Viagem de Estudo (rimada e ilustrada)...

A visita teve início
Com o monitor a explicar
que resíduos no Ecoponto
Todos devemos colocar.
Observamos a triagem de resíduos
A sua separação, armazenamento
E, por fim, compactação.
Já na Horta da Formiga
Vimos os vegetais plantados
E como são formados.
No Parque Aventura
Contactámos com a Natureza
Andámos de bicicleta
Admirámos a sua beleza.
No final da viagem
Valorizámos a paisagem
Na LIPOR vimos a organização,
Limpeza e estruturação.

David Monteiro | Pedro  Varejão | 8º D



A viagem foi de “matar”
Os alunos da outra turma
Estavam sempre a cantar...
E a desafinar.

A LIPOR fomos visitar
O Maia e a Maria,
Os nossos monitores,
Tiveram que nos “aturar”.

Na LIPOR visitámos
O seu Centro de Triagem
E, para além de tudo isso,
Vimos que praticam a compostagem.

Afonso Barreto | 8º D
Paulo Alves | Sara Gama |8º D


Núcleo de estágio de Biologia 

Novo Conselho Geral da Escola S/3 S. Pedro - Vila Real...

O Conselho Geral de Escola é constituído por 21 elementos, dos quais, sete são representantes dos docentes e dois  do Pessoal não Docente.
Na quarta-feira, dia 12 de junho, decorreram os atos eleitorais para eleger os representantes dos professores e dos funcionários administrativos e assistentes operacionais.
Para a eleição dos representantes dos docentes surgiram duas listas. A  lista A  elegeu 5 representantes e a Lista B 2 representantes. Para a eleição do pessoal não docente surgiu uma Lista. Curioso, das nove pessoas eleitas, sete são mulheres.
O Broas colocou duas questões às professoras, cabeça de lista e às funcionárias eleitas:
- Quais os motivos que a levaram a candidatar-se?
- Quais são os objetivos que tem para o mandato de quatro anos?

Eis as respostas:

Jesuína da Conceição da Silva Matos Marinho
27 anos de serviço, todos nesta Escola
- O atual representante dos funcionários administrativos, Luís Gomes, vai aposentar-se e os meus colegas  incentivaram-me a candidatar-me ao cargo. Consultei a família, refleti e resolvi avançar para este novo desafio.
- Conheço a legislação que regula o funcionamento do Conselho Geral e considero que é um órgão muito importante para o normal funcionamento das escolas.
Serei um dos dois elementos que representam o Pessoal Não Docente. Pretendo contribuir para uma Escola cada vez melhor e defender os direitos dos meus colegas e lutar pela dignificação do trabalho dos funcionários públicos.

Maria Antónia Venâncio Guedes de Matos
20 anos de serviço, todos nesta Escola
- O Senhor Meireles, atual encarregado dos assistentes operacionais e seu representante no Conselho Geral, não se candidatou porque aguarda a passagem à reforma. Insistiu comigo para eu me candidatar. Aceitei.
- Não sei muito sobre as funções do Conselho Geral. Sei que as reuniões são muito longas. Sei que vou representar os meus colegas de trabalho, fazer ouvir a sua voz quando for necessário, ajudar a encontrar soluções para os problemas que forem surgindo. Vou esforçar-me ao máximo, dar o meu melhor.



Elsa Maria Abrantes Teixeira Rebelo 
36 anos de serviço - 12 anos nesta Escola - Professora de Geografia
- Candidatei-me para dar continuidade ao trabalho iniciado há 4 anos, pelo Conselho Geral que, no final deste ano letivo, cessa funções e do qual faço parte. Acredito no projeto que está a ser desenvolvido, aliás, a Lista que eu encabecei era constituída com as mesmas pessoas do Conselho Geral em vigor, apenas entraram três novos docentes porque, devido ao pedido de reforma, há três professores que não quiseram recandidatar-se.
O novo Conselho Geral vai ser renovado com três novos docentes: um da Lista A, a professora Henriqueta Rua e as duas professoras, Ana Edite Cunha e Carmen Carvalho, eleitas pela Lista B.
As funções do Conselho Geral são vastas: deliberar, em determinados assuntos, moderar, supervisionar e apoiar a Direção Executiva na sua tarefa de gerir a Escola. É o único órgão, nas escolas, em que estão representados todos os intervenientes do processo educativo.
- Quero contribuir, assim como os meus colegas eleitos, para um bom ambiente de trabalho. Queremos que todos os elementos da comunidade educativa se sintam bem e gostem de aqui estar, sejam alunos, professores, funcionários ou encarregados de educação. Essa premissa é um dos pilares fundamentais para construir o sucesso dos alunos, tanto a nível cognitivo, como a nível da cidadania. É preciso, cada vez mais, formar cidadãos esclarecidos e proativos. É desse tipo de cidadãos que o nosso país e a nossa democracia precisam.

