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Já espreitaste os blogues do 12.º E?!

Os alunos da turma E do 12 Ano criaram, em grupo, blogues no contexto das aprendizagens da disciplina de Aplicações Informáticas B. Neste espaço, disponibilizam-se os links dos seus blogues e as suas breves reflexões  sobre a utilização pedagógica desta ferramenta de comunicação.





 https://padlet.com/aplica_inf/v77o2fpl5kp7



Eis, as suas opiniões:




Conheces os Blogues do 12.º B?

Os alunos da turma B do 12 Ano criaram, em grupo, blogues no contexto das aprendizagens da disciplina de Aplicações Informáticas B. Neste espaço, disponibilizam-se os links dos seus blogues e as suas breves reflexões  sobre a utilização pedagógica desta ferramenta de comunicação.










Sabias que o 12.º A criou blogues?!

Os alunos da turma A do 12 Ano criaram, em grupo, blogues no contexto das aprendizagens da disciplina de Aplicações Informáticas B. Neste espaço, disponibilizam-se os links dos seus blogues e as suas breves reflexões  sobre a utilização pedagógica desta ferramenta de comunicação.


Eis, as suas opiniões:




O Broas

Imagem - 7.ª Exposição de Aplicações Informáticas B


Sabes o que aconteceria se se juntassem caraterísticas faciais de escritores?  

Vem descobrir o resultado desta e de outras "alquimias" ensaiadas pelos alunos  de Aplicações Informáticas B, do 12.º ano.



Clica aqui



Fotos de: Ana Rita, Bárbara, Inês, Júlio, Miguel e Nélson (12.º A) | Constantino e Mariana (12.º B) | João F., João P. Maria e Maria Inês (12.º E)


Visita a exposição na Passerelle da nossa Escola! Vais gostar!


Redes Sociais - Combate à Discriminação...



Deputados, professores e repórteres de Vila Real (mais o Senhor Guarda) na hora da despedida

Dois dias intensos, na Assembleia da República, começaram com uma viagem algo atribulada por causa do nó de Soutulho. Se não sabe onde é, não se preocupe, nós também não sabíamos e penámos para o saber. Afinal, tem que se sair do IP3, em Vila Chã de Sá, para o encontrar. Fica o aviso. A chuva, em alguns momentos, torrencial, acompanhou a nossa viagem rumo a Lisboa.
Esquecido o percalço, chegámos à AR e, após a creditação, os deputados de Vila Real foram inseridos na 3.ª comissão que integrava deputados de 7 círculos eleitorais e foi presidida por Miguel Tiago, deputado do PCP, ajudado por Pedro Alves, deputado do PS e assessorado por Margarida Rodrigues.
Começaram os trabalhos: cada distrito apresentou o seu projeto de recomendação, seguindo-se o debate. Ouviram-se ideias e argumentos interessantes. Houve algumas intervenções mais incisivas e surpreendentes como a do deputado de Braga que, agastado com as críticas sobre os encargos financeiros de uma das suas medidas, redarguiu assim: Disseram-me para apresentar medidas, não para calcular custos. Um deputado de Setúbal não concordando com a intervenção de um deputado de Castelo Branco que afirmou que pouco se sabia sobre o que era a discriminação, contrariou-o com estas palavras: Se o seu Círculo não sabe o que é a discriminação, penso que não deveria estar aqui. Ainda o mesmo deputado, mais à frente, dirigiu-se à Mesa afirmando: Quando o deputado de Castelo Branco estava a intervir o tempo não foi contabilizado. É discriminação!
Os projetos eram muito idênticos estando uns mais explícitos, mais claros e outros mais difíceis de entender. Após muitas palavras ditas, muitos pedidos de esclarecimento, procedeu-se à votação do projeto final. Todos os deputados tinham que votar pelo menos num projeto, sendo o projeto de recomendação de Setúbal o grande vencedor. 
Enquanto decorriam os trabalhos das comissões ocorreu uma visita guiada aos principais espaços da AR para os professores e outra para os jornalistas. Aprendi a história do edifício designado por Palácio de S. Bento, desde  as suas origens como mosteiro até à atualidade. Reparei que há muitas figuras femininas, mas não representam nenhuma mulher em concreto, representam ideias, conceitos: república; justiça; lei; eloquência… já os homens representados são pessoas concretas: políticos; grandes oradores; reis; legisladores… Na Sala dos Passos Perdidos foi-nos explicado o porquê desta designação: durante o Estado Novo era muito difícil conseguir falar com os deputados. Por vezes, as pessoas passavam horas naquela sala, à espera, andando de um lado para o outro (passos perdidos) e acabavam por ir embora sem terem falado com quem pretendiam. Eram passos e tempo perdidos!

