O Portugal que eu sinto... Juliana Nóbrega
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O Broas
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Gosto de muita coisa em Portugal, mas em homenagem à minha Mãe que adora cozinhar e faz cozinhados, bolos e biscoitos deliciosos, vou focar primeiro a gastronomia portuguesa. Quem é que não gosta de comer? A gastronomia nacional é elogiadíssima pelos estrangeiros. É verdade que nos países mais desenvolvidos já pouco se cozinha, comem comida enlatada e/ou congelada. Os Portugueses, sobretudo as Portuguesas, dedicam ainda muito do seu tempo diário a confecionar as refeições familiares. É muito bom! Obrigada, Mãe!
Entre as coisas que mais gosto de fazer, está o desenhar. Em Portugal, não faltam fontes de inspiração para os meus desenhos e rabiscos. São as árvores e flores do Parque do Corgo, onde gosto de ir correr ou passear com a minha amiga Beatriz, são os jardins geometrizados do Palácio de Mateus, que vejo muitas vezes porque tenho um tio que é lá jardineiro, os monumentos históricos como o Castelo de Guimarães… tanta coisa bonita que me inspira.
Na minha infância, ia, no verão, para a Póvoa de Varzim. É uma praia fabulosa, gostava, na maré vaza, de explorar o que o mar tinha deixado nos rochedos: algas, caranguejos, estrelas do mar, às vezes, peixinhos e polvos pequeninos. As bolas de Berlim, a língua de sogra, as batatas fritas e os gelados eram ótimos. Só tem um defeito: a água é muito fria. Brrrm!
Poderia continuar a referir muitas outras coisas de que gosto no país onde nasci e vivo, mas penso que já salientei as mais importantes, aquelas que me alegram e me deixam feliz.
Texto e ilustração de Juliana Nóbrega - 10º C
Perspetivas de Portugal... o olhar de Jamsched Hamrokulov Hurshedovich
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
16:23
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Jamsched Hamrokulov Hurshedovich
16 anos
Natural de Samarcanda - Uzbequistão (país situado no centro-oeste da Ásia e que pertenceu à ex-URSS)
Residente em Portugal há dois anos.
A decisão dos meus pais de imigrarem para Portugal trouxe grandes mudanças à nossa vida. Na Escola foi onde ocorreram as maiores alterações. Tive que aprender uma língua e um alfabeto novos. Muitas disciplinas também são novas, outras são muito diferentes, por exemplo História. Não tem sido fácil a adaptação. Há disciplinas que gosto mais aqui do que no Uzbequistão, uma delas é Educação Física. Em Portugal, gosto de jogar futebol no Vila Real, do FCP e dos jogadores de futebol como o Cristiano Ronaldo. Aqui, as pessoas vivem melhor do que no meu país, que está menos desenvolvido. Gosto de passear e estar com os amigos no Largo da Nossa Sra da Conceição e no Jardim da Carreira. Descobri e gosto muito dos covilhetes e dos pitos. As dificuldades que tenho na adaptação e na aprendizagem do Português, que é uma língua muito difícil, fazem com que tenha vontade de voltar ao meu país, embora goste de viver em Portugal.
PS - Devido aos meus problemas de expressão em Português tive a ajuda da professora de História na construção deste texto.
Perspetivas de Portugal... o olhar de Olívia Pinto
08:24
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Olívia Carreira Pinto
17 anos - Natural de Bruxelas - Bélgica
Residente em Portugal há dois anos
Conhecia Portugal de passar cá as férias, os meus pais são portugueses, emigrantes na Bélgica há muitos anos. Por decisão pessoal vim para Portugal, em 2011, completar o Ensino Secundário. Pensei que seria mais fácil cumprir o sonho de tirar o curso de Medicina. Estou a constatar que talvez esta decisão não seja tão boa quanto esperava. Na Bélgica a classificação de exame tem menos peso que aqui e o acesso à universidade é mais fácil. Talvez regresse para fazer o curso, mas depois volto para trabalhar aqui. Apesar desta situação gosto muito de Portugal. As pessoas são mais simpáticas e têm mais vontade de ajudar. Há maior atenção e cuidado dos professores para com os alunos. As turmas aqui são mais uniformes, o que facilita a aprendizagem. Lá, existe uma diversidade cultural imensa, muito interessante e enriquecedora, mas há muitos ritmos de aprendizagem. A comida nas cantinas escolares portuguesas é muito melhor que a das cantinas escolares belgas. Os equipamentos informáticos desta Escola são mais atualizados do que os existentes na minha Escola, em Bruxelas. E, depois, há o Sol!
