Rota da Cidadania - A Rua é de Todos



Os passeios limítrofes à Escola estão sempre sujos de dejetos caninos.
Muitas pessoas que passeiam os cães não têm o hábito de limpar o que os seus animais fazem. Põe em causa a saúde pública e o ambiente, para além de ser desagradável para todos.
Partindo desta situação e com vontade de invertê-la, os alunos do 7.º C, nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento e em colaboração com o Eco-Escolas, desenvolveram um projeto inserido na iniciativa Rota da Cidadania da Câmara Municipal de Vila Real. O projeto desenvolveu-se nas seguintes fases:
Primeira fase - Construção, em trabalho de grupo, de frases/slogans para sensibilizar as pessoas a mudar comportamentos;
Segunda fase - Seleção, em todos os grupos, da melhor frase/slogan;
Terceira fase - votação, por todos os alunos da turma, das quatro frases/slogans de maior impacto e mais concisas.

Frases/Slogans vencedores
1.ª - Não deixe o seu cão sujar e serem os outros a limpar! (25 votos)
2.ª - Limpe os dejetos do seu animal para o ambiente não ficar mal! (18 votos)
3.ª - Quanto menos suja for a sua vida, melhor será vivida! (17 votos)
4.ª - Para a sua rua não cheirar mal, limpe o que deixa o seu animal! (8 votos);
Quarta fase - elaboração de cartazes com as frases vencedoras e ilustração.
O projeto contribuiu para desenvolver uma cidadania e civismo responsáveis. A comunicação à comunidade era a escrita das frases nos passeios, o que seria inovador, teria grande impacto visual e pedagógico e contribuiria, ainda, para embelezar os passeios próximos da Escola. Porém, não foi possível, e assim os cartazes vão ser plastificados e expostos no gradeamento da Escola.

Coordenadora de Cidadania e Desenvolvimento | Coordenadora do Eco-Escolas

Nota - O projeto Rota da Cidadania estabelece a elaboração de um pergaminho que cada escola tem de apresentar a outra. A nossa Escola recebeu o pergaminho da Escola do Bairro de S. Vicente de Paulo e apresentou e entregou o seu no colégio de S. José.




O Broas

Direitos, Conceitos e Preconceitos


Em Cidadania e Desenvolvimento, no Terceiro Período, o domínio mais trabalhado foi a Sexualidade. Realizaram-se palestras, jogos, diversas atividades.
A turma do 7.º C debateu a (des)igualdade de direitos entre homens e mulheres e os conceitos, preconceitos e estereótipos que existem e são inculcados a todos, mesmo antes do nascimento: a ditadura do rosa e bonecas para as meninas e do azul, carrinhos e bolas para os meninos.
Quando foi lançada a temática, num debate-turma, ficou patente que há preconceitos que já estavam entranhados. Alguns rapazes afirmaram que se recusavam a vestir uma T-shirt cor-de-rosa e consideraram que não era próprio dos rapazes brincarem com bonecas. Neste contexto, organizados em grupos, analisaram informação e debateram aspetos da discriminação entre homens e mulheres.
Criaram palavras de ordem e ilustrações que passaram para t-shirts: azuis para as meninas e rosa para os meninos.
No final, cada grupo apresentou o seu trabalho à turma, envergando as T-shirts.
Entre as conclusões obtidas destacaram-se:
- as cores que usamos não definem a nossa sexualidade;
- gostar de bonecas, carros ou bolas não define a sexualidade;
- os preconceitos são a base da discriminação;
- os preconceitos que a sociedade impõe devem ser combatidos;
- o combate aos preconceitos desenvolve a tolerância face à diferença;
- a tolerância face à diferença cria sociedades mais justas.













O Broas

Cidadania e Ensino Profissional

Técnico de Apoio Familiar e de Apoio à Comunidade

O Curso Profissional Técnico de Apoio Familiar e de Apoio à Comunidade (TAFC), a funcionar pela primeira vez, neste ano letivo, é constituído por um grupo muito simpático de dez raparigas e um rapaz. Estes alunos participaram em múltiplas atividades que contribuíram para desenvolver competências a nível do saber-fazer, do saber-estar e do saber-ser.
 Destacamos algumas das que despertaram maior entusiasmo:
- colaboração na organização da Marcha para o Sucesso;
- reposição da Sinalética no âmbito da Segurança e Situações de Emergência;
- dinamização da Mostra Escolar;
- exposição “Ambiente, Saúde e Sustentabilidade”;…

Fotografia: Olga Carvalho

Nas aulas no exterior, orientadas para o conhecimento das instituições da comunidade, das suas funções e funcionamento, “descobriram”:
- o Laboratório do Pioledo;
- o Hospital da Luz;
- o Centro Paroquial de Mateus;
- a instituição “Nós Cuidamos”;
- o Centro de Ciência;
- o NucliSol;
- a PSP, a GNR e a Polícia Judiciária;
- o Pré-escolar do Colégio S. José;
- a Câmara Municipal de Vila Real;…

Outras atividades que os alunos muito apreciaram foram a ida ao teatro ver o UTADArtes, a visita ao Centro de Saúde, a Brigada de Manutenção ”Faço Lixo o Mundo Lixo” e o Suporte Básico de Vida.