Na figura que representa o Padre António Vieira, o Imperador da Língua Portuguesa, segundo Fernando Pessoa, há um pormenor interessante: um pé não foi pintado. A explicação está no facto do pintor, Columbano Bordalo Pinheiro, ter acordado determinadas condições de trabalho e remuneração que não foram cumpridas. Para se vingar e lembrar a todos a injustiça não pintou o pé, mas em contrapartida, desenhou o seu fantasma num outro fresco, na mesma sala. Nas fotografias que tirei estive atento a tudo, mas em particular aos pequenos pormenores, como os jogos geométricos do soalho, a madeira esculpida das portas, armários, cadeiras… os desenhos dos candeeiros, as flores dos canteiros do claustro, o ninho de um passarinho num arbusto do mesmo claustro… tanta coisa bonita para ver.
O lanche, devido à chuva, teve que ser no interior o que não impediu que fosse muito agradável. O programa cultural foi assegurado pela atuação do Grupo Coral Kyrios constituído por jovens de diferentes faixas etárias. Cantaram lindas canções, a que mais agradou e todos pediram bis foi Allelujah de Leonard Cohen. É magnífica e foi muito bem interpretada.
O jantar, como a chuva deu tréguas, já decorreu no claustro. Foi animado e a comida era excelente e abundante. As sobremesas eram divinas. Os autocarros levaram-nos para o Inatel de Oeiras, mesmo à beira-mar, onde pernoitámos e descansámos de um dia cansativo e repleto de emoções e coisas novas.

Na manhã de terça-feira, decorreu o Plenário, na Sala do Senado. O discurso inaugural, por impedimento da Senhora Presidente da AR, esteve a cargo do vice-presidente, Dr. Guilherme Silva. Seguiu-se a sessão de perguntas e respostas aos deputados de todos os partidos com assento na AR. Houve perguntas e respostas muito interessantes, como esta: Como se separa os interesses dos partidos dos interesses do país? Resposta: O partidarismo é, na realidade, um dos grandes males da democracia, mas há outros interesses, menos evidentes, mas mais nefastos, os da banca, da Troika… afirmou o deputado Miguel Tiago do PCP que acrescentou, mais à frente: A Democracia aqui dentro sem a Democracia lá fora não tem eficácia. A Mesa presidida por Guilherme Vilhais exerceu muito bem as suas funções. O Projeto de recomendação final ficou com nove medidas. Os trabalhos foram encerrados com o discurso do Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, Dr. Ribeiro e Castro.


Na Conferência de Imprensa a cargo do Dr. Ribeiro e Castro, foram muitos os jornalistas e as perguntas. Aproveitámos um bocadinho de tempo livre para entrevistar a Dra. Julieta Sampaio, criadora deste projeto. Perguntei-lhe: como surgiu a ideia de criar o Parlamento dos Jovens e qual o balanço que faz deste projeto.
Eis as respostas: a ideia surgiu da necessidade que senti, enquanto professora de Matemática, de contribuir para a formação cívica dos alunos, a par da formação curricular. O projeto nasceu em 1995 e chamava-se Escola e Assembleia. Mais tarde, em 2005, fundiu-se com o projeto Hemiciclo do IPJ. O balanço não poderia ser mais positivo. Já encontrei alunos que participaram no projeto a exercerem cargos políticos em juntas de freguesia e câmaras municipais. É muito gratificante.
A Dra. Julieta Sampaio e eu

