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Comunidade Desafios Educativos


A Comunidade de aprendizagem Profissional Comunidade Desafios Educativos em atividade na Escola Secundária São Pedro desde 2009 teve, desde a sua fundação, o objetivo de contribuir para o desenvolvimento profissional dos professores que a integram numa lógica de investigação/ação de modo a potenciar a qualidade do ensino. A identificação dos problemas, a partilha, a procura em conjunto das melhores soluções traduz-se num trabalho colaborativo que visa, em última análise, melhorar os resultados dos alunos, estando os seus membros sempre predispostos a examinar as suas práticas de forma crítica e sistemática.

Integrados numa Comunidade de Aprendizagem Profissional, os professores colaboram identificando problemas profissionais da sua prática e, em conjunto, procuram alternativas de atuação pedagógica que permitem a resolução dos seus problemas. Em conjunto, discutem as vantagens e obstáculos na aplicação destes métodos. A metodologia da investigação/ação utilizada nestas horas de formação permitiu dinâmicas colaborativas e contextualizadas e a reconstrução dos saberes profissionais. 

Os benefícios da partilha e aprendizagem conjuntas foram notórios na situação de confinamento provocada pela Covid-19 e na necessidade de, de um momento para o outro, os professores terem de adaptar estratégias de ensino e aprendizagem, métodos, instrumentos e formas de avaliação à nova realidade de ensino a distância. 

A migração para formas online de trabalho colaborativo foi rapidamente interiorizada pelos elementos que compõem a comunidade e não constituiu obstáculo ao desenvolvimento de um trabalho de qualidade.

A avaliação do trabalho desenvolvido é muito positiva. A partilha de êxitos e fracassos, a discussão enriquecedora, a crítica interpares e a interajuda produzem benefícios emocionais não despiciendos. A investigação sobre o que de melhor se vai fazendo nas outras escolas e a leitura de textos e artigos de referência sobre temas relativos à educação enriquecem o nosso saber profissional e constituem o fundamento das nossas práticas.


Teresa Morais | Fundadora e Coordenadora da CDE

 


O Broas

Movimento Código Portugal #3

Os alunos da Escola S/3 S. Pedro participaram na 3.ª edição do Movimento Código Portugal, iniciativa que decorreu entre 3 e 7 de dezembro

Num total de 824 escolas participantes, a nossa Escola alcançou os seguintes resultados:

5.ª posição nas escolas do secundário com 1418 desafios resolvidos

# 13.ª posição nas escolas do 3.º Ciclo com 1166 desafios resolvidos


17.ª posição nas escolas com mais problemas resolvidos - 2584 desafios 


Na plataforma FCT NOVA CodingFest, os alunos construírem pequenos programas de computador, através da combinação de blocos gráficos de código numa sequência de problemas simples
Movimento Código Portugal é uma campanha de mobilização nacional para a literacia digital e a computação, que pretende estimular o desenvolvimento das competências associadas ao pensamento computacional, que se configura como uma nova forma de literacia para o século XXI.É promovido pelo Governo, através das áreas da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Educação, Economia, Trabalho, Solidariedade e Segurança, a Ciência Viva,Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa.

Parabéns a todos os participantes!

O Broas

Vamos participar pela nossa Escola!


O Movimento Código Portugal (https://codemove.pt/ )é uma campanha de mobilização nacional que pretende estimular o desenvolvimento das competências associadas ao pensamento computacional, que se configura como uma nova forma de literacia para o século XXI. Além disso, coloca os alunos em situações de aprendizagem desafiantes, permitindo-lhes, entre outros, participar em atividades que promovam a cooperação e a resolução de problemas.

Todos podem participar entre 3 e 7 de dezembro, bastando clicar no link:


Contamos contigo! E não te esqueças de colocar... Escola S/3 S. Pedro!


O Broas

Igualdade de Género


A Igualdade de Género é assunto de extrema importância, debatido a nível global, afeta todos os países do Mundo, tema de debates, colóquios, agendas nacionais e internacionais. A definição de igualdade no dicionário espelha o objetivo de todas as reflexões elaboradas acerca do tema: “o princípio de organização social segundo o qual todos os indivíduos devem ter os mesmos direitos, deveres, privilégios e oportunidades.”. Contudo, desde os primórdios da Humanidade, que as desigualdades com base no género ocorrem, afetando sobretudo as mulheres: consideradas inferiores, menos capazes, fracas.

Focando-nos na discriminação da mulher, tanto a nível social como em termos de direitos políticos, encontramos relatos aterradores e muito claros ao longo do percurso da História. Nas civilizações clássicas, dadas como exemplos supremos de cultura, descobrimos a democracia ateniense, que não considerava as mulheres cidadãs. Elas tinham uma posição de inferioridade social em relação aos homens, dedicavam-se às tarefas domésticas, ao cuidado dos maridos e à criação dos filhos. As mulheres eram obrigadas a ser subservientes aos seus cônjuges e a prestar-lhes total fidelidade. Eram proibidas de conviver com indivíduos do sexo oposto, excetuando os seus parentes, após o casamento.