A preparação das atividades passou pela formulação de questões para colocar aos profissionais das instituições visitadas para conhecer diferentes contextos laborais e diferentes profissões.

O que mais gostaram foi das instituições que interagiam com utentes, aquelas que mais despertaram emoções.



 Olga Carvalho | Diretora de Curso Profissional




O Broas

Cidadania Hoje

Francisco Penelas e Vasco Fonseca | 12.º F


No dia 26 de maio (dia das eleições europeias), 68,6% dos portugueses não foram às urnas exercerem o direito de voto. Miguel Sousa Tavares (MST), no seu comentário na estação televisiva TVI, disse várias frases polémicas como as respostas deles [jovens] iam no sentido de «não gosto de política, sou mais de computadores». Chamam-lhes a «Geração Z», mas Z de quê? De Zero?!.


Partindo desta polémica, o Professor de EMRC deu conhecimento dela aos seus alunos e solicitou-lhes que expressassem o seu parecer sobre o tema. Alguns dos textos elaborados, no âmbito de refletir a  Cidadania participativa, inerente à democracia, estão aqui presentes.

MST tem razão, porque realmente devia existir menos abstenção e a campanha devia ser feita para os jovens. Porém MST coloca a culpa toda nos jovens e isso está errado. Ele também se esquece que nem todos os 68,6% que se abstiveram são jovens, e quase todos os adultos que não votaram estão sempre a criticar o Governo. E também é normal que os jovens que viveram os ataques às Torres Gémeas e a Troika não gostem de política e se queiram abster. A “geração dos computadores” tem contribuído e muito para a evolução da economia e podem não votar mas contribuem para melhorar o país de outras maneiras.
A meu ver, MST tem a total razão em tudo aquilo que diz menos quando coloca a culpa toda nos jovens. Compreendo, contudo, que esteja mais zangado com estes, porque na época da ditadura ele já era vivo e adorava ter este direito que 68,6% dos portugueses desperdiçaram.

António Mestre | 7.º C

Na minha opinião, MST referiu aspetos com que concordo e outros com os quais discordo. Por um lado, acho que tem razão quando diz que a “Geração Z” está mais preocupada com os computadores, pois, hoje em dia, os jovens passam muito tempo online, sem se preocuparem com o que acontece no mundo.
Por outro lado, não concordo com o seu comentário sobre os jovens não lerem livros ou jornais, não saberem nada sobre História e não gostarem de música clássica, porque ainda há muitos jovens que sabem e gostam daquilo que referi. Por exemplo, a minha irmã, que está quase a fazer 18 anos, lê livros e jornais regularmente, é muito interessada em História e adora música clássica, principalmente quando estuda.
Do meu ponto de vista, os jovens não têm tanto interesse em votar, pois os partidos não fazem campanha com aspetos que interessem a estes. Também acho que gerações mais velhas têm muito mais interesse em votar, porque viveram em tempos de ditadura, ou seja, não podiam votar. Mas lutaram por isso.

Sara Lopes | 7.º C


Primeiramente, MST diz-nos que a chamada «Geração Z» é uma geração com nenhum interesse pelos livros, jornais, política internacional, história e música clássica. Eu estou de acordo, pois o conhecimento e a cultura são a base da comunicação numa sociedade bem estruturada. O conhecimento é a nossa arma mais forte. O jornalista e comentador afirma que os jovens são muito apáticos a tudo o que os rodeia. A meu ver, MST está errado porque há muitos jovens interessados na nossa cultura e inúmeros jovens estimulados pela internet, onde também se podem abordar assuntos sérios. Depois, este diz-nos que a campanha eleitoral devia ser dirigida aos jovens. Nesse caso, concordo com o jornalista porque se um assunto atraísse a mentalidade jovem, como a tecnologia ou a salvação do planeta, mereceria mais empenho da «Geração Z».
Manuel Fernandes | 7.º C

Eu concordo com MST, pois os estudantes muitas vezes estão mais ligados às tecnologias do que propriamente às coisas que acontecem fora das mesmas ou às histórias do passado.
Hoje em dia, os jovens encontram-se fora dos assuntos, principalmente na área da política e não se interessam pelos assuntos abordados. Mas, por outro lado, penso que ainda existe um pingo de gente que realmente se interessa e quer saber dos problemas do mundo e também tem a necessidade e a obrigação como bons cidadãos de irem eleger as melhores pessoas para representar o país, a cidade…
Inês Rainho | 7.º.B