As nossas deputadas, Erica Amaral e Inês Monteiro, resumiram esta experiência extraordinária afirmando: foram dias muito intensos e agradáveis. É bom conhecer outras pessoas e outras perspetivas do mesmo tema. O mais interessante é a sessão de perguntas aos deputados. Pensamos que já sabemos alguma coisa sobre o funcionamento da nossa democracia.
Segundo a Professora que nos acompanhou, veterana com quatro presenças na Sessão Nacional: para que tudo fosse perfeito, apesar do nó de Soutulho e da chuva, faltou estarem em flor os milhares de jacarandás de Lisboa. Parece que ela gosta muito de árvores. Eu que balanço faço destes dias memoráveis? Adorei, para o ano quero participar como deputado!

                                                                                                           João Caramelo Soares - 7.º A

Redes Sociais - Combate à Discriminação

A participação da Escola S/3 S. Pedro no Parlamento dos Jovens - Ensino Básico é já uma tradição com alguns anos. Este ano houve algumas novidades - a Mesa foi constituída, pela primeira vez, por alunos - a Dra. Julieta Sampaio, criadora deste projeto, esteve presente e os trabalhos foram coordenados pela Dra. Deolinda Abreu, responsável pelo projeto na DREN.
Estiveram presentes oito escolas do distrito; da Escola EB2,3/S Miguel Torga de Sabrosa embora inscrita, não compareceu ninguém. A primeira mesa foi constituída pelo Engenheiro Rui Santos, deputado do PS à Assembleia da República, natural de Vila Real e que estudou nesta Escola, onde o seu pai foi professor, a Dra. Dolores Monteiro, vereadora da Educação e Cultura da Câmara Municipal de Vila Real, Dr. Vítor Prada Pereira, Diretor Regional do Norte do Instituto Português da Juventude, Dra. Cecília Barata, Representante da Assembleia da República e Dra. Isabel Cruz, Diretora-adjunta da DREN.
Encerrados os discursos de abertura, iniciou-se a sessão de perguntas ao deputado, Engenheiro Rui Santos. A nossa Escola foi a primeira a intervir. A Cristiana Fernandes, do 8.º F, que participou pela primeira vez neste projeto, formulou de modo claro e seguro a questão:
Na nossa democracia, o poder legislativo compete à Assembleia da República, mas o Governo, que tem o poder executivo, também pode fazer leis. Exmo Senhor Deputado, gostaríamos que nos esclarecesse sobre a diferença entre as leis que são iniciativa da Assembleia da República e as leis que são iniciativa do Governo.
A Dra. Julieta Sampaio  virou-se para trás e mostrou o seu agrado em relação à nossa pergunta, pronunciando um muito bem. Seguiram-se as intervenções das outras escolas, umas mais interessantes que outras, versando as questões sobre temas diferentes, como: o abandono do interior do país - a disciplina de voto - implicações da crise atual na discriminação - exceções na austeridade… foram quatro rondas de questões ao Senhor Deputado Rui Santos. Nas respostas sobressaíram e retivemos algumas afirmações:
- Austeridade sobre austeridade não é bom caminho;
- Desde o 25 de abril de 1974 que há défice que se acumulou todos os anos;
- Há três áreas nas quais não se pode desinvestir - Educação - Saúde - Segurança Social;
- Confunde-se racionalização com encerramento de serviços, como os centros de saúde.
A apresentação dos projetos de recomendação de cada escola foi o momento que se seguiu. É a ordem alfabética que determina a apresentação, assim sendo, a nossa Escola foi a última. As medidas propostas eram muito idênticas, só a Escola EB2,3 Monsenhor Jerónimo do Amaral de Vila Real decidiu seguir outra via, enveredou pela discriminação das pessoas deficientes.
O debate na generalidade durou pouco. Nós fizemos uma observação ao Projeto de Recomendação da Escola S/3 Camilo Castelo Branco, porque as suas medidas estão muito longas, devido a terem acrescentado a justificação. Eles não aceitaram a nossa crítica, mas nós tínhamos razão.
Seguiu-se a votação para escolher o projeto que ia representar o distrito na Sessão Nacional que vai decorrer nos dias 7 e 8 de Maio, na Assembleia da República, em Lisboa. Ganhou o nosso projeto com 12 votos. Foi bom ver o nosso trabalho reconhecido.
