Euroscola...



Esta é uma Europa que merece ser amada, já que amar a Europa é o nosso futuro!
Martin Schulz - Presidente do Parlamento Europeu


O concurso Euroscola é organizado, a nível nacional, pela IPDJ - IP e pelo Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, com a participação da Assembleia da República. Todos os anos há temas novos e os alunos têm que apresentar um trabalho escrito e defendê-lo, oralmente, na Assembleia da República. No final, são apuradas as escolas que vão participar numa das sessões que se realizam no edifício do Parlamento Europeu, em Estrasburgo - França. Para este ano, a nossa Escola, foi apurada. Um grupo de 24 alunos, acompanhados pelos professores Pedro Areias e Alexandre Breda, nos dias 14 e 15 de fevereiro, integraram a sessão que juntou 450 jovens oriundos da Alemanha, Áustria, Bulgária, Chipre, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia e  Suécia. 



O Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, no discurso de boas-vindas, focou os principais objetivos do projeto - familiarizar os jovens com o funcionamento das instituições europeias - consciencializá-los para a sua condição de cidadãos europeus e a sua intervenção na organização futura da Europa - oferecer-lhes uma tribuna onde possam exprimir as opiniões pessoais e valorizar o seu envolvimento no projeto europeu. Este órgão engloba 754 eurodeputados oriundos dos 27 países membros. A representação de cada país depende da sua população total, podendo variar entre 6 e os 99 deputados. A Alemanha é o país que tem maior representatividade. Os deputados dividem-se de acordo com o seu partido (há 7 diferentes) e integram-se em comissões, os do mesmo país nunca se sentam juntos. 

Iniciados os trabalhos, um aluno de cada escola apresentou o seu país e o estabelecimento de ensino. Eu, Inês Rento, tive a responsabilidade dessa missão. Foquei os aspetos nacionais mais interessantes, como o facto de Portugal ser o berço de Luís de Camões, Fernando Pessoa, Cristiano Ronaldo e ser o  país do vinho do Porto, da região do Douro. A sessão de perguntas e respostas levou à interação entre os alunos e os eurodeputados presentes. Debateu-se a importância da UE, o crescimento demográfico e a crise financeira, e afirmou-se a ideia de que, apesar das dificuldades atuais, devemos ter orgulho em pertencer à UE e conhecer as suas grandes vantagens. O Eurogame, questionário sobre a UE, fez-nos pensar muito.
De tarde, os alunos foram divididos em seis grupos, juntando-se os que, nas  suas escolas, tinham trabalhado o mesmo tema. As temáticas em debate eram: Ambiente e energias renováveis; Liberdade de informação e cultura da cidadania; 2013 - Ano Europeu dos Cidadãos; Futuro da Europa; Política Agrícola e Migrações e Integração. Os problemas em questão eram: Como favorecer um desenvolvimento sustentável?; Quais as vantagens e problemas do desenvolvimento das TIC?; Como conciliar a diversidade?; Quais as regras a respeitar quanto aos fluxos migratórios?... As conclusões foram apresentadas, votadas, aprovadas, ou não, em Plenário. Surgiram ideias interessantes, como por exemplo: aplicar taxas sobre os equipamentos eletrónicos antigos porque consomem mais energia; proibir a produção de alimentos geneticamente modificados para garantir a segurança alimentar…
Foi uma experiência única e extraordinária, permitiu-nos perceber melhor como funciona a democracia europeia, conviver com pessoas novas e muito (?!!) diferentes. Foi muito bom!
No dia seguinte, fomos conhecer a cidade, que, coberta de neve, estava linda!


