Vi, Gostei e Recomendo - Vicky Cristina Barcelona...


Vicky Cristina Barcelona é um filme de Woody Allen que foca temas ligados à sexualidade: bissexualidade e homossexualidade feminina e, implícito, promiscuidade sexual. Ninguém ficou incomodado/escandalizado, mas algumas cenas provocaram um ligeiro desconforto. Uma coisa é sabermos que existe, outra é termos imagens diante de nós. Alguns alunos já se depararam, no quotidiano, com cenas do teor do filme e afirmaram que não ficaram incomodados. Os rapazes, dois apenas, afirmaram  não ter apreciado a lentidão com que a história se desenrola. O filme torna-se algo monótono e difícil de visualizar para quem está habituado aos filmes de ação by Hollywood. Para alguns tudo deve ser fast.

Todos adoraram os atores: o agora casal Javier Bardem e Penélope Cruz e a bela Scarlet Johansson.



Alunos de Inglês do 11.º G


Vi, Gostei e Recomendo - Acusados...


O filme Acusados conta uma história de violação coletiva,  nos anos 80 do século XX, num bar, nos EUA. Sarah Tobias é uma rapariga de aspeto frágil, vestida de modo provocante e, algo embriagada, que começa a dançar de forma sensual e apelativa num bar. Um dos homens presentes aproxima-se e, quase sem ela se aperceber, empurra-a para cima da mesa de paintball e viola-a perante uma assistência masculina que incentiva e aplaude o crime. Outros se seguem.

Durante o julgamento, a credibilidade e estatuto de vítima são postos em causa. O modo como estava vestida, a sua condição social e o estar alcoolizada num bar  rodeada de homens, foram argumentos usados pela  defesa para conseguir a absolvição dos violadores.

O filme levanta questões pertinentes sobre o modo como a justiça lidava/lida com os crimes sexuais. O processo judicial é longo e doloroso para a vítima e, no final, os criminosos não são punidos. Ao sofrimento físico e humilhante junta-se uma fria e sarcástica incompreensão e injustiça dos que administram a lei. Uma mulher não se pode vestir de forma mais ousada? Está a incentivar os atos de assédio sexual ou de violação? Quando uma mulher diz Não é Não que quer dizer. Ponto final! Não digam que disse Não, mas queria dizer Sim.

O tema do filme foi debatido na turma e, surpresa, surpresa, não foram os rapazes  que manifestaram posições mais controversas. É necessário educar, homens e mulheres. É (pre)conceito os homens pensarem que as mulheres se vestem de modo sensual para os provocar. As pessoas vestem-se, em primeiro lugar, para agradarem a elas mesmas!


 Alunos de Filosofia A  do 12.º E


Li, Gostei e Recomendo - Istambul...

LER UM ROMANCE É INTERROGARMO-NOS CONSTANTEMENTE


Gostei tanto da dialética à volta do pensamento e da escrita de Pamuk, que não lhe resisti e depois da obra O romancista ingénuo e o sentimental mergulhei em Istambul….Esta é  uma obra de cariz diferente da anterior, dado que se trata de um livro de imagens e de uma luminosidade absolutamente encantadora! A par das memórias pessoais, o escritor vai desfiando a história da própria cidade…. Magnífico!…

                         Anabela Coelho - professora de Ciências Físico-químicas

Li, Gostei e Recomendo - O romancista ingénuo e o sentimental...



Oferecido por uma grande amiga (que, a par disso, é a minha conselheira preciosa e ímpar no campo das leituras que me vai dando a conhecer), o livro O romancista ingénuo e o sentimental prendeu-me desde a primeira palavra! É uma obra que resulta da compilação de seis conferências do escritor turco - Orhan Pamuk proferidas a convite da Universidade de Harvard (as conferências Norton, onde um vulto do mundo literário é convidado, anualmente, a pronunciar-se sobre um tema que lhe mereça reflexão). Pamuk, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 2006, cria um fio condutor nessas conferências, dissecando um ensaio filosófico de Schiller sobre a poesia ingénua e sentimental, pretendendo responder a diversas questões que o preocupam: O QUE É LER? O QUE SE PASSA DENTRO DE NÓS QUANDO LEMOS?..., usando  o saber que acumulou ao longo de dezenas de anos de leitor ávido e escritor de romances. Começa a sua busca fazendo a distinção entre o que é, segundo Schiller, um  leitor ingénuo (ligado à espontaneidade) e um sentimental (ligado à emoção refletida).
A forma simples, sem ser simplista, com que aborda os mecanismos do ato de ler e a procura de resposta para a famigerada e dificílima questão: O QUE É LER? deixou-me deliciada! O autor desconstrói o ato de ler duma forma brilhante e que muito me fez pensar.
É surpreendente como Pamuk responde de um modo magnífico, numa frase aparentemente banal, a uma questão tão difícil de ser respondida! É genial... e se atentarmos bem, o ato de ler implica que o leitor folheie, e o folhear a página significa que o leitor quer ver saciada a sua curiosidade, quer saber o que aconteceu a esta ou aquela personagem, quer saber o que vai acontecer!!!... É um interrogar em permanência, mesmo sem que se tenha consciência que se está envolto nesse interrogar!!!!... A leitura é para os curiosos… e são estes que se irão rever nesta definição tão rica!
Anabela Coelho - professora de Ciências Físico-químicas