Na Idade Média, a situação das mulheres não era melhor. Poucas sabiam ler ou escrever, no entanto, todas sabiam cozinhar, costurar e cuidar da casa. As mulheres do povo trabalhavam na agricultura, tecelagem e contribuíam para subsistência da família.

Na Idade Moderna, com o capitalismo, a mulher começa a ter pequenas conquistas: desempenhava um papel crucial na economia familiar, auxiliando o marido nos negócios e empregando-se no serviço doméstico e nas oficinas têxteis. As mulheres pertencentes à aristocracia obtiveram igualmente direitos: administravam a casa e conquistaram o “direito” de discutir com os seus maridos assuntos como a filosofia e a literatura. Contudo, há retrocessos: registou-se um aumento do número de prostitutas, devido ao alastrar da pobreza.

Na Idade Contemporânea, foram conquistados os maiores direitos para a mulher. Em 1893, a Nova Zelândia foi o primeiro país do Mundo a dar o direito de voto às mulheres, graças ao movimento liderado por Kate Sheppard.

Em 1945, a igualdade de direitos entre homens e mulheres é reconhecida na Carta das Nações Unidas. A pílula contracetiva, que surgiu no início da década de 60, do século XX, originou a revolução dos hábitos sexuais e permitiu à mulher gerir a sua vida sexual e controlar o número de filhos. Devido à 1.ª Guerra Mundial, a mulher começou a trabalhar em empregos até então ocupados pelos homens.

Não obstante as conquistas já efetuadas, a desigualdade de género prevalece, sendo mais visível nos países em vias de desenvolvimento, onde a igualdade é uma utopia. Em pleno século XXI muitos países continuam a recusar os direitos à sua população feminina.

No domínio religioso, a mulher desempenha um papel de subalternidade face ao homem. Esta ideia está expressa na Bíblia, no Corão, em todos os textos religiosos que fundamentam as religiões. Os casos mais flagrantes de desrespeito são os do Hinduísmo e do Islamismo, sobretudo o fundamentalista. O primeiro é a religião mais praticada na Índia, as mulheres indianas estão no topo das estatísticas mundiais em termos de prostituição, assassinato, abuso de raparigas menores, mulheres vendidas como escravas e vítimas do vírus da SIDA.

Na religião islâmica, mais grave na vertente fundamentalista, considera-se a mulher um mero “objeto”. São chocantes os comportamentos: o homem pode bater na mulher, a poligamia é aceite, as mulheres estão proibidas de liderar e só se podem casar com autorização do pai. São consideradas “imperfeitas”, tanto em termos de mente como de testemunho, e não podem recusar ter relações sexuais com os seus maridos. No Ocidente é considerado violação, para os muçulmanos, é simplesmente um direito.

Para alcançarmos a igualdade de género, algo que deveria estar assegurado, há muito a ser feito. Homens ou mulheres somos, todos, seres humanos.
Em Portugal, há mais mulheres licenciadas que homens. Não obstante, os homens ganham mais 17,8% do que as mulheres pelo mesmo trabalho e no mesmo período de tempo.

No campo da violência exercida sobre o sexo feminino, os dados são aflitivos. Segundo a OMS, estima-se que 35% das mulheres em todo o mundo já tenham sofrido qualquer tipo de violência sexual por parte do companheiro ou por parte dum desconhecido. Em Nova Deli, 92% das mulheres afirmam ter sido vítimas de violência sexual em espaços públicos.

Toda esta desigualdade de géneros a que assistimos assenta em crenças, ideias, valores religiosos, sociais e políticos, atividades laborais discriminatórias e desigualdade salarial entre homens e mulheres, designadamente no mundo empresarial. Este problema cultural persiste. Sobretudo nos dois últimos séculos, várias organizações têm feito o possível e o impossível para o combater: desenvolvem ações de antidiscriminação e de política afirmativa quanto à igualdade de género. Destacamos a Organização das Nações Unidas e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que defende que «todas as crianças tenham iguais oportunidades para desenvolverem os seus talentos».

Dia 1 de janeiro de 2018, entrou em vigor, na Islândia, a primeira lei que proíbe que se paguem montantes inferiores às mulheres que ocupem o mesmo cargo e desempenhem as mesmas funções que um homem; as empresas que empreguem 25 ou mais trabalhadores ficam sujeitas a multas se não praticarem a igualdade de salários. Este é um dos fatores que leva a Islândia a ser, pelo oitavo ano consecutivo, o melhor país do mundo para as mulheres.

