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Miguel Torga

Miguel Torga  morreu há 25 anos. Lembrando este escritor transmontano, os professores de Português, do 12.º ano, lançaram o desafio “A Literatura que me Inspira” aos alunos de Aplicações Informáticas B.

A resposta foi dada com a elaboração de trabalhos, dos quais apresentamos aqui alguns:

 

António Machado e Francisco Silva | 12.º D

António Machado e Francisco Silva | 12.º D

 

Ana Rita Martins e Joana salvador | 12.º A

 Ana Rita Martins e Joana salvador | 12.º A

 


Bruna Gaspar e Eduardo Muro | 12.º B

Bruna Gaspar e Eduardo Muro | 12.º B

 

Inês Caetano e Joana Pedrosa | 12.º C

 Inês Caetano e Joana Pedrosa | 12.º C

 Alexandre Martins e João Maças | 12.º D

 Alexandre Martins e João Maças | 12.º D

 

Ana Clara Alves e Bruna Rodrigues | 12.º C

Ana Clara Alves e Bruna Rodrigues | 12.º C

 

João Lopes e João Cadavez | 12.º D

João Lopes e João Cadavez | 12.º D

 

Filipe Peixoto e Miguel Mendes | 12.º A

Filipe Peixoto e Miguel Mendes | 12.º A

 


Afonso Conceição e Rui Silva | 12.º D

Afonso Conceição e Rui Silva | 12.º D

 

Inês Santos e Lara Pinto | 12.º C

Inês Santos e Lara Pinto | 12.º C

 

Ana Pinheiro e Carolina Veríssimo | 12.º C

Ana Pinheiro e Carolina Veríssimo | 12.º C

 Diana Ferreira e Ariana Oliveira | 12.º B

Diana Ferreira e Ariana Oliveira | 12.º B

 


Amadeu Cruz e Vânia Gabriel | 12.º B

Amadeu Cruz e Vânia Gabriel | 12.º B

 



Pedro Carneiro | 12.º B


Pedro Carneiro | 12.º B




António Almeida e Maria Carvalho | 12.º A

António Almeida e Maria Carvalho | 12.º A

 


Ana Catarina Machado e Samuel Ribeiro | 12.º B

Ana Catarina Machado e Samuel Ribeiro | 12.º B

 



O Broas

Subtilezas da Violência


"Subtilezas da Violência" - Trabalho elaborado na disciplina de Cidadania e desenvolvimento, pelos alunos do 8.º C.

 





O Broas

Como eu vejo a pandemia...

Marta Fraga | 8.º C

Como seres humanos necessitamos de contacto, sentimos falta dos sorrisos, sentimos falta dos abraços apertados, e, apesar de estarmos longe, mas sempre perto dos que mais amamos, sentimos a falta da sua companhia.

Estamos perante um espaço em branco que apenas nos deixou saudades da rotina que outrora nos aborrecia; sentimo-nos sós muitas vezes, aprendendo a usufruir da nossa própria companhia.

E nestes momentos de solidão, em que refletimos sobre o mundo, que agora é visto através de uma janela, podemos escolher o seu tamanho, e a luz que nela entra.

Quando nos encontramos neste mar sem terra à vista, damos conta de que podemos viver, ou sobreviver sem muita coisa, que antes considerávamos imprescindível.

No entanto, para além da nossa companhia, apercebi-me de que não podemos viver sem a música, sem a arte, que nos move, para não nos restringirmos à mera existência, a arte que nos acolhe nos seus braços e nos mantém viva a alma, quando tudo aquilo que podemos fazer é esperar que tudo volte ao normal, e que voltem os sorrisos, que voltem os abraços, que voltem as mãos dadas e que voltem as mesas a estar rodeadas de amigos e família.

Após tudo passar, que voltemos com mais vontade de viver e com mais amor por nós próprios e pelos outros. Que voltemos leves, mas carregados de amor para dar, para que, quando refletirmos sobre o mundo, nos dias em que este já não seja observado por um vidro embaciado pela tristeza, nos lembremos dessa mesma arte de que vivemos, e que a vida é como um filme, muitas vezes mais parecida com uma curta metragem, onde não há tempo para segundos takes, mas, no entanto, não temos medo de rir e chorar na mesma cena, ou de errar as falas ou os atos, porque para além de personagens principais, somos os realizadores.