Após a pausa para almoço, iniciou-se o debate na especialidade. A terceira medida do nosso projeto foi eliminada. Na primeira medida mudou-se a proposta de debate para campanha. Foi lindo, magistral, ouvir e ver o nosso deputado, João Caramelo, explicar a toda a gente a diferença entre um debate e uma campanha. Foi aditada ao projeto a segunda medida da Escola S/3 Fernão de Magalhães, de Chaves. Este facto fortaleceu a empatia que tinha surgido, ao almoço, entre os deputados da nossa Escola e esta Escola de Chaves, aliás a única desta cidade que concorreu. O nosso deputado, João Caramelo, gastou muitas energias e tempo a defender o projeto de todas as observações e críticas que lhe foram feitas. Foi duro, foi preciso resistência.
 O momento de maior nervosismo e tensão é, sem dúvida, a votação para escolher as escolas que vão representar o distrito na Sessão Nacional. Todas querem ir, mas só duas serão eleitas e poderão concretizar essa vontade. Há negociações, promessas, acordos…
O apuramento dos votos demora, vai-se enganando a ansiedade com o enorme chocolate que a nossa professora levou. Por fim o veredito: as escolas que vão à Sessão Nacional são a Escola S/3 Camilo Castelo Branco e… a nossa. Ambas tiveram dez votos. A alegria pela vitória foi muita. Para a Erica Amaral do 9.º C e a Inês Monteiro do 9.º A é a segunda vez que vão a Lisboa. Para o João Caramelo do 7.º B é uma estreia. É o terceiro ano seguido que a nossa Escola é eleita para a Sessão Nacional.
Gostávamos que os deputados da Escola S/3 Fernão de Magalhães também fossem, entendemo-nos muito bem com eles, mas a democracia é assim, quem decide são os votos.
Faltava a última fase deste dia - a eleição do porta-voz do nosso distrito à Sessão Nacional. O deputado João Caramelo, entusiasmadíssimo, foi o primeiro a candidatar-se. Os dois deputados da Escola S/3 Camilo Castelo Branco também apresentaram a sua candidatura. O nosso deputado teve que retirar a candidatura porque ele foi, na Sessão Escolar, o terceiro deputado, ou seja, ele vai a Lisboa na função de repórter e não de deputado. Ficou descoroçoado. A Senhora Presidente da Mesa, Patrícia Barreira, aluna da Escola EB2,3 Júlio do Carvalhal de Valpaços encerrou os trabalhos desta Sessão Distrital.
O lanche estava um pouco atrasado, o que permitiu o convívio entre todos os participantes, tiraram-se fotografias, trocaram-se números de telemóvel e e-mails. Estando o lanche pronto, fomos todos recuperar forças e energias com as deliciosas sandes, bôla de carne, bolinhos, sumos e refrigerantes.
No balanço final desta Sessão Distrital é necessário focar, de igual modo, o que correu menos bem. Este ano houve muito menos escolas a participar. No ano passado eram dezassete, este ano apenas oito. Isto entristeceu-nos. É mais animado e interessante quando há mais escolas. O nosso distrito vai ser dos que têm menos representantes na Sessão Nacional.
Na maioria, todos agiram com civismo e educação, mas alguns deputados, poucos, felizmente, não estiveram à altura das suas funções:
- Dois deputados saltaram por cima da cadeira para saírem ou regressarem ao seu lugar. Foram chamados à atenção.
- Houve deputados que se dirigiam à Mesa sem terem pedido autorização. A Presidente ordenou-lhes que regressassem aos seus lugares.
- Outros entraram em diálogo direto, o que não é permitido. Foram admoestados pela eficiente e atenta Presidente da Mesa.
- Houve alunos que resolveram brincar com a eleição do porta-voz.
- Ocorreram algumas situações em que alguns não respeitavam quem estava a falar e conversavam ao mesmo tempo. Foi-lhes ordenado que respeitassem os outros. A democracia não é fácil!
Uma palavra de reconhecimento para o nosso deputado suplente, Francisco Ventura, que com a sua boa disposição e generosidade contribuiu para o bom desempenho e sucesso da nossa participação nesta Sessão Distrital. Eu, pela primeira vez na minha vida, exerci a função de repórter. Gostei e aqui fica o meu trabalho.
 Luís Reboredo - 9.º C

Redes Sociais - Combate à Discriminação...

