“Conócete a ti mismo”/“Conhece-te a ti mesmo”



“Conócete a ti mismo”

Es esta afirmación/consejo de Sócrates, filósofo ateniense del siglo V a.C., escrita en más de veinte lenguas, que nos recibe y nos invita a entrar y descubrir la Casa del Hombre, en La Coruña. Seguimos las palabras de Sócrates y fuimos a la descubierta de nosotros y de los demás. ¡La Casa del Hombre es un lugar estupendo! En ella podemos viajar y conocer el ser humano a nivel fisiológico y psíquico. La interactividad de la exposición lleva a una gran participación de todos los que visitan, hay dinamismo en el aprendizaje, somos atraídos por los botones, las luces, los olores, los sonidos… Comer delante de la inmensa bahía que el Atlántico y la Tierra dibujaron es un privilegio que los alumnos del 9º curso (3er curso de la ESO, en España) y sus profesores pudieron disfrutar, en las mañanas de los días 14 y 15 de marzo.
El Centro Gallego de Arte Contemporáneo, en Santiago de Compostela, reavivó el orgullo de ser portugués, pues está instalado en un edificio proyectado por Siza Vieira, arquitecto portugués con obra diseminada por todo el Mundo. La terraza es fenomenal. Siza Vieira intentó y consiguió recrear los contornos laberínticos de la arquitectura medieval de la ciudad, al mismo tiempo, abre el edificio a la ciudad concediendo a todos los que lo visitan una vista aérea del burgo, donde se podían ver los campanarios, las iglesias y, el exlibris, la catedral. La pirámide con espejos tuvo mucho éxito. La exposición de Miguel Palma, artista portugués con interés por la ciencia y la tecnología fue una descubierta. Inventó máquinas y artefactos buscando desmontar aparatos, ruidos… Muy interesante. El recorrido, por las calles medievales (“rúas”, en gallego) hasta la catedral fue agradable y fácil, había que seguir la concha dorada (“vieira” en gallego), símbolo de los peregrinos de Santiago. La catedral, por su belleza y riqueza vale todas las visitas.
Regresamos con el alma y los sentidos llenos de tantas y hermosas emociones y saberes.

Traducción del texto original por Sílvia Meireles
  
“Conhece-te a ti mesmo”


É esta afirmação/conselho de Sócrates, filósofo ateniense do século V a. C., escrita em mais de vinte línguas diferentes, que nos recebe e nos convida a entrar e descobrir a Casa do Homem, na Corunha. Seguimos as palavras de Sócrates e fomos à descoberta de nós e dos outros. A Casa do Homem é um lugar fascinante! Nela podemos viajar e conhecer o ser humano a nível fisiológico e psíquico. A interatividade da exposição conduz a uma grande envolvência de todos os que percorrem este espaço, há dinamismo na aprendizagem, somos atraídos por botões, luzes, odores, sinais sonoros… Almoçar em frente da imensa baia que o Atlântico e a Terra desenharam é um privilégio que os alunos do 9º ano e os professores que os acompanharam puderam desfrutar, nas manhãs dos dias 14 e 15 de março.
O Centro Galego de Arte Contemporânea, em Santiago de Compostela, reavivou o orgulho de ser português. Está instalado num edifício projetado por Siza Vieira, arquiteto português com obra espalhada pelo Mundo. O terraço é um deslumbramento. Siza Vieira procurou e conseguiu recriar os contornos labirínticos da arquitetura medieval da cidade, ao mesmo tempo, abre o edifício à cidade concedendo a todos os que o visitam uma vista aérea do burgo, destacando-se campanários, igrejas e, o ex-libris, a catedral. A pirâmide espelhada fez grande sucesso. A exposição dos trabalhos de Miguel Palma, artista português com interesse pela ciência e tecnologia foi uma descoberta. Inventou máquinas e artefactos procurando desconstruir aparelhos, ruídos… Muito interessante. A caminhada, pelas ruas medievais, até à Catedral foi agradável e fácil, bastava seguir as vieiras douradas (conchas), símbolo dos peregrinos de Santiago. A Catedral, pela sua grandeza, beleza e riqueza vale todas as visitas.
Regressamos com a alma e os sentidos repletos de tantas e tão belas emoções e saberes.
Professora Rosalina Sampaio










 



Vi, Gostei e Recomendo - Os Miseráveis...