Carolina Novo - 12 G e Inês Rento - 12.º C

O Portugal que eu sinto... Juliana Nóbrega


Gosto de muita coisa em Portugal, mas em homenagem à minha Mãe que adora cozinhar e faz cozinhados, bolos e biscoitos deliciosos, vou focar primeiro a gastronomia portuguesa. Quem é que não gosta de comer? A gastronomia nacional é elogiadíssima pelos estrangeiros. É verdade que nos países mais desenvolvidos já pouco se cozinha, comem comida enlatada e/ou congelada. Os Portugueses, sobretudo as Portuguesas, dedicam ainda muito do seu tempo diário a confecionar as refeições familiares. É muito bom! Obrigada, Mãe!
Entre as coisas que mais gosto de fazer, está o desenhar. Em Portugal, não faltam fontes de inspiração para os meus desenhos e rabiscos. São as árvores e flores do Parque do Corgo, onde gosto de ir correr ou passear com a minha amiga Beatriz, são os jardins geometrizados do Palácio de Mateus, que vejo muitas vezes porque tenho um tio que é lá jardineiro, os monumentos históricos como o Castelo de Guimarães… tanta coisa bonita que me inspira.
Na minha infância, ia, no verão, para a Póvoa de Varzim. É uma praia fabulosa, gostava, na maré vaza, de explorar o que o mar tinha deixado nos rochedos: algas, caranguejos, estrelas do mar, às vezes, peixinhos  e polvos pequeninos. As bolas de Berlim, a língua de sogra, as batatas fritas e os gelados eram ótimos. Só tem um defeito: a água é muito fria. Brrrm!
Poderia continuar a referir muitas outras coisas de que gosto no país onde nasci e vivo, mas penso que já salientei as mais importantes, aquelas que me alegram e me deixam feliz.
Adoro viver em Portugal. Adoro viver em Vila Real.
Texto e ilustração de Juliana Nóbrega - 10º C



Perspetivas de Portugal... o olhar de Jamsched Hamrokulov Hurshedovich


Jamsched Hamrokulov Hurshedovich 
16 anos
Natural de Samarcanda - Uzbequistão (país situado no centro-oeste da Ásia e que pertenceu à ex-URSS)
Residente em Portugal há dois anos.

A decisão dos meus pais de imigrarem para Portugal trouxe grandes mudanças à nossa vida. Na Escola foi onde ocorreram as maiores alterações. Tive que aprender uma língua e um alfabeto novos. Muitas disciplinas também são novas, outras são muito diferentes, por exemplo História. Não tem sido fácil a adaptação. Há disciplinas que gosto mais aqui do que no Uzbequistão, uma delas é Educação Física. Em Portugal, gosto de jogar futebol no Vila Real, do FCP e dos jogadores de futebol como o Cristiano Ronaldo. Aqui, as pessoas vivem melhor do que no meu país, que está menos desenvolvido. Gosto de passear e estar com os amigos no Largo da Nossa Sra da Conceição e no Jardim da Carreira. Descobri e gosto muito dos covilhetes e  dos pitos. As dificuldades que tenho na adaptação e na aprendizagem do Português, que é uma língua muito difícil, fazem com que tenha vontade de voltar ao meu país, embora goste de viver em Portugal.

PS - Devido aos meus problemas de expressão em Português tive a ajuda da professora de História na construção deste texto.


Perspetivas de Portugal... o olhar de Olívia Pinto



Olívia Carreira Pinto
17 anos - Natural de Bruxelas - Bélgica
Residente em Portugal há dois anos

Conhecia Portugal de passar cá as férias, os meus pais são portugueses, emigrantes na Bélgica há muitos anos. Por decisão pessoal vim para Portugal, em 2011, completar o Ensino Secundário. Pensei que seria mais fácil cumprir o sonho de tirar o curso de Medicina. Estou a constatar que talvez esta decisão não seja tão boa quanto esperava. Na Bélgica a classificação de exame tem menos peso que aqui e o acesso à universidade é mais fácil. Talvez regresse para fazer o curso, mas depois volto para trabalhar aqui. Apesar desta situação gosto muito de Portugal. As pessoas são mais simpáticas e têm mais vontade de ajudar. Há maior atenção e cuidado dos professores para com os alunos. As turmas aqui são mais uniformes, o que facilita a aprendizagem. Lá, existe uma diversidade cultural imensa, muito interessante e enriquecedora, mas há muitos ritmos de aprendizagem. A comida nas cantinas escolares portuguesas é muito melhor que a das cantinas escolares belgas. Os equipamentos informáticos desta Escola são mais atualizados do que os existentes na minha Escola, em Bruxelas. E, depois, há o Sol!

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