O Génio da Garrafa - A Química fascinante do dia-a-dia...



A Química é, por vezes (pelos menos por muitos alunos), considerada aborrecida, difícil e, até, sem qualquer utilidade. Além disso, a sua imagem é, também para muita boa gente, pouco abonatória - basta pensar na conotação negativa dos “químicos” que se utilizam para os mais variados fins, mesmo que seja para salvar vidas.
Neste livro, Joe Schwarcz, recorrendo a exemplos simples do dia-a-dia - no domínio da saúde, da alimentação, da energia ou até da publicidade - mostra que a Química pode ser tudo menos aborrecida. Explica a ciência que está subjacente aos fenómenos em causa, fazendo, em muitos casos, a contextualização e a evolução histórica dos conceitos.
Em particular, desmistifica alguns fenómenos que, pela sua espetacularidade, parecem mágicos e dignos de génio, destacando o papel esclarecedor da Química na sua compreensão. De facto, e citando o autor, só existe magia quando não há uma explicação; quando tal acontece, a magia transforma-se em Ciência.
O autor dedica, ainda, algum espaço ao combate à charlatanice da pseudociência, ou seja, da falsa ciência obscura que é utilizada para vender banha da cobra: pulseiras e ímanes milagrosos, filtros de ar e de água ou até os suplementos dietéticos, explorando a ingenuidade e a ignorância das pessoas, que vão no conto do vigário por falta de conhecimentos básicos de Ciência.
Como refere o autor no prefácio do livro:
a minha esperança reside em que, ao oferecer explicações para uma variedade de fenómenos comuns, possa ajudar o leitor a desenvolver um entendimento sobre o modo como funciona o método científico e ao, mesmo tempo, construir alicerces sólidos para o pensamento crítico.
De facto, só com informação científica credível é possível combater a ciência fraudulenta que explora as fragilidades das pessoas.

O Génio da Garrafa - A Química fascinante do dia-a-dia, por Joe Schwarcz, Gradiva



Manuel Salgueiro | Professor de Físico-Química


Fernando Pessoa - Sempre...

Ilustrámos a Língua Portuguesa com um dos grandes poetas - Fernando Pessoa e os seus heterónimos. Destacámos as suas principais características: os elementos da Natureza que Alberto Caeiro admira e adora; a ciência e conhecimento que  rodeiam Ricardo Reis e a máquina, o movimento, a industrialização pelas quais  Álvaro de Campos tinha grande admiração.

Cláudia Teixeira - Diana Mota 12.º B

 Bruno Nunes | 12.º D // Aplicações Informáticas B


 Bianca Ferreira — Felisberto Santos | 12.º D // Aplicações Informáticas B



 Cláudia Teixeira — Diana Mota | 12.º B // Aplicações Informáticas B


Saudade...

A palavra saudade não tem tradução, é exclusiva da Língua Portuguesa. Define-nos como Povo. Na nossa História há, sempre, a despedida e a saudade dos que partem,  primeiro em caravelas, hoje em aviões, em busca do desconhecido, de possíveis e melhores futuros e dos que ficam. Há despedidas, lágrimas, corações partidos… nostalgia, saudades!
Cláudia Teixeira - Diana Mota | 12.º B

Cláudia Teixeira - Diana Mota |  12.º B // Aplicações Informáticas B



 
Adriana Moreira - Pedro Silvestre | 12.º D // Aplicações Informáticas B

Aprender em Português...

Durante o 1.º Período, deste ano letivo, a Escola acolheu, ao abrigo do Projeto AFS - Intercultura, um aluno belga - Nathan Quirynen - de 16 anos de idade, que aqui estudou, integrado na Turma do 11.º C e que esteve hospedado em casa do Presidente da Associação de Estudantes, Alex Ramos. Foi uma vivência enriquecedora para ele e para todos os que com ele conviveram e trabalharam. O jornal escolar, através do Alex Ramos, fez-lhe esta pequena entrevista, que aqui registamos.


 
O Nathan, os colegas do 11.º C, a Diretora de Turma e o Professor de Biologia e Geologia

Porque escolheste Portugal como destino para esta experiência?
Escolhi Portugal pelo clima, por ser mais favorável que o Belga, também pela sua cultura e pelo carácter mais caloroso das pessoas em geral. Para além disso, eu sou muito ligado ao meu padrinho, que é um apaixonado pela cultura portuguesa, o que me deu motivação extra, e o meu irmão já me tinha mostrado algumas obras de Fernando Pessoa, que me interessaram bastante.