Os Miseráveis, romance dramático, situado no contexto histórico do pós Revolução Francesa, tem como autor Victor Hugo, escritor francês, também ele visitado pela tragédia. Foi publicado pela primeira vez em 1862. Ao longo dos seus 150 anos de existência foi diversas vezes adaptado ao cinema. A primeira versão cinematográfica desta obra ocorreu ainda no século XIX, no tempo do cinema mudo. Atualmente está em exibição, nos cinemas portugueses e um pouco por todo o Mundo, a mais recente versão cinematográfica, da responsabilidade de Tom Hooper. Este realizador resolveu adaptar ao cinema o musical de Schonberg que, desde 1985, é representado em Londres. Cerca de 60 milhões de pessoas, no Mundo inteiro, já viram este musical. Os papéis dos protagonistas principais foram entregues a atores conhecidos que, neste filme, enfrentam o desafio de cantar. É surpreendente! O trágico e bom Jean Valjean  é desempenhado por Hugh Jackman. A desesperada e infeliz Fantine é Anna Hathaway. O terrível e persistente inspetor Javert é, nada mais nada menos, que Russell Crowe. É a voz menos conseguida, mas não está mal.
A música é extraordinária, mas a canção que mais nos tocou é a canção que Fantine canta para a sua filha, Cosette, e que esta, mais tarde, vai cantar enquanto faz as limpezas. Faz verter umas lágrimas.
A primeira sequência do filme, aquela em que os prisioneiros, à força de braços, resgatam um barco enorme representa, de forma impressionante,  um esforço sobre-humano. A raiva e a revolta  transparecem nos seus olhares e no canto que entoam.
As cenas da barricada e a figura do corajoso Gravoche são, também, inesquecíveis.
O filme mostra as injustiças sociais da França do século XIX e faz um retrato preciso da pobreza e da injustiça a que os desfavorecidos eram sujeitos. A história é dramática, mas tem momentos de humor que provocam risos e gargalhadas.
As três horas de cinema, que o filme comporta, passam depressa e não há momentos monótonos, pelo contrário, ficamos tristes quando chega ao fim.
Os Miseráveis é, sem dúvida, um grande filme que recomendamos a toda a gente. Façam como nós: vão ao cinema com os vossos amigos.

E, como diz o cartaz:

Lute - Sonhe - Espere - Ame


Carolina Nicolau - Inês Barros - Mafalda Carvalho - 9º A

No jardim da nossa Escola vive uma menina...



A uma Menina que habita os nossos dias...
(Comemorações do Centenário do nascimento do escultor Maurício Penha)
No jardim da nossa Escola vive uma menina, discreta, serena, bela...
Escultura de Maurício Penha "A menina lendo" - jardim da Escola S/3 S. Pedro - Vila Real
Escultura que é uma menina,
Aluna interessada e serena amiga
Ela é uma obra de arte rara
Será que foi muito cara?

Maurício Penha, um grande escultor
Que no século XX viveu.
Esta sua bela obra
A nossa Escola engrandeceu.
Catarina Barros | Filipe Lima | Manuel Monteiro – 9.º F

