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21 de março | Dia Internacional da Luta Contra a Discriminação Racial

21 de março | Dia Internacional da Luta Contra a Discriminação Racial




A celebração da data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória ao Massacre de Sharperville, em 21 de março de 1960.
A mensagem do Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial é de igualdade e de combate à discriminação racial. Neste dia a ONU reafirma e renova o seu objetivo de ajudar a construir um mundo mais justo e igualitário.


O Broas

Ninguém será submetido... a tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes

A sensibilização para o RESPEITO dos DIREITOS deve ser contínua e estar presente no percurso escolar de todos os alunos.

Os alunos do 7.º ano, em Cidadania e Desenvolvimento, trabalharam o domínio Direitos Humanos. Em articulação com a disciplina de TIC e com a Biblioteca Escolar, analisaram e conheceram a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Os conhecimentos adquiridos foram a base para a elaboração, em grupo, de trabalhos criativos e apelativos.

A mensagem que transmitem é a do RESPEITO dos DIREITOS por TODOS.

 







O Broas

Tenho Direito a Não Ser Discriminado

Astrid Silva | 9.º F

Sou o único rapaz numa família que tem cinco raparigas (duas minhas irmãs e três primas) mais ou menos da minha idade. Quando éramos pequenos não me deixavam brincar com elas, sentia-me sempre muito sozinho e triste.

A minha Mãe sempre me obrigou a arrumar o meu quarto, mas ao meu irmão que é mais velho não obrigava e era ela que o limpava e arrumava. Soube sempre que era uma grande injustiça! Ainda hoje falo nisso.

Quando tinha cinco ou seis anos quis ter uma Hello Kitty (gosto muito de gatos), mas o meu Pai zangou-se e disse que “isso” era para as meninas e eu tinha que brincar com carros, andar de bicicleta e jogar à bola.

Sempre fui uma Maria-rapaz, gostava de futebol, de carros e de tudo o que era “pertença” dos rapazes. Ver, da janela, o meu irmão a jogar à bola com os amigos, na rua, sem que eu pudesse participar, gerava em mim uma revolta muito grande.

Num Natal, fomos às compras ao shopping, eu vi uma camisola muito bonita, cor-de-rosa e com flores pequeninas e gostei muito dela. Queria que ma comprassem e apesar de ter passado a tarde inteira a insistir, negaram sempre a minha vontade.
Nunca entendi porque é que as flores e as pintinhas são para as meninas e os rapazes só podem ter riscas e quadrados. Não é justo!
                                                                                                                                                                  
 O meu irmão escolheu os desportos que quis praticar: esgrima e equitação. Eu quis seguir os mesmos desportos, mas os meus pais disseram-me que não eram adequados para as raparigas e devia escolher desportos mais femininos, como, por exemplo, ballet ou ténis. Fiquei furiosa e senti-me discriminada.

Quando eu e a minha irmã discutimos, os meus pais defendem-na sempre a ela por ser menina, mas a verdade é que ela é que começa as discussões e quando os meus pais estão a passar-me os “sermões habituais”, ela, às escondidas, faz troça de mim. É muito má!


Alunos do 8.º A e do 8.º B




O Broas
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