 

Temos de estar mais atentos a nós mesmos, aos outros

e ao planeta que é a nossa casa comum!

 

 

Patrícia Lopes | 10.º E

 


O Broas

O SARS-CoV-2 na minha vida... Professora e Mãe

Margarida Santana - 8.º C

Esta experiência de E@D tem sido desafiante, complicada e exigente, desde logo porque tivemos de nos adaptar a uma nova realidade, em poucos dias, literalmente, num fim de semana. As aulas na Escola terminaram no dia treze de março e, na segunda-feira seguinte, já estávamos a ter aulas a distância, a descobrir como funcionavam as plataformas Zoom, Meet, entre outras ferramentas. E, em vez de uma sala, com quadro e carteiras cheias de alunos, passámos a ter um ecrã plano à nossa frente.

Sem dúvida que a relação professor/aluno mudou também bastante. Nada de contacto, só o ecrã dividido em quadradinhos e muitos deles escuros e apagados. Vários alunos não ligavam (e continuam a não ligar) a câmara. Mais frias, mais distantes e mais impessoais se tornaram as aulas.

Como professora, penso que é fundamental o contacto, ver, ouvir os alunos, olhar para as suas expressões, ler nelas as dúvidas ou o esclarecimento, descobrir o que desperta a atenção e a curiosidade. Ora, fazer isto através do computador é quase impossível.

Para além disso, tivemos de pensar numa outra abordagem do tempo. Temos poucos minutos disponíveis para cada aula síncrona e muitas dúvidas quanto à melhor maneira de os rentabilizar e de como nos cingir ao essencial.

Sentimos muitas dúvidas, muitas incertezas e também insegurança, pois não devemos esquecer o facto de termos tido aulas invadidas por um intruso que queria ter mais “likes” nas suas redes e que, para isso, estava disposto a não só perturbar as aulas, impedindo que estas decorressem com a normalidade possível, mas também focado em humilhar e expor ao ridículo os professores. E isto foi feito com a conivência (e a cobardia) de alguns alunos.

Além disso, colocaram-se também muitas dúvidas relativamente ao modo como seria feita avaliação dos alunos. Seria possível pensar em fazer testes? E fichas? E a avaliação oral? E a participação? E os trabalhos? Será que estes instrumentos nos dariam elementos fiáveis e rigorosos para avaliarmos os nossos alunos?

Por último, saliento o acréscimo monumental de trabalho. Para além da preparação das aulas, passámos a viver em frente ao computador: são as tarefas que pedimos aos alunos, é a correção das mesmas, são as dezenas e dezenas de e-mails enviados aos colegas, aos alunos, à Direção da Escola e, no caso de se ser Diretora de Turma, como eu sou, para além destes e-mails há ainda os que enviamos aos pais e aos colegas do Conselhos de Turma.

Em suma, não há dúvida que os Professores estão a lidar com esta nova realidade com profissionalismo e a fazer o seu melhor, e, apesar de todos os constrangimentos e aspetos negativos inerentes, verificam, no entanto, alguns aspetos positivos: para além de podermos lecionar de pantufas e de estarmos com a nossa família, o Ensino a Distância permitiu-nos abstrair desta crise e de não nos lembramos tanto do vírus e dos seus efeitos nefastos, pois estamos “mergulhados” no trabalho.

Fátima Campos | Professora de Português

 




O Broas

O SARS-CoV-2 na minha vida... Assistente Operacional - Mãe e Encarregada de Educação


Sou auxiliar de ação educativa na Escola Secundária São Pedro e, ao mesmo tempo, encarregada de educação do meu filho mais novo, Rafael Gama, que frequenta o 8.º ano de escolaridade, na mesma Escola. Tenho ainda uma filha, a Sara, que está a terminar os estudos universitários, mas já possui mais independência no que toca aos estudos e à vida em si, então já não é tão dependente de mim. No entanto, com o início da pandemia teve de voltar a casa. 

Já não estava habituada a tê-la em casa, mas é uma estranheza boa.

As primeiras semanas de isolamento foram as mais difíceis porque estávamos, os três, a habituarmo-nos às rotinas de cada um e a aceitar esta nova  situação. Tive muitas vezes os meus filhos a “discutirem” por causa da Internet ou para haver silêncio. Quando acalmados os ânimos, pensava, para comigo, que até já tinha saudades de viver estes momentos.