Um Conselho Tribal (?!)

 Isabel Gomes
Presidente do Conselho de Escola S/3 S. Pedro

Como Presidente do Conselho Geral desta Escola é um prazer, para mim, escrever para o jornal  O Broas. É sempre com muita satisfação que folheio as suas páginas e vejo que a sua essência se enquadra na citação de Machado de Assis: O jornal é a verdadeira forma de república do pensamento. É a locomotiva intelectual em viagem para mundos desconhecidos, é a literatura comum, universal, democrática, reproduzida todos os dias, levando em si a frescura das ideias e o jogo das convicções. E O Broas em todas as edições permite a todos os seus leitores, através dos artigos dos professores, dos alunos e dos funcionários, navegar pelo mundo das ideias e do conhecimento. Assim sendo, através deste artigo, pretendo levar-vos numa viagem até ao funcionamento do Conselho Geral desta Escola.

O Conselho Geral da Escola S/3 S. Pedro existe há cerca de três anos, sendo um órgão deliberativo, moderador e de supervisão. Na sua composição estão 21 elementos: 1 Presidente, 7 representantes do Corpo Docente, 2 representantes do Pessoal Não Docente, 5 representantes dos Pais/Encarregados de Educação, 1 representante dos Alunos, 3 representantes do Município, 3 representantes da Comunidade Local e o Diretor da Escola. Em conjunto, os seus membros, nas diversas reuniões, analisam, debatem, aprovam e emitem parecer ou deliberam sobre os vários assuntos relacionados com as regras de funcionamento da Escola, quer no plano da criação das regras, quer no plano de concretização das mesmas. Metaforicamente, podemos mesmo equiparar o Conselho Geral a um Conselho Tribal, ou seja, aquele Conselho onde os anciãos da aldeia se reúnem para discutir os assuntos decisivos, quer da sua população, quer do governo daquele povo, quer inclusive do relacionamento com os povos vizinhos. O Conselho Geral permitiu e continua a permitir a criação de sinergias na Escola, de forma a ser um espaço assente no empenhamento de todos os intervenientes no processo educativo, olhando para a Escola como um todo.

Ao longo destes três anos, enquanto Presidente do Conselho Geral, esforcei-me para transmitir a toda a comunidade educativa a importância de educar e de ter uma visão global da Escola. Nem sempre foi uma tarefa fácil,  mas os  trinta e seis  anos de carreira fazem-me acreditar que a comunidade educativa está sensibilizada para o verdadeiro valor da escola e da sua função na formação dos jovens de hoje que serão o motor de trabalho deste país. Acredito que todas as medidas tomadas quer em prol dos alunos, dos professores ou dos funcionários contribuíram, de forma decisiva, para o desenvolvimento desta Escola. A viagem pelo Conselho Geral podia ser mais pormenorizada, mais reveladora, mas, como em qualquer conselho tribal, vigora,  entre os membros,  princípios de privacidade, de legalidade, de informação e, acima de tudo, de luta pelo bem comum desta comunidade.

Termino, apelando à vossa participação, ao vosso gosto por este espaço e, claro, apelando à estima pela vossa Escola, que pelas vossas veias corra o ADN S. Pedro.



                                                                              Isabel Gomes - Presidente do Conselho de Escola


Três anos depois...

Manuel Coutinho - Diretor da Escola S/3 S. Pedro

Com o envolvimento de todos, acredito que é possível reinventar a escola pública...

