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SAME - Serviço de Apoio e Mediação Escolar


Neste ano letivo, foi criado o gabinete designado SAME (Serviço de Apoio e Mediação Escolar). Integra uma equipa de docentes de várias áreas disciplinares que trabalha em articulação com a Direção da Escola e outras estruturas de orientação educativa, como: Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI); Coordenadoras de Diretores de Turma; Diretores de Turma; Serviço de Psicologia e Orientação (SPO) e Equipa Multidisciplinar de Inovação para o Sucesso (EMIS).

O SAME tem como princípios orientadores da sua atividade: a promoção de uma escola integradora e inclusiva, a mediação de conflitos dentro da comunidade escolar, a prevenção de comportamentos de risco, o combate à indisciplina, a promoção do sucesso académico, pessoal e social e o combate ao absentismo.

Neste gabinete, são acolhidos os alunos a quem foi dada ordem de saída da sala de aula, acompanhados pelos assistentes operacionais ou por estarem a faltar às aulas e se encontrarem na Escola ou, de alguma forma, por terem manifestado um comportamento inadequado fora da sala de aula. Cabe ao elemento da equipa do SAME gerir os conflitos existentes, falando de forma assertiva com o aluno, acalmando-o e chamando-o à razão, no sentido de perceber a sua quota-parte de responsabilidade na situação. O aluno que chega ao SAME preenche a Ficha de Intervenção Comportamental, na qual identifica e/ou descreve a situação que motivou o seu encaminhamento para este gabinete. O Encarregado de educação do aluno é contactado, de imediato, por telefone ou por email, de modo a tomar conhecimento do teor da participação do professor, bem como da assunção ou não da culpa por parte do aluno perante os factos. Deste procedimento, resultam, na prática, o preenchimento de três documentos, a ficha de intervenção comportamental, preenchida pelo aluno, a participação sumária da ocorrência, preenchida pelo professor ou assistente operacional e o processo individual disciplinar do aluno, preenchido pelo elemento do SAME. Enquanto o aluno permanece no gabinete do SAME, estão previstas três situações: o aluno realiza as atividades propostas pelo professor, faz uma autorreflexão ou realiza as atividades propostas pelo elemento da equipa do SAME. Sempre que necessário, deve ser feito, em colaboração com o Diretor de Turma, o encaminhamento dos casos de bullying, de comportamentos de risco, de dificuldades de integração escolar, entre outros, para os diferentes serviços de apoio.

Em caso de reincidência ou mediante a gravidade da ocorrência, tem lugar uma reunião de mediação, na qual estão presentes a Sra. Diretora, o Diretor de Turma, o Professor da disciplina, se manifestar interesse em estar presente, o Encarregado de Educação, o aluno e a Coordenadora do SAME.  


Desta reunião, podem resultar várias situações: o encaminhamento para as diferentes valências existentes na escola, encontrando-se neste momento alguns alunos a usufruir deste apoio, a aplicação de medidas disciplinares corretivas ou sancionatórias previstas no Estatuto do Aluno e no Regulamento Interno da Escola, e, em último lugar, articulação com os vários parceiros da escola a saber, Escola Segura, Centro de Saúde número 1 e Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.

Em jeito de conclusão, do serviço realizado até ao momento, pode referir-se que as ocorrências predominam no sexo masculino e no ensino básico. A comunicação imediata ao Encarregado de Educação surte um efeito positivo no sentido do aluno perceber que existe uma ligação estreita entre a escola e o meio familiar e que ambas as partes se preocupam com o desenvolvimento integral e saudável dos alunos. Este procedimento contribui também para que o aluno se iniba de voltar a ter um comportamento incorreto dentro e fora da sala de aula.

Este serviço tem como função principal o acolhimento dos alunos que manifestam um comportamento impróprio na Escola, mas não restringe a sua área de atuação a essa função. Assim, o gabinete do SAME funciona, desde o início do ano letivo, como um espaço de portas sempre abertas, onde elementos de toda a comunidade escolar se sentem à vontade para partilharem experiências de âmbito profissional e mesmo de aconselhamento na resolução de algumas situações do foro disciplinar.

No mesmo sentido, o SAME está a pôr em prática a atividade “Elogia-te”, com a colocação de mensagens positivas afixadas em vários locais da Escola.

Mensalmente, é disponibilizado um espaço na sala de convívio para os alunos comentarem temas do seu interesse e vai ser disponibilizado um espaço para os alunos, em envelope fechado e anónimo, colocarem problemas que os inquietem e que serão respondidos por uma Psicóloga. Em conclusão, o SAME constitui um serviço novo na escola que está em fase embrionária, mas que está aqui para contribuir para um melhor funcionamento do espaço escolar, que se almeja agradável, inclusivo e feliz.

