor de Filosofia, na Guarda. O Mundo é pequeno e Portugal mais ainda.
Conclusão - Já gostava muito do Parlamento dos Jovens, mas agora gosto mais.

O momento solene e bem disposto da entrega do prémio

João Caramelo Soares - 8º B - repórter por mais um dia

P.S. - Eu e a Professora que me acompanhou agradecemos a simpatia e gentileza com que todos nos receberam na Assembleia da República e a boa vontade da Direção da Escola que permitiu a nossa presença neste evento.

My Favourite Christmas...


On the day before Christmas, I asked my father what I would receive as a present. He said that I could ask for anything, but not too expensive.
I started thinking about a lot of possible presents, like a new computer, but that costs too much, so I thought of a Playstation 3, to play new games.
As I’m a good son, I went to my brother to give him a good idea. Let’s make our parents proud of us, together we could ask for only one present. The Playstation could be both of us. He didn’t like the idea, for he doesn’t like these types of machines. So I was lost, I didn’t know what to ask for as a present.
Santa Claus isn’t real to some people, not even to some children, and to others he’s just a myth. If Santa were real, what I really would like was a clone. So that was what I wished for.
On the 24th of December, at midnight, I went upstairs to see what was under the Christmas tree. But all I saw were chocolates. I felt bad at that moment, because I thought that I was the only boy who hadn’t got a present on Christmas Day. I went to bed not to cry, and I dreamt of my wish, of my clone.
I saw myself in front of me, and the first thing that the clone said, “Thanks for giving me life”. In the beginning, I freaked out a bit, but then I realized that it was me who had asked for my clone.
A thousand things flew through my head, like he could go to school instead of me or when he arrives home, we are going to play together. But like all dreams, it was soon over.
On Christmas morning, my mother asked me why I was so happy. I only answered, “Oh, it was just a dream, I had”. Maybe she thought I was I was going crazy, because my mother just ignored me to avoid getting into an argument with me. Then we went to my grandfather’s house, to spend Christmas Day with him as family.
When we arrived, the family traditions took place. My grandfather was already waiting for us. We had lunch and then we exchanged our presents. The day was coming to an end and my father was in a hurry to get back home.  Although the trip only took us half an hour, my mother was always warning my father about the icy road.
Little did I know but the best was still to come. My wish was going to come true. When I opened my bedroom door, I saw a person just like me. At that point, I wasn’t scared. I started a conversation with my clone. He knew so much about my life, that I was petrified. It was like he was inside my thoughts.
We soon became best of friends. As the years went by our friendship got stronger and we were never seen apart.
Every year we remember the Christmas we met. And it had been the Christmas I ever had, because not only did I get a present /a clone, but also a brother / a twin.
José Pinto, 11ºC
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