Está a decorrer a primeira fase do Parlamento dos Jovens do ensino básico. No presente ano formaram-se oito listas, envolvendo oitenta alunos dos 7.º - 8.º e 9.º anos. Sobre o tema - Redes Sociais - Combate à Discriminação surgiram propostas interessantes e audazes. Recolhemos imagens e mensagens de alguns dos cartazes elaborados para a campanha eleitoral. São uma fonte de inspiração!
Na sessão escolar todos mostraram estar bem preparados para o debate e revelaram grande maturidade cívica. Parabéns a todos!
Os deputados eleitos para a Sessão distrital do Círculo Eleitoral de Vila Real foram:
 - Erica Miranda Amaral
- Inês Sofia Lima Monteiro
- João José Fernandes Ala Caramelo Soares
- Cristiana Carvalho Fernandes
- Francisco Luís Pinto Ventura.
O repórter à Sessão distrital será o Luís Miguel Linares Reboredo.


Ler é Bom e Faz Bem...

A Literatura e a arte são sempre reflexo da sociedade que as produz, mesmo quando nos parecem completamente   absurdas. As ideias não nascem do ar, nascem das vivências que cada um vai guardando.
As redes sociais fazem parte da realidade diária de milhões e milhões de pessoas, lógico seria que também aparecessem nos livros que se vão escrevendo, e elas aí estão. Para além dos muitos livros técnicos sobre as redes sociais e as suas potencialidades para expandir negócios, começam a surgir romances que também as referem e, nos quais, por vezes, desempenham um papel de relevo.
 
A história contada no livro Milionários Acidentais  de Bem Mezrich é já, sobejamente, conhecida, devido ao filme que adaptou o livro.  É a criação da maior rede social do mundo, o Facebook e dos seus criadores, Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin que de amigos passaram a inimigos. Um filme é bom, um livro é melhor ainda. A literatura permite vias de exploração e leitura a que o cinema, devido à sua natureza, não pode recorrer.
O outro livro que aqui referimos - Liberdade de Jonathan Franzen é um grande best-seller com mais de um milhão de exemplares vendidos. Recebeu elogios generosos de personalidades, jornais e revistas. O The Guardian declara que é “Um trabalho extraordinário. Não há equivalente na ficção contemporânea” e considera Jonathan Franzen “O autor do século”. O Presidente dos EUA, Barak Obama, leu-o antes da sua publicação e classificou-o como fantástico. É um livro para os mais crescidos, sem piedade, dá um retrato de uma geração cibernética, cá estão as redes sociais, individualista e globalizada.
A imagem da capa é, no mínimo, uma ironia contraditória com o título, liberdade e vedações não ligam muito bem.
Os protagonistas são pessoas muito informadas, um advogado ambientalista e a sua esposa, defensores da alimentação biológica, preocupados com as questões do ambiente e a superpopulação, usam os transportes públicos, andam de bicicleta, têm o sonho utópico de construir um mundo melhor, na perspectiva deles.
Há mais, muito mais, nem sempre os grandes ideais correspondem aos actos praticados. Todo o ser humano tem, em si, grandes contradições.