Geração Z: eu não concordo com o que MST disse sobre o Z em «Geração Z» (Z de Zero de interesse). Eu não acho que todas as pessoas, cuja idade é compreendida entre 18 e 24 anos, devam interessar-se pelas mesmas coisas. Se algumas pessoas gostam de ficar no computador, isso não quer dizer que sejam desinteressados.
História e Música clássica: MST argumenta que a «Geração Z» não tem interesse em História ou música clássica. Na minha opinião, os jovens não deveriam gostar todos de História e música clássica. Porque é que idolatram tanto História e música clássica? Qual é o mal de uma pessoa gostar de outros tipos de áreas, como ciências ou línguas, ou gostar de outros tipos de músicas como rap ou ópera ou música pop?
MST afirma que os jovens não leem jornais. Alguns jovens podem ver telenotícias e porque devem todos ler jornais? Os jovens não se podem informar de outra forma? Talvez o comentador não conheça nenhum jovem que leia jornais e por isso pensa que nenhum lê jornais.

Beatriz Teixeira | 7.º.B

MST está correto, no sentido em que os jovens de hoje em dia devem estar mentalizados que votar é importante e não devem fingir que isto não lhes diz respeito. O voto deveria ser obrigatório para que os jovens pensassem melhor sobre a eleição.
Mas, por outro lado, MST exagerou no sentido em que os jovens não são ignorantes pelo facto de não se interessarem por algumas das coisas que ele acha importantes, ou coisas que apreciava quando era mais novo.
Eu acho que os jovens de hoje podem ter futuro, mas, com pessoas a criticarem-nos desta forma torna-se mais difícil os jovens interessarem-se pela cultura e pela política. Se alguém os incentivasse e acreditasse neles, poderiam ir mais longe.
Marta Azevedo | 7.º B




O Broas

A Cidadania – Uma prioridade na agenda escolar

A Educação para a Cidadania constitui, nos tempos de hoje, um desafio e um compromisso para todos os responsáveis na formação dos públicos escolares.
Trata-se de um desafio, que embora pareça consensual na sociedade portuguesa, cria ainda algumas resistências, confundindo-se, não raro, “formação” com “formatação” dos nossos jovens
De facto, formar verdadeiramente as novas gerações é, acima de tudo, fomentar o desenvolvimento moral e cívico dos nossos alunos, despertar em cada um deles o raciocínio crítico e prepará-los para uma intervenção mais ativa e responsável na sociedade civil.
A escola pública que, por definição, acolhe todos os alunos, é assim um pilar incontornável e fundamental de socialização pública da criança, pois deve assumir-se como um espaço privilegiado de educação para a cidadania, um lugar onde se cultiva o respeito pelo outro e onde se aprende a viver juntos.
Sabemos que a educação para a cidadania comporta novas exigências, em particular, no que toca ao trabalho do professor que deve privilegiar a promoção de ambientes educativos capazes de educar alunos no contexto do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e contribuir com eficiência, eficácia e qualidade para a mudança que vai acontecendo na sociedade.
Trata-se, pois, de construir diariamente práticas capazes de desenvolver competências para o exercício de uma cidadania responsável, orientada para a procura do bem comum e para a construção de um mundo mais justo, equilibrado e equitativo. Neste sentido, cada sala de aula, na sua diversidade, deve ser uma autêntica lição de humanidade.
Num momento em que finalizamos mais um novo letivo marcado por muito trabalho, algumas mudanças, inúmeras dificuldades, muitos desafios, mas também muitas alegrias… felicito e agradeço o empenho, profissionalismo, competência e dedicação de todos os atores educativos à causa comum que é a Educação dos nossos jovens.

Grata a TODOS!

Tenham umas excelentes férias!