Antes de vires, já conhecias a Língua Portuguesa?
 Não, eu não sabia nada da língua à parte de “obrigado”. Eu pretendia aprender a base da língua antes de voltar para a Bélgica, mas infelizmente não tive tempo, pois o meu quotidiano estava ocupado com imensas atividades para além da escola, tais como os acampamentos de escuteiros, viagens de família, capoeira, basket etc.

Quais foram as tuas maiores dificuldades com a língua?
As maiores dificuldades da língua eram, sem dúvida, a pronúncia dos ditongos orais, que me dificultaram bastante a compreensão quando falavam para mim.

Qual é a tua opinião sobre a língua Portuguesa e sobre Portugal?
Eu acho que o Português é uma língua muito bonita como todas as línguas descendentes do latim. É realmente muito parecida à francesa, pelo menos a nível de escrita. Portugal é um país bonito, com grande diversidade natural, cultural e com histórias muito interessantes.

Qual é a palavra preferida em português?
A minha palavra preferida é sem dúvida “obrigado”, porque para além de ser a mais importante, nunca a dizemos o suficiente.

Vais continuar a estudar a língua Portuguesa?
Eu, pessoalmente, gostava de fazer Erasmus no Brasil, a fim de melhorar o meu conhecimento da língua e de conhecer diferentes pessoas e culturas. Se pudesse gostaria de voltar, o mais rapidamente possível, pois a minha estadia em Portugal foi dos melhores momentos da minha vida!!!
 
O Nathan com todos os elementos da Direção da Escola

O Direito à Liberdade de Expressão e Opinião...

Na minha opinião, ser diferente é normal, saudável e importante.
Nem todos têm de gostar das mesmas músicas, roupas, filmes, jogos, …
Se gostássemos todos do mesmo, a vida seria demasiado banal, sem originalidade. Seríamos apenas clones, meras imitações uns dos outros.
Não se deve criticar os outros por verem séries de amor, terror, ou coisas bizarras. Todos podem ter diferentes formas de ver o mundo.
Sei que se viveram tempos difíceis, antes do 25 de abril. As pessoas não podiam dizer o que pensavam, pois corriam o risco de serem presas. Hoje tenho direito a ter e expressar a minha opinião, mesmo que seja a incorreta.
A liberdade de opinião é um direito de todos os homens, mas o respeito pelas opiniões dos outros é um dever de todos.
No mundo atual há muitos incidentes provocados pela divergência de opiniões, políticas, sociais, económicas, culturais, religiosas, … Mas, se quem se expressa tiver respeito pela forma de vida e convicções dos outros, será fácil  coexistir em paz.
Os Portugueses lutaram muito para ter direito à liberdade de expressão, mais um motivo para a usarmos corretamente.
As opiniões dos mais velhos podem por vezes aborrecer-te, mas, na realidade, eles tentam dar uma visão mais realista e madura do mundo, para te ajudarem. O objetivo não é destruir os teus sonhos ou mostrar que têm razão, é apenas ajudar-te.
A liberdade de opinião pode ser usada para criticar construtivamente.
Já muito foi feito, mas continuam a existir pessoas que não podem exprimir a sua opinião, como acontece nos regimes ditatoriais.
Alunos do 9.º A

Os jovens são adultos em aprendizagem. As suas opiniões devem ser escutadas e aceites por todos.
Os jovens ao crescerem vão formando a sua personalidade, definem os seus gostos, encontram os seus ideais, estabelecem os seus objetivos de vida, que nem sempre coincidem com os dos seus pais. A função destes é apoiar os filhos, mostrando-lhes o melhor caminho a seguir, mas dando liberdade suficiente para que eles possam tomar as suas decisões e arcar com as consequências dos seus atos.

Neste processo de aprendizagem, começamos a ficar mais conscientes do que é a vida, pode dar-se o contrário. Percebemos o que é certo e errado e acaba-se a inocência. Com tantas escolhas, os jovens procuram sempre a independência, a liberdade, às vezes de maneiras erradas, mas é assim que aprendemos. Começamos a perceber qual é o nosso papel na sociedade, a aperceber-nos das consequências dos nossos atos e a assumir a respetiva responsabilidade.


Alunos do 9.º G


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