O seu semblante harmonioso foi sendo polido e suavizado pela chuva e pelo vento.
Tudo aguenta sem se queixar: o frio rigoroso do inverno, o sol impenitente do verão.
Todos os dias, há muitas décadas, os alunos passam por ela ao entrarem e saírem da Escola.
Será que já a viram? Será que o seu olhar já pousou, já se demorou na sua figura perfeita?
Não sei! Sei, no entanto, que a sua presença suscita em mim muitas questões e curiosidade.
Como se chama? Que idade tem? Que livro lê? Gosta de quê? Que sonhos sonha?
Observo-a e procuro resposta para as muitas perguntas que me invadem o pensamento.
Gostaria de lhe dar um nome. Maria, talvez…
A idade não importa, é intemporal como o granito em que foi esculpida. Jovem para sempre!
Interessante seria conversar com ela sobre livros. Conhece, como ninguém, o livro que tanto lê. Será Tolstoi? Camões? Fernando Pessoa?...
Podia sugerir-lhe outras leituras, Banda Desenhada, porque não?
Gosta das conversas que vai ouvindo ou prefere o chilrear dos passarinhos?
Gosta do movimento dos dias de aula ou prefere o sossego das férias e domingos?
Gosta do lugar que ocupa no jardim ou prefere um lugar mais calmo?...
O que sonham os seus olhos?
Ganhar vida e deixar de ser menina de pedra? Conhecer a cidade onde vive? Partilhar o voo dos pássaros? Vestir-se de flores todas as primaveras? Vestir uma saia rodada e uma blusa de folhos? Molhar os pés num regato? Poder correr, brincar com os alunos?
Não sei, o seu olhar guarda segredos infindos!
Gostava, nos dias ensolarados, de me encostar a ela, à tardinha, e sentir o calor do sol que generosamente guardou.
Obrigada escultor Maurício Penha pela beleza desta obra. O seu nome e talento perpetuam-se nela.

Professora Rosalina Sampaio 


Afirmo, com toda a sinceridade, que nunca olhei “com olhos de ver” a grande escultura que existe na entrada principal da Escola. Todos os dias passo por ela, pelo menos, duas vezes. Penso, porém, que partilho esta “indiferença” com muitos outros alunos. Tento lembrar-me dos pormenores que encerra e não é fácil. É uma menina/mulher com suaves traços faciais, cabelo curto, sentada no meio de uma estrela feita de buxo. Lê um livro sem descanso, nunca levanta o olhar. A sua atitude e a presença do livro representam, para mim, o estudo, simbolizam a sabedoria. Recorda a todos a importância do esforço, do trabalho e do estudo. Diz a todos que esta é uma casa do saber!
Mafalda Viseu – 9.º A


É difícil passar pela Escola S/3 S. Pedro e não reparar na bela escultura que embeleza a entrada. Ela é parte integrante da História da Escola desde a sua inauguração. É uma menina que fará, em breve, 52 anos. O seu criador, o escultor Maurício Penha, foi aqui professor. A menina retrata todos os estudantes desta Escola: os que aqui estudaram, no passado, os que estudam, no presente e os que estudarão no futuro.
Não haverá muitas escolas no país que tenham o privilégio de possuir uma obra de arte da escultura portuguesa. Devíamos olhá-la com mais atenção e carinho. É bonita!
Rita Pereira | Marcus Coelhoso - 9.º F

Certa manhã de verão, um senhor distinto passeava perto de uma pedreira, procurando inspiração para a escultura que lhe tinha sido encomendada pelo Diretor de uma Escola de Vila Real que ia inaugurar um novo edifício. Maurício Penha era o nome do senhor distinto. Pesquisando encontrou o bloco de granito claro que lhe interessava para a sua obra de arte. No conforto da sua casa, vai concebendo os esboços para realizar o trabalho. É um trabalho demorado, de pormenor. É preciso dedicar muita atenção a cada traço e buscar sempre a harmonia. Começa o trabalho no bloco de granito que vai sendo modelado pelo cinzel e saber do escultor.
Num momento de cansaço, pensa ouvir uma voz, descobre, com estranheza e espanto, que ela provém da obra que está a executar. É uma voz doce de menina que faz alguns pedidos/exigências:
- “Se vou passar a eternidade no mesmo sítio, por favor, não quero estar de pé, vou cansar-me. Dá-me uma atividade para fazer, não quero aborrecer-me. Dá-me um livro. Outra coisa - não gosto de cabelos compridos, curtos são mais práticos. Não te esqueças que gosto muito de estar rodeada de árvores. Um jardim era o local ideal. Gostaria, ainda, de ter sempre crianças e jovens por perto.” O escultor sossegou-a e disse-lhe que ela iria ficar na Escola S. Pedro. Ficou feliz!
Ana Rita Teixeira I Hugo Domingos – 9.º F














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