Em relação aos novos métodos de ensino, eu acho que o nosso país, em tão pouco tempo, conseguiu implementar boas medidas, face ao panorama que estamos a viver. Claro que nunca chegará “aos calcanhares” dum ensino presencial, mas deram importância e prioridade aos anos escolares que precisavam, o que foi fundamental. Para além disso, ao seguir a educação do meu filho, vejo que os professores continuam a fazer esforços para continuarem a dar as aulas e a lecionar a matéria, o que traz muitas vantagens, porque noto que está mais motivado ao ter aulas síncronas.

Sobre a pandemia, eu confesso, já estive mais assustada. Sei que as coisas ainda vão demorar a voltar ao normal e que muitos estudantes foram prejudicados, mas temos de ser positivos. Custa-me ver os meus filhos em casa desmotivados e por vezes tristes, mas eu sei que eles estão a fazer os possíveis para conseguir ultrapassar este obstáculo, tal como eu.

Nem tudo é mau e eu acredito que esta pandemia nos está a mostrar que o ser humano se consegue adaptar a qualquer mudança, apesar de continuar a haver pessoas irresponsáveis que gostam de desafiar as regras impostas, mas isso haverá sempre. Felizmente, a maioria das famílias está junta e vai conseguir derrotar esta adversidade e, aos poucos, tudo vai voltar ao normal. É o que eu espero, porque a Escola não é a mesma sem os seus alunos. 

 

Há demasiados espaços vazios e silêncios!

 

Susana Gama | Encarregada de Educação

 

O Broas

O SARS-CoV-2 na minha vida... Mãe e Encarregada de Educação

Fernanda M. Augusto | Encarregada de Educação

Esta nova situação de confinamento trouxe-nos mudanças significativas na nossa vida familiar, sendo a mais relevante o facto de estarmos obrigados a manter-nos 24 horas por dia em casa. Este contexto gera impaciência e conflitos latentes, que seriam facilmente evitados se cada um pudesse sair e realizar fora de casa as tarefas, o seu trabalho.

Para completar esta realidade, vivemos num apartamento, em frente ao Parque Corgo, local para onde os meus dois filhos e até nós, pais, sentimos algum receio de ir e de usufruir do espaço. Assim, na grande maioria dos dias, ficamos contentes por poder ir até à varanda, ler, jogar às cartas, ou simplesmente observar a Natureza.

No que respeita às aulas em casa, a adaptação dos meus filhos, que estudam em escolas e anos letivos diferentes (6.º ano e 8.º ano), foi bastante natural e sem qualquer constrangimento. As aulas sobrepostas não são problema porque cada um possui o seu equipamento informático. Este contexto não provocou qualquer limitação ao nosso trabalho, dado que o pai trabalha sozinho num escritório  e para lá tem continuado a ir e eu uso um dos equipamentos informáticos da casa, quando se encontra disponível.

Noto, no entanto, uma maior entreajuda e troca de opiniões entre os dois miúdos, no que respeita a trabalhos a realizar e até temas de algumas aulas. A minha intervenção nesse campo é apenas de observadora….

Verifiquei, por exemplo, que as aulas do Estudo em Casa, que eles visualizaram, diziam respeito a temas de anos anteriores, ou a matérias que eles não tinham abordado, o que os desmotivou a continuar a acompanhá-las.

No que respeita ao prolongamento das aulas até ao dia 26 de junho, julgo que acabará por se tornar necessária, tendo em conta que a carga horária, neste momento, parece-me ser bastante inferior à que tinham nas aulas presenciais. Assim, talvez seja necessário mais tempo para abordar toda a matéria que se pretendia lecionar.

 




O Broas

Ao Colega, ao Profissional e Amigo Zé Aníbal

E no meio desta confusão alguém saiu sem se despedir como deveria ser. É triste! Se houvesse uma despedida presencial, talvez fosse mais triste ainda...

Chegou o dia tão ansiado por si, e é com toda a sinceridade que nós lhe desejamos as maiores felicidades nesta nova etapa da vida!

Contudo, é também com tristeza e já saudade que percebemos que não será com a presença diária que voltaremos a vê-lo na Sala de Professores, no nosso Gabinete, no Ginásio, nos corredores da Escola... E assim a Escola fica mais pobre! 

Na verdade, foi um dos melhores colegas de trabalho que alguém pode desejar!!!