Perspetivas de Portugal... o olhar de Rafaela Lopes
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
22:52
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Rafaela Lopes
16 anos - Natural de Bremen - Alemanha
Residente em Portugal há dois anos
Há dois anos, por decisão própria, decidi sair da Alemanha e vir viver com a minha avó, em Vila Real. Estou contente e satisfeita com esta grande mudança na minha vida. Já conhecia o país das férias que aqui passava, mas viver de modo permanente é outra coisa. Há coisas que são melhores na Alemanha e outras que são melhores em Portugal. Nas escolas alemãs em que estudei os alunos não tinham cartão. Ele tem vantagens: maior controlo de quem entra na Escola e não precisar de trazer dinheiro todos os dias. O grande senão é não podermos nunca esquecermo-nos de o trazer. Entre os professores alemães e os portugueses, não há diferença na competência de ensinar, mas na afetividade há uma diferença enorme. Na Alemanha, os professores são mais distantes dos alunos, apesar de lá as turmas serem mais pequenas. Nas escolas onde estudei, não havia psicóloga, não há a orientação que aqui tivemos, no ano passado, para o nosso percurso escolar no Ensino Secundário. Se estabelecer uma comparação entre a cidade de Bremen e a de Vila Real verifico que Bremen tem mais trânsito, mais poluição e uma vida mais agitada. Vila Real é mais calma e tem lugares de que eu gosto muito, como o parque junto ao rio, onde gosto de estar com os amigos, mas também sozinha com os meus pensamentos. Não pretendo voltar à Alemanha, só se a minha vida se complicar muito e não encontrar emprego.
Perspetivas de Portugal... o olhar de Thompson Thomas da Silva
18:08
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Thompson Thomas da Silva
19 anos de idade - Natural do estado de Goiás (centro-oeste) do Brasil
Residente em Portugal há três anos.
A primeira grande diferença para os Brasileiros que chegam a Portugal é o clima. Cheguei em fevereiro e descobri que gosto do frio. Guardarei para sempre a alegria imensa que foi ver nevar pela primeira vez.
O primeiro choque que tive, logo no aeroporto, foi o uso, frequente, de palavrões. Soa-me estranho, não estava habituado. Muitos Portugueses têm o palavrão demasiado fácil. A primeira impressão que tive dos Portugueses foi de que eram gente fechada, pouco sociável e pouco simpática. Entretanto, mudei de opinião.
Nas áreas da vida portuguesa que fui conhecendo: segurança, educação e saúde há uma grande diferença em relação ao Brasil. Aqui as coisas funcionam melhor e há mais organização. A escola pública portuguesa tem muito mais qualidade. Os professores preocupam-se mais com os alunos, estimulam-nos e investem mais no seu sucesso.
Na gastronomia, também encontrei grandes diferenças. Foi aqui que, pela primeira vez, pude provar camarão e bacalhau. No Brasil são produtos de luxo, só acessíveis a poucos. Gosto muito de ambos. Bacalhau com natas é uma delícia. Descobri o arroz de pato que adoro. No entanto, tenho saudades da jabuticaba e do piqui. A primeira é um fruto, o segundo não sei bem, tanto dá para doces como para acompanhar pratos de carne ou peixe, fazer arroz....
Estranhei o desperdício de água, a rua onde eu moro é lavada todas as semanas. É um exagero. Estranhei os escassos hábitos de higiene de algumas pessoas idosas. No verão não consigo tomar menos de três banhos e no inverno dois, mas não gasto muita água.
O nível de vida que tenho aqui é superior ao que tinha no meu país. Se arranjar emprego quero cá ficar, caso contrário, pretendo tirar o curso de Psicologia e depois voltar, o certificado português vai ajudar-me a ter uma vida melhor. Tenho receio que a minha mãe e irmã regressem ao Brasil antes de eu acabar o curso. Não sei o que farei, provavelmente, fico.
O Portugal que eu sinto... Rita Pereira
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
00:56
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Portugal, Portugal…Terra de encanto,
Das montanhas do Norte, às planícies alentejanas,
Às praias do extenso litoral!
És mistura de mar e de conquista
Que lançou naus ao oceano e enviuvou muita moça portuguesa,
De uma destemida bravura
Que D. Afonso Henriques fez nascer!
E os teus feitos são literatura!
Que Luís de Camões teve a proeza de escrever.
Os dedos dedilham a velha guitarra
Que faz surgir uma terna e doce balada
Acompanhada pela voz firme de quem tem o dom…
Este é teu fado Portugal!
E quem o ouve, sente tanto de ti…
Uma Amália Rodrigues ou um Luís Góis
Que entoaram as notas com o coração!
E és tão doce e saboroso, oh querido Portugal!
Com a gastronomia regional
Trabalhada ao longo dos séculos
E que tanto faz crescer água na boca!
Portugal, Portugal… terras de encanto
E de antigas tradições
Do milagre das Rosas,
Da tragédia de um grande amor
Portugal, Portugal…
Com mais de oito séculos de História.
O teu hino é sensação.
Se hasteio a bandeira com firmeza
Sim, é porque tenho orgulho em ser Portuguesa!
Rita Pereira - 9º F
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