Decorridos três anos sobre a minha eleição como Diretor da Escola S/3 S. Pedro, posso afirmar que o projeto de intervenção, então apresentado ao Conselho Geral, foi já, maioritariamente, cumprido. Esse documento, concretizado dia após dia, assenta nos seguintes princípios:
- O futuro constrói-se na escola;
- É sempre possível inovar e melhorar, partilhando responsabilidades;
- É imperioso criar normas claras e exigir o seu cumprimento, ressalvando a atitude crítica fundamentada;
- É possível, a escola reconstruir uma sociedade de valores/princípios.

Das diversas áreas de intervenção apraz-me salientar o trabalho na área pedagógica, com os objetivos de promover a qualidade do ensino e o sucesso escolar, bem como, a avaliação externa da Escola. Para a primeira área mencionada procedemos à:
1. Revisão do Projeto Educativo a partir do Conselho Pedagógico e a sua aprovação no Conselho Geral; 2. Reformulação do Projeto Curricular de Escola, adaptando-o à nova realidade e aos normativos legais, com especial atenção na definição dos critérios de avaliação; 3.  Atualização do Regulamento Interno da Escola e a sua aprovação no Conselho Geral; 4.  Institucionalização de uma equipa responsável pela avaliação interna da Escola; maior apoio institucional e material à realização dos Conselhos de Turma, nomeadamente nos momentos de avaliação no final de cada período e ano escolar; 5. Aplicação atempada, coerente, racional e pedagógica das medidas corretivas e disciplinares sancionatórias para melhorar as atitudes e comportamento dos alunos.
Na avaliação externa da Escola ocorrida no início de 2011, cerca de três meses após ter sofrido um enfarte agudo do miocárdio, foi-nos atribuído, por domínio:
1.  Resultados – Bom; 2. Prestação do serviço educativo – Muito Bom; 3. Organização e gestão escolar – Muito Bom; 4. Liderança – Muito Bom; 5. Capacidade de autorregulação e melhoria da Escola – Bom.
Tenho o privilégio de trabalhar com uma equipa fantástica e solidária e revejo-me nos professores, técnicos superiores, assistentes técnicos, assistentes operacionais e alunos da Escola.
A nossa Escola é considerada um local aprazível e seguro, onde se gosta de aprender e ensinar. Tem uma imagem muito positiva no meio onde se insere e mesmo ao nível das   diversas estruturas do MEC. Esta imagem foi construída ao longo dos 124 anos de existência, é procurada por antigos alunos que a elegem como Escola para os seus filhos e netos ou como local de emprego. Lidero uma equipa que trabalha todos os dias por uma escola de qualidade em que o saber e o ser são pilares essenciais num espaço de inclusão.
Atravessamos tempos muito difíceis e incertos. A escola tem de ser um espaço de relançamento da esperança no futuro, de preparação para enfrentar e vencer os desafios que temos pela frente, de promoção do sucesso educativo e da formação integral dos alunos. Para isso, temos de apostar numa cultura assente no trabalho, na competência, na exigência, na qualidade, no rigor, na disciplina e na solidariedade. Expresso o meu agradecimento a todos os que integram esta comunidade escolar e todos os dias lutam para que tudo funcione bem!


Manuel Coutinho - Diretor da Escola

Uivar com o Coração...

Ser lobo é,

mais do que uivar

é estar numa alcateia

a proteger e a cuidar!


Ser lobo é,

viver grandes aventuras

partir pelos bosques

à procura de criaturas.


Ser lobo é,

andar pela escuridão

mas nunca sozinho,

há alguém a quem dar a mão!



Ser lobo é,

viver em jovialidade

por isso não matem a floresta

e deixem-nos viver a liberdade!



Ser lobo é,

amar a lua

cantando serenatas

dizendo que ela é sua!



Ser lobo é ser

liberdade, jovialidade, escuridão,

Ser lobo é ser

caça, ferocidade e proteção.



Ser lobo é

uivar com coração!





Maria Inês Costa  7.º H   

Vila Real...


Vila Real

Se me queres encontrar

desce, desce o Marão

até parares na cidade

que tem o meu coração!        



O seu nome é Vila Real

como ela não há igual

tem importantes monumentos

como a Sé Catedral.



É sempre dia de festa,

festeja-se Santo António

Santo Casamenteiro

e nosso padroeiro.



Em Vila Real,

os namorados são generosos

trocam doçarias

durante as romarias.