Ana Edite Rua Miguel Cunha
28 anos de serviço - 22 anos nesta Escola - Professora de Ciências Físico-químicas
- Tomei a iniciativa de formar uma Lista, que elegeu dois elementos, porque acho que tenho capacidade de trabalhar em equipa e de contribuir com as minhas ideias e conhecimentos para que o processo ensino/aprendizagem seja o melhor possível.
- O objetivo que considero fundamental é melhorar e otimizar a ligação da Escola com a comunidade em que se insere. Deve, por exemplo, investir-se numa aproximação maior entre a Escola e as empresas locais para promover a empregabilidade dos nossos alunos, em particular, os que frequentam os cursos profissionais. As escolas têm a obrigação de formar profissionais/técnicos nas áreas em que eles faltam. Penso que, assim, a Escola contribuiria, de modo mais eficaz, para o desenvolvimento económico, para a fixação de jovens e luta contra a desertificação humana.
Pertencer ao Conselho Geral vai permitir-me agir, mais incisivamente, para concretizar ideias.





Gostamos de Portugal com os Cinco Sentidos...

Vista ou Visão - Em Portugal não faltam obras de arte, da Natureza ou humanas, para serem admiradas e encherem os olhos de beleza e alegria. Há muito para escolher e para todos os gostos: mar - rios - montanha - planícies… As obras de arte humanas que merecem ser admiradas espalham-se por todo o país, algumas estão guardadas, como tesouros que são, em museus, fundações,  igrejas… Vale a pena descobri-las. Vai!

Cheiro ou Olfacto -  São tantos os aromas agradáveis que se sentem neste país! O cheiro denso da giesta e urze  que cobrem os montes. O aroma da relva cortada e das flores na primavera, da terra molhada e da fruta madura no verão, das folhas no outono, das castanhas assadas e da lenha a arder no inverno. O Natal cheira a canela e a Páscoa a folar. Cada região possui uma identidade, um património de cheiros, mas em todas elas há: o aroma do pão acabado de cozer, dos bolos, das iguarias e petiscos culinários… No litoral, o cheiro da maresia é o mais agradável. O odor dos lençóis perfumados com alfazema, do sabonete fabricado em Portugal, dos livros novos quando começam as aulas… Fecha os olhos e  inspira o aroma de que mais gostas.

Ouvido ou Audição - Ouvimos muitos e variados sons ao longo do dia, selecionámos os que nos fazem felizes. São tantos: o nosso nome dito pela pessoa que amamos, o bom dia sorridente de quem conhecemos, ou de um desconhecido, uma canção cantada em Português, o som da guitarra portuguesa, o som das ondas a desfazerem-se na areia, ou a baterem nos rochedos, o canto de um riacho, do rouxinol, da cotovia, o vento nas árvores… Ouve e vais gostar.

Gosto ou Paladar - Podes escolher doce ou salgado, também podes misturar. O sabor de uma fofa torrada logo pela manhã. O gosto do sumo de uma laranja algarvia, do marisco, da canja de galinha caseira, do arroz de favas, dos enchidos e queijos portugueses.. Os estrangeiros adoram a nossa gastronomia. Tanta delícia, mas nada, mesmo nada, supera o sabor da comida feita pela nossa mãe.

Tacto ou Palpação - O toque suave e aveludado de um pêssego maduro. Um beijo bem sonoro na bochecha de uma criança, um abraço a um amigo, ou namorado, ou namorada, o toque nas pétalas de uma flor ou no tronco rugoso de uma árvore. O contacto com a água do mar ou do rio frio de arrepiar no norte e mais quente no sul. A brisa que faz o cabelo acariciar-nos o rosto. Tantas emoções!
                                                                     Alunos do 7º E e 7º H


Gostamos de Portugal...

Gostamos de Portugal sem restrições e em todas as estações. Viver num país com quatro estações é menos monótono e mais divertido do que viver num país que só tem duas versões.

Na primavera temos o Marão e o Alvão carregadinhos de flores, cores e odores. Os jardins de Vila Real  ficam alegres, coloridos, bonitos. Há flores de mil cores e muitos amores. Há dias em que os casacos ficam em casa, sentimo-nos mais leves, apetece seguir os passarinhos nos seus voos atarefados. Observar as andorinhas pequeninas a aprenderem a voar é melhor que um bailado, ou melhor: é um bailado.
As tílias em flor perfumam a cidade com suavidade. Os dias espreguiçam-se e duram mais umas horas, tudo para nos alegrar e encantar. Sabem-nos agradar.

No verão temos calor e langor  e temos a espreguiçadeira, que nome extraordinário para uma cadeira, para ao sol, ou à sombra, deixar o tempo fluir. Podemos dormir, dormir, não há horários escolares para cumprir. Uns vão para a praia “batalhar” com as ondas do mar, engolir pirolitos e, por vezes, ficar aflitos. Lá está o nadador-salvador, o rapaz mais bronzeado, para a todos acudir.
Outros preferem o campo, o mundo rural, mais tradicional. Há romarias, procissões e algumas confusões. Há um fervilhar de gente, que vem do estrangeiro, visitar Portugal e a sua beleza natural, que não tem igual. Ficam apaixonados e extasiados.