Foram muitos os momentos alegres que tivemos, momentos de aprendizagem, de partilha de conhecimentos, ou de puro lazer. Outros tempos foram mais exigentes e rigorosos, de debate, de inquietação, de desânimo. Mas, todos eles contribuíram para o crescimento profissional de todos nós. Nunca é de mais agradecer, pelas partilhas, pelas discordâncias e divergências de opiniões que nos faziam refletir, mas que tinham sempre um fim pacífico e um sorriso que indiciava o início de um novo desafio. E foram tantos!

Obrigado, Zé Aníbal, pelos inúmeros documentos por si criados, pela constante atualização, pelas chamadas de atenção para a nova legislação, para as novidades pedagógicas, os ficheiros e tabelas, pelos “avisos à navegação” e, também, face à situação pandémica que sobre nós se abateu, por ter sido o porta-voz de todas as novidades do E@D, tão importantes na nossa caminhada profissional.

Obrigado pelo exemplo, pelo profissionalismo e dedicação.


Ao longo destes anos, passados na Escola, grande foi o contributo dado, pautado sempre  pela bondade e altruísmo. Agora terá tempo para descansar e desfrutar de outras vertentes da vida na sua plenitude, e isso deixa-nos orgulhosos e alegres, esperando que não se esqueça de nós, nem das boas recordações, que certamente guardará num cantinho do coração com carinho.

Obrigado por ter contribuído (e muito!) para que o nosso espaço – a Escola Secundária São Pedro - (a sua segunda casa durante uma vida!) fosse mais humano, mais eficiente, mais capaz.

Qualquer dia, seguiremos o seu caminho (já demorou mais!) e todos juntos, à volta de uma grande mesa e de um bom manjar, lembraremos acontecimentos e falaremos longamente da Escola que ajudou a construir.

Até já, ! Nós estaremos sempre aqui para o receber!

 Departamento de  Expressões

 


O Broas

Uma caminhada só termina quando se perde a vontade de caminhar


Sinto-me muito gratificado…

… por, desde o longínquo ano letivo de 1982/1983, ter sido colocado na Escola S/3 S. Pedro, hoje designada de Escola Secundária São Pedro…

… por ter sido professor…

… por ter tido os alunos que tive…

… por ter lidado com os funcionários que sempre me acompanharam…

… por ter trabalhado com os colegas que fizeram parte da minha vida profissional…

… por ter criado grandes e sinceras amizades em toda a comunidade educativa da “minha” Escola…

… por ter a família que sempre tive…

Em 25 de julho de 2013, numa altura em que esperava que fosse deferido o meu pedido de aposentação, terminava um sintético balanço da minha vida profissional com a frase:

Navegar num oceano encapelado de ondas de AMIZADE.

Hoje, decorridos quase sete anos, lembrei-me do que na altura escrevi e não posso deixar de sentir que fui um “navegador” privilegiado. Os apoios foram sempre muitos, a compreensão foi a palavra de ordem e o afeto foi o sentimento dominante!

Mas foi sempre assim? Claro que não! As dificuldades, traduzidas em maneiras de ser e estar distintas e completamente antagónicas, assim como em divergências inconciliáveis, também, aqui e ali, se fizeram sentir. Mas para quê falar de tais situações se, também elas, nos fizeram crescer, compreender melhor o ser humano e valorizar tudo o que realmente é importante na nossa vida?

Por isso, esperando que desta vez exista mesmo um “há duas sem três” só me resta dizer, sentidamente, e dirigindo-me a todos os que comigo lidaram ao longo desta minha viagem,  BEM HAJAM!

 

José Aníbal Félix de Carvalho | Professor de Educação Física

 

A Escola Secundária São Pedro reconhece, agradecida, o relevante contributo do professor José Aníbal Carvalho, em quatro décadas de trabalho em prol dos alunos e de toda a comunidade, sendo 37 anos nesta instituição. Os professores lembrarão os muito úteis materiais de planificação, monitorização, avaliação… por ele elaborados e partilhados.

O jornal O Broas contou sempre com a sua disponibilidade para o divulgar na página do facebook da Escola.

Na nova etapa da sua vida, que está a iniciar, possa ele concretizar sonhos e projetos que o habitam e aguardavam esta fase de mais liberdade.

 

Professor José Aníbal, MUITO OBRIGADO!

 


O Broas
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