Agora sobe, sobe,

o Marão,

e diz lá na tua terra

para visitarem esta região!



Maria Inês Costa  7.º H     


Ciência Divertida...


 A Ciência é, provavelmente, a maior proeza da mente humana.
Nas palavras do autor desta obra: Este livro tem por ambição pôr ao alcance de todos as grandes descobertas da ciência (…), um livro de cultura geral que se pretende acessível ao grande público do século XXI.
A ideia fundamental do texto é mostrar um pouco a evolução da Ciência, salientando-se as suas aplicações no domínio da Tecnologia e em aspetos do nosso quotidiano.
Aos alunos (sobretudo de 10.º e 11.º anos) recomenda-se, em particular, a Introdução, o capítulo 2 - A queda dos graves, o capítulo 5 - O mistério da energia, primeiro episódio, e o capítulo 6 - A fada eletricidade.
Um pouco de ciência para todos, por Claude Allègre, Lisboa: Gradiva
Manuel Salgueiro - Professor de Ciências Físico-químicas

Ciência Divertida...


Foram várias as maçãs que mudaram o mundo, desde a maçã bíblica, origem do pecado original, até ao ícone de alguns dos gadgets tecnológicos mais apreciados.
A crer na lenda, terá sido igualmente uma maçã que mudou (porque acordou...) um dos maiores génios da Humanidade, Isaac Newton (1642 – 1727) e, com isso, a compreensão do Mundo.
Perante a simples queda de uma maçã na cabeça (em tempos, um aluno de 11.º ano desabafou que mais valia que tivesse sido um piano ou uma bigorna, que já não tínhamos que o aturar, mesmo depois de morto!), Newton terá pensado algo como: Se a maçã me caiu na cabeça, por que é que a Lua não cai na Terra? De facto, se tal deveria (e deve...) mesmo ocorrer e se tal não acontece (nem vale a pena a preocupação), há de haver, tem que haver explicação. A lógica da maçã explica (explicação simples, como não poderia deixar de ser), assim, como se explica alguma da Ciência presente no nosso dia a dia, fruto da genialidade (e, acrescente-se, do mau feitio) de Newton, e sem a qual a nossa qualidade de vida não seria certamente a mesma!
A lógica da maçã, Lisboa: Quidnovi
Manuel Salgueiro - Professor de Ciências Físico-químicas

No Meio da Crise - Boas Notícias...

Os relatórios da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a Educação em Portugal costumam suscitar comentários televisivos e jornalísticos muito depreciativos sobre a classe docente. No parecer dos comentadores e analistas de serviço, com algumas exceções muito excecionais, a culpa de todos os males é dos professores. Num dos últimos relatórios do Programme for International Student Assessment (PISA), mecanismo de aferição da OCDE para a Educação dos países-membros, que avalia o desempenho de alunos de 15 anos, em todos os países membros, nas áreas da Matemática, Leitura e Ciências, há conclusões muito interessantes e promissoras que foram ignoradas/omitidas pela maioria dos órgãos de comunicação social.
Nele está escrito, preto no branco, que:
-  mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores;
- os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE;
- os professores portugueses estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e mantêm com eles um excelente relacionamento;
- o papel do professor é determinante na inclusão social. Portugal é o sexto país da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias socioeconómicas;
- o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.
Os organismos internacionais reconhecem aos professores portugueses o mérito que por cá lhes é negado. A visibilidade dos docentes que os órgãos de comunicação social portugueses transmitem é, maioritariamente, negativa. Há professores que se dedicam até ao sacrifício da sua vida privada pelos alunos e pela escola. Havia professores que faltavam muito? Havia, sim, senhor, mas, a par desses, muitos mais vão dar aulas adoentados, arriscam a vida por estradas vidradas pelo gelo, envoltas em densos mantos de nevoeiro... quantos já morreram nas deslocações inerentes à sua profissão? Quantos não puderem criar os seus filhos porque perderam a vida por ensinar os filhos dos outros?
Nunca houve um órgão de comunicação social interessado nestes assuntos.
Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário!
O jornalismo em Portugal tende a ignorar as boas notícias, parece comprazer-se com o que corre mal. Talvez devesse refletir sobre os efeitos que esta atitude desencadeia na opinião que os jovens vão formando sobre o país em que nasceram e vivem. Não admira que nas reportagens de rua se assista, de modo recorrente, à expressão de pareceres negativos sobre o país. O fatalismo pessimista e a comparação negativa, para Portugal, estão sempre presentes. Porque será? Porque será?!