  

 

O Broas

Comunidade Desafios Educativos



A Psicóloga da Escola, Dra Amélia Moura Santos, neste ano letivo, integrou a Comunidade Desafios Educativos tendo enriquecido com os conhecimentos da sua área e da sua experiência as reuniões semanais de quarta-feira.
Pedimos-lhe o seu testemunho sobre a sua experiência na Comunidade Desafios Educativos. Aqui ficam as suas palavras:
                                                                                                                                                           
Consciente de que em Educação, o professor é um dos fatores extrínsecos basilares na aprendizagem e no desempenho escolar dos alunos, a equipa da Comunidade Desafios Educativos (CDE) procurou, ao longo deste ano letivo, edificar um espaço de reflexão e partilha de boas práticas, catalisador de atividades pedagógicas mais ajustadas à promoção da aprendizagem e ao sucesso educativo nos dias de hoje.
Como psicóloga e único elemento não docente da equipa da Escola, o trabalho desenvolvido possibilitou constatar que a análise reflexiva de experiências e de expetativas entre professores, intra e interdisciplinar, evidencia que a relação professor-professor é igualmente um fator primordial no exercício profissional, com impacto na implementação de práticas educativas mais eficazes e adequadas.
O bem-estar psicológico e a confiança profissional resultantes da partilha de saberes, no ambiente emocionalmente securizante e gratificante alcançado pela equipa, revelaram-se uma das mais-valias do projeto e fator de proteção contra a frustração e o desânimo.
Bem hajam!
                                                                       Amélia Moura Santos | SPO







O Broas

Comunidade Desafios Educativos

Na Escola S/3 S. Pedro existe, desde 2009, uma comunidade de aprendizagem cooperativa e de trabalho colaborativo. Esta comunidade, para além das reuniões e intervenção na Escola, tem marcado presença e dinamizado workshops, nos últimos cinco anos, nas Jornadas Pedagógicas da UTAD, para divulgar métodos de aprendizagem cooperativa e estratégias de avaliação formativa.  
Nestes sete anos de existência a comunidade foi, também, algumas vezes, objeto de estudo de alunos de mestrado ou doutoramento, na área da pedagogia.  Uma investigadora, orientada pelos professores Helena Santos Silva e José Lopes, da UTAD, estudou esta comunidade de aprendizagem e desenvolvimento profissional tendo estado presente, ao longo de três anos, nas suas reuniões mensais e participando em muitas das atividades por ela concretizadas.
Os resultados obtidos permitiram concluir, segundo a investigadora, que o trabalho colaborativo que os professores participantes do estudo realizam na Comunidade Desafios Educativos contribui, favoravelmente, para o seu desenvolvimento profissional e a sua satisfação pessoal e profissional e que, na perspetiva destes e na análise concreta dos resultados escolares dos discentes, teve reflexos positivos nas aprendizagens dos alunos.
De acordo com a investigadora e na opinião dos professores, contribui para fomentar a responsabilidade individual e coletiva assumidas pelos elementos do grupo e a partilha reflexiva e colaborativa facilitam a passagem do trabalho individual ao coletivo e enriquecem-se, a nível profissional, de forma permanente, pelo intercâmbio de conhecimentos, de experiências e a entreajuda. Os resultados mostram que os professores reconhecem a importância da colaboração que ocorre na comunidade.

No presente ano letivo, os alunos de Aplicações Informáticas B, do 12.º ano, orientados pelas professoras Lurdes Lopes e Rosalina Reimão, desenvolveram projetos para fazerem um logótipo para a comunidade. Entre os muitos projetos foi selecionado o que se segue:




Parabéns a todos pelos trabalhos realizados e muito obrigada!

A Comunidade Desafios Educativos

                                                      

Conhece a 2.ª edição d’ O Broas – 2014/2015...

A 2.ª edição do  jornal O Broas já está disponível! Podes encontrá-la em versão impressa - na Biblioteca, na papelaria ou no 3.º piso da Escola - ou em versão online - aqui.  

Desfruta da leitura desta edição d ' O Broas. Podes ainda (re)descobrir as edições anteriores:  aqui



A Coordenação

Fernando Pessoa - Sempre...

Ilustrámos a Língua Portuguesa com um dos grandes poetas - Fernando Pessoa e os seus heterónimos. Destacámos as suas principais características: os elementos da Natureza que Alberto Caeiro admira e adora; a ciência e conhecimento que  rodeiam Ricardo Reis e a máquina, o movimento, a industrialização pelas quais  Álvaro de Campos tinha grande admiração.