Inovar nas Práticas Pedagógicas

A quem ensina é necessário ter a mente aberta e disponibilidade para olhar sem reservas ou preconceitos para tudo o que é inovador. Tudo deve ser perspectivado como possível estratégia ou ferramenta para o ensino. Ponderada a aplicabilidade compete, a cada um, tomar a decisão. Alguns depoimentos da vanguarda da utilização das redes sociais no ensino. Leia e decida. 
Testemunhos:

Ensinar com as Redes Sociais - Professora Paula Ferreira

Paula Ferreira
Professora de Educação Física
Orientadora de estágio de Educação Física em protocolo com a UTAD
 Há mais de dois anos que estou registada no Facebook. Tomei esta decisão para ocupar tempo livre e estar em contacto com amigos e familiares.
Mais tarde, descobri a vertente do trabalho. Pelo Facebook, comunico com colegas de outras faculdades, trocamos experiências e materiais didácticos. Para os meus formandos, como não existe um manual, utilizo esta via para disponibilizar textos de apoio e apontamentos - unidades didácticas - planos de aula - projectos de actividades - relatórios - balanço de aulas assistidas - testes. Todos estes materiais circulam por este meio.
Utilizo-o para contactar com a UTAD e, em particular, com a Coordenadora dos estágios pedagógicos.
Devo esclarecer que este não é o único meio de comunicação a que recorro. Uso muito o email. O problema é que no email não se pode mandar muita informação junta, pois “entope”, as redes sociais não têm este problema. Para mim, o Facebook é, sobretudo, um “telefone a custo zero”.
Pode ser usado como instrumento didáctico-pedagógico, podemos conhecer melhor os nosso alunos lendo e analisando os textos e imagens que eles colocam na rede. Podemos saber os seus horários, muitas vezes, passa da meia-noite, semana de aulas, e eles estão acordados, despertos, no Facebook. É preocupante, é impossível que no dia seguinte estejam concentrados nas actividades lectivas.  Muitas vezes, mando-os ir dormir. Os pais deviam estar atentos aos computadores e telemóveis nos quartos dos meninos.
Outro facto que constato e me preocupa são os perfis com demasiada exposição, por vezes revelando aquilo que deve ficar na esfera da privacidade.
Devia esclarecer-se e debater-se o tema redes sociais com alunos e encarregados de educação. Talvez seja mais uma missão para a escola desenvolver.
Gosto de tudo o que as redes sociais têm de bom, mas tenho consciência de que, para os jovens desprevenidos e desinformados, escondem muitos perigos.
Vale a pena pensar nisto!

Ensinar com as Redes Sociais - Professora Lídia Branco


Maria Lídia Branco
Professora de EMRC

Inscrevi-me no Facebook tentada pelo convite de uma amiga. No início não percebia nada de redes sociais, fui descobrindo e gostando.
Têm muitas potencialidades para explorar e usufruir  - posso falar com os meus amigos de um modo mais barato do que se usasse o telemóvel - nas fotografias que me enviam, vejo os meus sobrinhos, de Lisboa, crescer -  descubro e ouço músicas de que gosto.
Desde o início que uso o Facebook para trabalhar. Permite-me comunicar com os meus colegas de grupo na licenciatura que estou a finalizar, Psicologia. Evita que sejamos obrigados a sair de casa e a reunirmo-nos todos num mesmo espaço. Podemos estar, em lugares dispersos e distantes e comunicar de modo eficaz.  É mais confortável.
Na minha actividade lectiva, é, também, através do Facebook, que participo em fóruns e acções de formação promovidas pelo Secretariado Nacional de Educação Cristã. Existe um coordenador que esclarece  as dúvidas que tenho pela rede social. É mais rápido que utilizar o email, pois se a ele recorrer tenho que ficar à espera que ele o veja. Pode demorar muitas horas, dias até. No Facebook tenho a dúvida esclarecida em directo, sem demoras. É prático e funcional.
Faço parte de um grupo pertencente ao Secretariado Diocesano da Juventude, organismo que promove actividades para jovens. Tenho informação sobre as suas iniciativas recorrendo, mais uma vez, à rede social.
A Paróquia a que pertenço e onde dou catequese, esporadicamente, disponibiliza as leituras e materiais para exploração, por esta via. Grande parte das minhas actividades profissionais e de voluntariado passam pela utilização desta ferramenta informática.
Posso contactar alunos pelo Facebook mas não para trabalhar, estou atenta ao que transmitem e isso  ajuda-me a conhecê-los melhor.
Para os jogos que as redes sociais disponibilizam, não tenho tempo.
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