Li, Gostei e Recomendo - Beatriz & Virgílio...


 
Capa do livro Beatriz & Virgílio
O livro Beatriz e Virgílio da autoria de Yann Martel foi-me sugerido por um amigo que acabara de o ler e tinha gostado muito. Considera-o uma obra-prima. Convém lembrar que o seu autor, Yann Martel, quando o escreveu, era já conhecido a nível mundial por outra obra extraordinária intitulada A Vida de Pi, entretanto adaptada ao cinema.

Yann Martel - 49 anos
escritor canadiano
Em Beatriz e Virgílio cruzam-se histórias paralelas, que parecem não ter nada a ver umas com as outras, mas descobrimos depois, que convergem todas para o mesmo tema – o Holocausto Nazi.
Conhecemos Henry, um escritor que decide publicar o seu terceiro livro, uma espécie de ensaio sobre esta tragédia. A rejeição da obra pelos editores, que a consideram um devaneio sem futuro, conduz o autor a mudar de cidade com a sua mulher. O desejo de começar uma vida nova coexiste com o facto de continuar a receber cartas dos seus leitores.
Um dia é contactado por um taxidermista que solicita a sua ajuda e lhe envia um excerto de uma estranha peça de teatro, em forma de fábula.
Movido pela curiosidade, Henry visita o taxidermista, homem sinistro e brusco, que lhe pede ajuda para acabar a peça de teatro, sendo as personagens principais Beatriz, uma burra, e Virgílio, um macaco, ambos por ele embalsamados.
Ao longo dos meses, o taxidermista vai mostrando a Henry excertos da sua obra, que é uma sucessão de estranhos diálogos entre os dois animais e, lentamente, Henry apercebe-se que o  taxidermista está a escrever sobre o mesmo tema que ele escrevera – o macaco e a burra falavam, embora por meio de metáforas e de uma forma muito subtil, dos horrores do Holocausto.
O tempo passa e Henry apercebe-se da cruel realidade: o taxidermista escreve como forma de expurgar os seus crimes, na verdade ele teve um papel ativo no massacre de milhares de pessoas, e acredita que, ao narrar o que aconteceu, através dos diálogos entre Beatriz e Virgílio, está a confessar os seus erros e a livrar-se da culpa.
Gostei muito deste livro e aconselho-o a quem gosta de surpresas e formas inovadoras e originais de explorar uma temática. Aborda um tema sério com subtileza e numa perspetiva diferente de tudo o que conhecia. Um pormenor, ou talvez não, li este livro em inglês.
                                                        
                                                              Carolina Novo 12.º G

Li, Gostei e Recomendo - Orgulho e Preconceito...


 
Capa do livro Orgulho e Preconceito

Nas férias de Natal, dediquei, muito do meu tempo, à leitura, atividade de que gosto. Entre os livros que li, está   Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, escritora inglesa dos finais do séc. XVIII e inícios do séc. XIX.

Jane Austen - escritora britânica dos séculos XVIII e XIX

 A ação desta obra desenrola-se em Hertfordshire, uma localidade fictícia, que segundo a autora, se situaria perto de Londres.
A protagonista deste romance é Miss Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas do casal Bennet, e é o seu ponto de vista, o seu  olhar sobre a alta sociedade inglesa da altura, que é mostrado. O orgulho e o preconceito estavam presentes na educação, cultura, moral, casamento, todas as relações interpessoais dos membros da aristocracia inglesa desses tempos.
Elizabeth apresenta-nos uma sociedade extremamente fútil, em que só o luxo e uma boa posição social, condição esta obtida, com frequência, através de um bom casamento, eram importantes.
A vida das cinco filhas do casal Bennet é profundamente alterada após a chegada de Mr. Charles Bingley à localidade. Mr. Bingley veio acompanhado do seu fiel amigo Mr. Fitszwilliam Darcy, um homem de grande importância social e financeira, cujo carácter severo e orgulhoso chamaram a atenção da jovem Elizabeth, inicialmente de uma forma negativa.

Darcy e Elizabeth viverão um romance marcado por mal-entendidos, desencontros e preconceitos, mas no final tudo isto é ultrapassado pela única coisa que consegue derrubar todas as barreiras sociais, todos os dogmas e juízos de carácter pré-concebidos: o amor.
A mensagem deste livro permanece atual, o que justifica o seu sucesso. Foi adaptado ao cinema e a uma série televisiva que tem, no papel de Darcy, um ator excelente, muito conhecido e  que muito aprecio, Colin Firth.
Termino com uma nota importante - 2013 é o ano do Bicentenário da publicação deste livro que, no entanto, foi escrito anos antes, mas demorou a ser publicado. Os editores não gostaram dele. Quem diria!