Cláudia Teixeira - Diana Mota 12.º B

 Bruno Nunes | 12.º D // Aplicações Informáticas B


 Bianca Ferreira — Felisberto Santos | 12.º D // Aplicações Informáticas B



 Cláudia Teixeira — Diana Mota | 12.º B // Aplicações Informáticas B


Aprender em Português...

Durante o 1.º Período, deste ano letivo, a Escola acolheu, ao abrigo do Projeto AFS - Intercultura, um aluno belga - Nathan Quirynen - de 16 anos de idade, que aqui estudou, integrado na Turma do 11.º C e que esteve hospedado em casa do Presidente da Associação de Estudantes, Alex Ramos. Foi uma vivência enriquecedora para ele e para todos os que com ele conviveram e trabalharam. O jornal escolar, através do Alex Ramos, fez-lhe esta pequena entrevista, que aqui registamos.


 
O Nathan, os colegas do 11.º C, a Diretora de Turma e o Professor de Biologia e Geologia

Porque escolheste Portugal como destino para esta experiência?
Escolhi Portugal pelo clima, por ser mais favorável que o Belga, também pela sua cultura e pelo carácter mais caloroso das pessoas em geral. Para além disso, eu sou muito ligado ao meu padrinho, que é um apaixonado pela cultura portuguesa, o que me deu motivação extra, e o meu irmão já me tinha mostrado algumas obras de Fernando Pessoa, que me interessaram bastante.

Antes de vires, já conhecias a Língua Portuguesa?
 Não, eu não sabia nada da língua à parte de “obrigado”. Eu pretendia aprender a base da língua antes de voltar para a Bélgica, mas infelizmente não tive tempo, pois o meu quotidiano estava ocupado com imensas atividades para além da escola, tais como os acampamentos de escuteiros, viagens de família, capoeira, basket etc.

Quais foram as tuas maiores dificuldades com a língua?
As maiores dificuldades da língua eram, sem dúvida, a pronúncia dos ditongos orais, que me dificultaram bastante a compreensão quando falavam para mim.

Qual é a tua opinião sobre a língua Portuguesa e sobre Portugal?
Eu acho que o Português é uma língua muito bonita como todas as línguas descendentes do latim. É realmente muito parecida à francesa, pelo menos a nível de escrita. Portugal é um país bonito, com grande diversidade natural, cultural e com histórias muito interessantes.

Qual é a palavra preferida em português?
A minha palavra preferida é sem dúvida “obrigado”, porque para além de ser a mais importante, nunca a dizemos o suficiente.

Vais continuar a estudar a língua Portuguesa?
Eu, pessoalmente, gostava de fazer Erasmus no Brasil, a fim de melhorar o meu conhecimento da língua e de conhecer diferentes pessoas e culturas. Se pudesse gostaria de voltar, o mais rapidamente possível, pois a minha estadia em Portugal foi dos melhores momentos da minha vida!!!
 
O Nathan com todos os elementos da Direção da Escola

Conhece a 1.ª edição d’ O Broas – 2014/2015...

Descobre a nova edição do teu jornal escolar, O Broas. Conhece e admira os trabalhos de escrita e de ilustração, que embelezam as suas páginas e, se permitires, a tua vida.






Procura a versão impressa na Biblioteca, na papelaria ou no 3.º piso da Escola. Descobre a versão digital: aqui


A Coordenação

Oficina de Formação...O Professor faz a Diferença...

A Comunidade de Aprendizagem e Desenvolvimento Profissional - O Professor faz a Diferença, no presente ano letivo, elaborou e apresentou uma proposta para formação de docentes ao Centro de Formação de Associação de Escolas do concelho de Vila Real (CFAE), que foi aprovada e acreditada para três anos.

Está a ser concretizado o primeiro ano de formação, tendo-se inscrito dezasseis docentes, quinze da Escola S/3 S. Pedro e uma docente do Colégio Salesiano de Poiares. Os professores em formação são provenientes de todos os departamentos existentes na Escola.

A metodologia que está a ser seguida é de investigação/ação e os temas que estão em estudo são: apoios educativos; coadjuvação; mapa de conceitos; métodos de aprendizagem; pensamento crítico; o diretor de turma e tutoria entre pares.

Este projeto vai continuar, havendo pessoas interessadas, nos próximos anos letivos. Vai ser divulgado noutras escolas para que mais docentes possam frequentar a formação e conhecer ou aprofundar conhecimentos sobre as comunidades de aprendizagem.  Assim, o seu contributo na promoção do sucesso profissional de professores e do sucesso escolar dos alunos, de certeza, será enriquecido!


Teresa Morais




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