Os Nossos Heróis - Funcionários - Arminda Miranda...


Maria Arminda da Cunha Miranda - 39 anos - casada - mãe de uma menina, aluna nesta Escola - há 16 anos que trabalha  na S. Pedro, 12 dos quais na receção e telefone. Está nesta rubrica pela sua eficiência e simpatia. Quando telefonamos para a Escola, basta dizer bom dia para que a D. Arminda nos identifique. É uma profunda conhecedora da Escola. É eficientíssima a esclarecer-nos dúvidas sobre: nome de alunos; turma a que pertencem; professores das turmas; horários de professores e alunos, por vezes, até identifica a sala onde estão, tudo isto sem consultar os dossiês. Merece estar aqui!

Os Nossos Heróis - Funcionários - Jacinta Fraga...



Jacinta Outeiro Fraga - 53 anos - casada - mãe de duas filhas - há 11 anos que trabalha nesta Escola, tendo passado por vários serviços. Neste momento está no bar dos alunos. No ano letivo de 2010/2011 enfrentou o calvário de uma doença oncológica. Na luta contra a doença, teve o apoio das filhas, a mais nova esteve presente em todos os momentos críticos e de toda a comunidade escolar, à qual agradece. Entre os tratamentos deslocou-se, muitas vezes, à Escola, onde encontrava ânimo e boa disposição. O pesadelo passou e está feliz por voltar ao trabalho.

Os Nossos Heróis - Funcionários - Pedro Oliveira...


Pedro José Nogueira de Oliveira - 34 anos - casado - pai de dois filhos - há 15 anos que trabalha nesta Escola, 12 dos quais na Reprografia. É um dos assistentes operacionais com mais visibilidade, todos precisam de fotocópias. Para os professores, sobretudo os que já trabalharam noutras escolas, sobressai a sua calma eficiente e despachada. Consegue dar cumprimento a todos os pedidos num mínimo de tempo possível. Diz que no início não era assim, ainda passou por alguns momentos críticos, mas o tempo, a experiência e a vontade de aprender, tudo permitem ultrapassar. Gosta do serviço, está sempre ocupado, o dia de trabalho passa muito depressa.
É assim que gosta!

Crescei e Multiplicai-vos (em Tempo de Crise)...


Crescei e Multiplicai-vos (em Tempo de Crise)

Procurámos e...encontrámos! Entre os alunos descobrimos a Mafalda e a Teresa que pertencem a famílias numerosas, nove pessoas em cada caso - pais e sete filhos. Perguntámos como é viver numa família tão grande em tempo de crise. As respostas aqui ficam. Conclusão - o dinheiro não é o mais importante!
 Chamo-me Mafalda Boal Koehnen, sou aluna do 7.º A, tenho 12 anos e sou a mais velha de sete irmãos - cinco raparigas e dois rapazes. Somos muitos em casa e poupar faz parte do nosso vocabulário, desde sempre.
Hoje em dia não é muito frequente encontrar uma família tão grande como a minha. Poupar para nós é bastante usual. Temos várias formas de o fazer: a roupa passa de uns para os outros; partilhamos várias coisas (uma delas, os quartos); no Natal,  pedimos sempre uma prenda em conjunto e cada um pede prendas úteis; poupamos na água e na eletricidade; não costumamos tomar banho de imersão; quando queremos alguma coisa vemos sempre os preços. Mesmo com a crise gosto da minha grande família. Estamos inscritos na Câmara Municipal nas Famílias Numerosas e na Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, da qual a minha mãe é coordenadora em Vila Real. 

 Chamo-me Maria Teresa Coimbra de Mello Vaz de Sampayo, tenho 14 anos, sou aluna do 9.º G e sou a quinta filha numa família de sete irmãos - quatro raparigas e três rapazes. Não é fácil gerir uma família tão grande. A minha Mãe prescindiu de ter emprego para se dedicar, em exclusivo, a nós. Vivemos num duplex, cada um de nós tem um quarto próprio. Todos poupamos! Tenho muitos primos, a roupa vai circulando na família. Os duches não podem ser demorados, cinco minutos bastam. Estamos inscritos nas Famílias Numerosas da Câmara Municipal, o que permite uma redução nos transportes, pago 9 euros pelo passe, os outros estudantes pagam 12 euros.
É bom ter muitos irmãos. Aprendemos a ser generosos e mais atentos aos outros.