A Vossa Diretora
Rita Mendes




O Broas

Cidadania e Desenvolvimento


O ano letivo encerra-se e, com ele, o primeiro ano de implementação de Cidadania e Desenvolvimento. Trabalharam-se domínios para desenvolver uma cidadania esclarecida, responsável e interventiva, como é próprio, ou deveria ser, das democracias. Viver em sociedade tem regras que devemos respeitar, ou contestar se as considerarmos injustas. Viver com os outros não é fácil, é uma aprendizagem ao longo da vida. Vejo com apreensão a falta de diálogo entre as novas gerações.
Nos intervalos, encontro sempre grupos de alunos que não interagem porque estão focados nos respetivos telemóveis. Aproximo-me deles e digo: “E se deixassem os telemóveis e falassem uns com os outros?” Deitam-me um olhar fugaz, esboçam um prenúncio de sorriso...e continuam com o olhar preso no artefacto que lhes ocupa as mãos e a mente.
No jornal Expresso de 22 de junho, na rubrica “Há Homem”, assinada por Luís Pedro Nunes, é abordada esta questão da omnipresença e poder dos telemóveis na vida dos jovens. O título “Geração Muda e o fim da conversa” identifica as consequências da realidade que hoje é vivenciada. Vale a pena citar alguns excertos que referem o desconforto dos jovens quando alguém, mesmo familiares, lhes ligam, eles preferem mensagens. “É desagradável ver o visor a dar sinal de pessoa a ligar. É um ato intrusivo. Inoportuno, a qualquer hora que seja.”
Noutra passagem refere “(…) esta geração não comunica sem ser por mensagens escritas - nas quais por sua vez expressa sentimentos por emojis.” Esclarece que esta forma de comunicar: “Não é um diálogo. É troca de fragmentos de dois monólogos. (…). Por isso, é tratada por «geração muda». Não fala sequer entre si quando chega a algum lugar - dado que se agarra ao smartphone como uma gárgula da catedral a olhar para o colo.”
Outra consequência, resultante de tanto olhar para o visor do telemóvel, é a incapacidade de entender as “expressões faciais e a linguagem corporal dos outros.”
O problema é preocupante e muitos prognósticos e diagnósticos têm sido feitos. Há escolas, muitas delas privadas, que proibiram a entrada de telemóveis nos respetivos estabelecimentos de ensino. Não sei se esta medida radical é a mais correta, até porque, cada vez mais, o telemóvel é utilizado como uma ferramenta de ensino e de aprendizagem.
Considero que o domínio Media, ou outro que possa ser criado dentro desta vertente, deve ser mais trabalhado no próximo ano letivo. Será útil ouvir os alunos a pronunciarem-se, dentro deste domínio, sobre o excesso de horas que passam ligados ao telemóvel e afins. Não será fácil levá-los a reconhecer que isso é um problema. Será interessante determo-nos nas possíveis propostas que eles apresentarão para solucionar, talvez o mais correto seja minimizar este “flagelo” das sociedades contemporâneas.
                                                    
                                  Rosalina Sampaio | Coordenadora de Cidadania e Desenvolvimento                                                                                                                          

O Broas

Contestar também é um ato de Cidadania

O filme O Clube dos Poetas Mortos de Peter Weir conta a história de um grupo de jovens com um novo professor (Keating) que os ensina a ver e pensar por si mesmos e fala-lhes de um antigo clube: O Clube dos Poetas Mortos, onde, numa gruta, declamavam e refletiam sobre a poesia.
Inspirados, os jovens recriam o grupo. O professor ensina-lhes ainda a frase: Carpe Diem, isto é, aproveita o dia, pois não vives para sempre; podendo ser aplicada se nós não deixarmos as oportunidades passarem ao lado nem esperar que estas caiam do céu; devemos seguir os nossos sonhos e deixar a nossa marca no mundo.
Mais tarde, Neil segue o seu sonho de ser ator, sendo protagonista da peça de teatro “Sonho de uma Noite de Verão” de Shakespeare. No entanto, o pai, que o tinha proibido de fazer parte do Grupo de Teatro, não aceita este sonho. Assim, Neil acaba por se suicidar.
Podemos dizer que as aulas do novo professor eram importantes, pois este, em vez de dar simplesmente a matéria como qualquer outro professor, potenciava outras capacidades nos alunos, tais como: espírito de reflexão, aproveitamento máximo da vida...Exemplo disso é a 1.ª aula. Nesta, manda-os rasgar as páginas de um livro que explicava a poesia (algo que não pode ser explicado) de modo a que cada um dos alunos formasse a sua própria opinião em relação a esta. Outro exemplo é quando o professor mostra aos jovens fotografias dos antigos alunos da escola já falecidos, de forma a reforçar a expressão Carpem Diem e seus ideais. Nestas fotografias,
os jovens alunos pareciam imortais, cheios de vida e sonhos, mas, o certo é que haviam morrido e isso é o fim de todos nós.
No final, o professor é despedido por ter encorajado Neil a seguir os seus sonhos, pois, segundo os seus superiores hierárquicos, esta sua atitude motivou aquele trágico desfecho. Além disso, os pais dos alunos reagiram mal a esta nova forma de ensino, pois não a compreenderam, e, tal como a maioria dos professores daquela escola, queriam excelência, perfeição e que os seus filhos apreendessem apenas os conteúdos, pois já tinham a vida destes toda planeada.


José Rocha | 8.º B



O Broas
Powered by Blogger