Ana Rodrigues 12.º G

“Conócete a ti mismo”/“Conhece-te a ti mesmo”



“Conócete a ti mismo”

Es esta afirmación/consejo de Sócrates, filósofo ateniense del siglo V a.C., escrita en más de veinte lenguas, que nos recibe y nos invita a entrar y descubrir la Casa del Hombre, en La Coruña. Seguimos las palabras de Sócrates y fuimos a la descubierta de nosotros y de los demás. ¡La Casa del Hombre es un lugar estupendo! En ella podemos viajar y conocer el ser humano a nivel fisiológico y psíquico. La interactividad de la exposición lleva a una gran participación de todos los que visitan, hay dinamismo en el aprendizaje, somos atraídos por los botones, las luces, los olores, los sonidos… Comer delante de la inmensa bahía que el Atlántico y la Tierra dibujaron es un privilegio que los alumnos del 9º curso (3er curso de la ESO, en España) y sus profesores pudieron disfrutar, en las mañanas de los días 14 y 15 de marzo.
El Centro Gallego de Arte Contemporáneo, en Santiago de Compostela, reavivó el orgullo de ser portugués, pues está instalado en un edificio proyectado por Siza Vieira, arquitecto portugués con obra diseminada por todo el Mundo. La terraza es fenomenal. Siza Vieira intentó y consiguió recrear los contornos laberínticos de la arquitectura medieval de la ciudad, al mismo tiempo, abre el edificio a la ciudad concediendo a todos los que lo visitan una vista aérea del burgo, donde se podían ver los campanarios, las iglesias y, el exlibris, la catedral. La pirámide con espejos tuvo mucho éxito. La exposición de Miguel Palma, artista portugués con interés por la ciencia y la tecnología fue una descubierta. Inventó máquinas y artefactos buscando desmontar aparatos, ruidos… Muy interesante. El recorrido, por las calles medievales (“rúas”, en gallego) hasta la catedral fue agradable y fácil, había que seguir la concha dorada (“vieira” en gallego), símbolo de los peregrinos de Santiago. La catedral, por su belleza y riqueza vale todas las visitas.
Regresamos con el alma y los sentidos llenos de tantas y hermosas emociones y saberes.

Traducción del texto original por Sílvia Meireles
  
“Conhece-te a ti mesmo”


É esta afirmação/conselho de Sócrates, filósofo ateniense do século V a. C., escrita em mais de vinte línguas diferentes, que nos recebe e nos convida a entrar e descobrir a Casa do Homem, na Corunha. Seguimos as palavras de Sócrates e fomos à descoberta de nós e dos outros. A Casa do Homem é um lugar fascinante! Nela podemos viajar e conhecer o ser humano a nível fisiológico e psíquico. A interatividade da exposição conduz a uma grande envolvência de todos os que percorrem este espaço, há dinamismo na aprendizagem, somos atraídos por botões, luzes, odores, sinais sonoros… Almoçar em frente da imensa baia que o Atlântico e a Terra desenharam é um privilégio que os alunos do 9º ano e os professores que os acompanharam puderam desfrutar, nas manhãs dos dias 14 e 15 de março.
O Centro Galego de Arte Contemporânea, em Santiago de Compostela, reavivou o orgulho de ser português. Está instalado num edifício projetado por Siza Vieira, arquiteto português com obra espalhada pelo Mundo. O terraço é um deslumbramento. Siza Vieira procurou e conseguiu recriar os contornos labirínticos da arquitetura medieval da cidade, ao mesmo tempo, abre o edifício à cidade concedendo a todos os que o visitam uma vista aérea do burgo, destacando-se campanários, igrejas e, o ex-libris, a catedral. A pirâmide espelhada fez grande sucesso. A exposição dos trabalhos de Miguel Palma, artista português com interesse pela ciência e tecnologia foi uma descoberta. Inventou máquinas e artefactos procurando desconstruir aparelhos, ruídos… Muito interessante. A caminhada, pelas ruas medievais, até à Catedral foi agradável e fácil, bastava seguir as vieiras douradas (conchas), símbolo dos peregrinos de Santiago. A Catedral, pela sua grandeza, beleza e riqueza vale todas as visitas.
Regressamos com a alma e os sentidos repletos de tantas e tão belas emoções e saberes.
Professora Rosalina Sampaio










 



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