Crescei e Multiplicai-vos (em Tempo de Crise)...

Na 1.ª edição do jornal impresso ouvimos os mais velhos da nossa comunidade escolar. Na 2.ª edição foi a vez dos mais novos se expressarem. Nesta 3.ª e última edição demos a palavra às famílias mais numerosas. Perguntámos-lhes como sentem a crise e que medidas adotaram para se adaptarem à nova situação.



 
 Carla Alexandra Carvalho Martins Fernandes Freitas - 37 anos - licenciada em Matemática pela UTAD - professora de Matemática - mãe de quatro filhos
Quando soube, na 3.ª gravidez, que ia ser mãe de gémeas, fiquei assustada. Sabia que tudo   mudaria: a distribuição do espaço familiar, a duplicação do trabalho e da responsabilidade, a necessidade de comprar um carro maior, as despesas a disparar… respirei fundo e pensei - Sou capaz! Sou, mas não é fácil. As despesas da água, eletricidade e alimentação subiram para a estratosfera. Inscrevemo-nos, na Câmara Municipal, nas famílias numerosas, o que traz um modesto, mas muito bem-vindo contributo, por exemplo, na fatura da água e nos transportes. O meu filho mais velho  foi transferido do ensino particular para o oficial. A generosidade de alguns colegas que me emprestam/dão roupa permite aliviar a despesa com vestuário. É verdade que vou menos vezes ao cabeleireiro, ao restaurante, passear… mas o que é isso comparado com o sorriso dos meus filhos? Nada! Já não consigo conceber a minha vida sem eles todos. A minha família é o meu Mundo! É a minha fonte de  alegria e felicidade! A minha razão de viver! Já agora: haverá maior prova de amor e fé num país e na vida que ter filhos em tempo de crise? Claro que não!


Nicholas Nickleby...


Nicholas and his family have to give up their nice life because his father lost everything before dying. They travel to London to get help, but their uncle Ralph has no desire to help and finds Nicholas a low paying job as an assistant to Wackford Squeers, who runs a school.
One day, Nicholas receives a letter from Ralph’s clerk, Newman Noggs. The letter offers assistance if he ever needs it. Later, Nicholas understands Squeers is taking in unwanted children for a lot of money but then gives them little food and mistreats them. Squeers uses the money for himself. Nicholas becomes friends with a simple boy named Smike. One morning, Smike runs away but he is caught and brought back to the school. Squeers starts to beat him, but Nicholas stops him. Squeers tries to beat Nicholas but he fights back and then decides to leave. Smikes begs to go with him too. Nicholas looks for Noggs’ help. Noggs offers him a position as a French teacher, but that is paid badly. Nicholas takes the name Johnson.
Meanwhile, his sister, Kate and his mother are forced by Ralph to move into a cold poor house Ralph owns in a London slum. He finds her a job in a showroom. Ralph asks Kate to attend a dinner he is offering for some business associates. They make her the subject of an offensive bet and one of them tries to force himself on to her. Ralph insinuates that he will give them no more money if she tells anyone about this.
Nicholas discovers his uncle has returned and confronts him but Ralph blackmails Nicholas into leaving London. Nicholas agrees to leave but promises to return one day. Nicholas and Smike encounter a theatrical manager and decide to join the acting company. Their performances are a success.
Back in London, Kate goes to her uncle for assistance, but he refuses to help her. However Noggs helps her and writes to Nicholas telling him of their problems. Nicholas immediately returns to London. Nicholas meets a rich kind merchant Charles Cheeryble and his twin brother. They hire Nicholas and provide him and his family with a small house in the suburbs. Ralph plans against his nephew and is helped by Squeers in his evil thoughts. They kidnap Smike. Luckily Smike is rescued and sent back to Nicholas.
Nicholas encounters the beautiful young lady Madeline Bray and falls in love. But Madeline must marry the man her father owns money too. Nicholas begs her to cancel the wedding. Although Madeline loves Nicholas she is devoted to her dying father. Unexpectedly Madeline’s father dies, and she no longer has to marry and Nicholas takes her to his house.
Smike has contracted tuberculosis and dies peacefully in Nicholas’s arms. A mysterious man emerges and tells Ralph that Smike was his son and Ralph commits suicide. Squeers is sentences to go to Australia and at the school the boys escape from the building.
Nicholas becomes a partner in the Cheerybles firm and marries Madeline.
Alunos do 10.º B

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