A transformação e desconstrução das representações sociais acerca da mulher e do homem são um processo urgente, ainda que lento. É crucial desconstruir os estereótipos sociais, que desenham o homem como sendo forte, viril, desprovido de quaisquer sentimentos ou emoções, racional, e a mulher como um ser fraco, sentimental, tomada pelas emoções.

Como findar estes abusos e discriminações baseadas no género? O processo passa pela educação, sendo que o sistema educativo se estrutura, também, como um espaço sensível e privilegiado no âmbito das questões do género, desde o ensino pré-primário até à universidade e à formação profissional. Assim, é necessário educar as crianças a respeitarem todo e qualquer ser humano, independentemente de fatores arbitrários, tal como o género.

Em conclusão, nunca devemos deixar de lutar por um mundo mais igualitário. Como raparigas, futuras mulheres e, acima de tudo, seres humanos, merecemos habitar num lugar justo, com igualdade em todas as áreas da vivência humana. Lutamos pela concretização de uma utopia pintada nos desejos de todas as mulheres que foram presas, torturadas, até mortas, por defenderem os seus direitos.         

Rita Simões - Sofia Lopes | 11.º F


O Broas

Comunidade Desafios Educativos



A Psicóloga da Escola, Dra Amélia Moura Santos, neste ano letivo, integrou a Comunidade Desafios Educativos tendo enriquecido com os conhecimentos da sua área e da sua experiência as reuniões semanais de quarta-feira.
Pedimos-lhe o seu testemunho sobre a sua experiência na Comunidade Desafios Educativos. Aqui ficam as suas palavras:
                                                                                                                                                           
Consciente de que em Educação, o professor é um dos fatores extrínsecos basilares na aprendizagem e no desempenho escolar dos alunos, a equipa da Comunidade Desafios Educativos (CDE) procurou, ao longo deste ano letivo, edificar um espaço de reflexão e partilha de boas práticas, catalisador de atividades pedagógicas mais ajustadas à promoção da aprendizagem e ao sucesso educativo nos dias de hoje.
Como psicóloga e único elemento não docente da equipa da Escola, o trabalho desenvolvido possibilitou constatar que a análise reflexiva de experiências e de expetativas entre professores, intra e interdisciplinar, evidencia que a relação professor-professor é igualmente um fator primordial no exercício profissional, com impacto na implementação de práticas educativas mais eficazes e adequadas.
O bem-estar psicológico e a confiança profissional resultantes da partilha de saberes, no ambiente emocionalmente securizante e gratificante alcançado pela equipa, revelaram-se uma das mais-valias do projeto e fator de proteção contra a frustração e o desânimo.
Bem hajam!
                                                                       Amélia Moura Santos | SPO







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Comunidade Desafios Educativos

Na Escola S/3 S. Pedro existe, desde 2009, uma comunidade de aprendizagem cooperativa e de trabalho colaborativo. Esta comunidade, para além das reuniões e intervenção na Escola, tem marcado presença e dinamizado workshops, nos últimos cinco anos, nas Jornadas Pedagógicas da UTAD, para divulgar métodos de aprendizagem cooperativa e estratégias de avaliação formativa.  
Nestes sete anos de existência a comunidade foi, também, algumas vezes, objeto de estudo de alunos de mestrado ou doutoramento, na área da pedagogia.  Uma investigadora, orientada pelos professores Helena Santos Silva e José Lopes, da UTAD, estudou esta comunidade de aprendizagem e desenvolvimento profissional tendo estado presente, ao longo de três anos, nas suas reuniões mensais e participando em muitas das atividades por ela concretizadas.
Os resultados obtidos permitiram concluir, segundo a investigadora, que o trabalho colaborativo que os professores participantes do estudo realizam na Comunidade Desafios Educativos contribui, favoravelmente, para o seu desenvolvimento profissional e a sua satisfação pessoal e profissional e que, na perspetiva destes e na análise concreta dos resultados escolares dos discentes, teve reflexos positivos nas aprendizagens dos alunos.
De acordo com a investigadora e na opinião dos professores, contribui para fomentar a responsabilidade individual e coletiva assumidas pelos elementos do grupo e a partilha reflexiva e colaborativa facilitam a passagem do trabalho individual ao coletivo e enriquecem-se, a nível profissional, de forma permanente, pelo intercâmbio de conhecimentos, de experiências e a entreajuda. Os resultados mostram que os professores reconhecem a importância da colaboração que ocorre na comunidade.

No presente ano letivo, os alunos de Aplicações Informáticas B, do 12.º ano, orientados pelas professoras Lurdes Lopes e Rosalina Reimão, desenvolveram projetos para fazerem um logótipo para a comunidade. Entre os muitos projetos foi selecionado o que se segue:




Parabéns a todos pelos trabalhos realizados e muito obrigada!

A Comunidade Desafios Educativos

                                                      
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