No outono  regressam a chuva, o vento e o frio. Há quem goste e quem não goste. É bom vestirmos o casaco fofo que nos acaricia e que já há muito tempo não nos via, nem sentia. As árvores despem-se, ficam  nuazinhas, a tremelicar, coitadinhas. Vamos fazer camisolas, de todas as cores, para lhes vestir. Vão parecer o arco-íris. Vão ser mais felizes, podem crer.
Livros novos, colegas novos e  novos professores, a maioria são uns amores, chegam nesta estação à nossa vida e não estão de partida. Só no verão se vão. São tantas as novidades que  andamos em alvoroço e com dores no pescoço. Não vamos continuar, a inspiração está a acabar.

No inverno temos o Natal e ponto final. Não, há muito mais para lembrar. A nossa cidade gosta de se vestir de noiva, coberta por um longo e branco manto. Em muitos lugares do Mundo não há cidades assim. É ruim. Para eles, não para mim! Há no ar o cheiro quente e aconchegado da lenha a arder, nas lareiras e fogueiras. As castanhas assadas também são perfumadas. Os outros animais hibernam, nós recolhemo-nos mais cedo. Uma torrada dourada, uma caneca de chocolate quente e espesso, uma televisão, quem resiste à tentação? Nós não, é uma perdição!
Há gorros giros nas cabeças que se cruzam nos corredores, sem temores. Vamos fazer o dia do gorro e  eleger o mais original, que tal?  Andamos de nariz tapado para que não fique congelado.
Quando chega o Carnaval sabemos que o frio está a amansar e o inverno a acabar.  Voltamos à primavera e à beleza que encerra e nos espera. Viva Vila Real! Viva Portugal!

Alunos do 9º G


Descobre a 2.ª edição de O Broas - Escola S/3 S. Pedro...

A 2.ª edição do jornal O BROAS está disponível para todos os que quiserem conhecer melhor a comunidade escolar da Escola S/3 S. Pedro - Vila Real. São muitas as novidades, os artigos que preenchem esta edição. Descobre  pessoas, lugares, olhares e pensares, ....

Se vieres à Escola,  podes encontrar o jornal O BROAS na biblioteca e/ou exposto no 3.º piso. Vê, lê e aprende! Verás que é um prazer lê-lo!

Podes ainda consultar a 2.ª edição de O BROAS, clicando aqui.



Está muito interessante, não está!!! É agradável a sua leitura!!! Tem belas imagens e palavras, não achas?

Temos uma surpresa: podes aceder e ler outras edições deste jornal. Clica aqui.

Um Outro Olhar...

Perspetivas de Portugal:


 Ana Cristina Ribeiro Gonçalves de Oliveira 
41 anos de idade - naturalidade Trevoux (perto de Lyon) - França - nacionalidade - francesa 
Vive em Portugal há 21 anos
Mãe e encarregada de educação das alunas Diana Oliveira   do 7º D e Cláudia Oliveira do 9º A
A decisão de vir viver para Portugal, em primeiro lugar, não foi minha, foi uma decisão do meu pai, devido a uma doença. Eu só vinha nas férias. Apaixonei-me por um português que não gostou de viver em França e vim viver definitivamente para Portugal.
De França gostava da grande variedade de povos: árabes, judeus, espanhóis… tenho um carinho especial pelo país onde nasci e passei a minha infância e adolescência. Portugal é o país onde, por amor, decidi viver e constituir família. Gosto da cultura, paisagens, gastronomia e, sobretudo, das pessoas. Os Portugueses são simpáticos, têm sentido de humor. Não pensam apenas no trabalho e na casa, mas também na afetividade. No momento atual são obrigados a pensar mais nos encargos e a fazerem mais contas. Comparando os dois países, considero que em França, enquanto lá vivia, o nível de vida era superior, os salários eram mais altos, assim como os subsídios e apoios sociais, como o abono de família. Agora, nem Portugal nem a França estão bem, mas os salários continuam mais altos em França. Voilá!

Yelena Milashevych
45 anos de idade - naturalidade Smolensk (Rússia) - nacionalidade ucraniana
Vive em Portugal há 12 anos - licenciatura em Engenharia Alimentar
Mãe e Encarregada de Educação da aluna Polina Milashevych do 9º F
Vim para Portugal porque o meu marido emigrou para cá. Preferia, por motivos afetivos, tenho lá grande parte da minha família, viver na Rússia. Os Portugueses são simpáticos, amigáveis, fanáticos por futebol, apaixonados pela sua gastronomia.
Em Portugal gosto sobretudo das paisagens naturais, mas também aprecio a arquitetura e o artesanato. É um país muito belo.
Falando do momento atual do país, penso que o nível de vida na Rússia é melhor que em Portugal, mas se compararmos com a Ucrânia, Portugal está melhor. O problema maior de Portugal é o défice, que é muito elevado. Não tenho uma visão positiva da recuperação económica e financeira do país. Penso que as dificuldades se vão arrastar pelos próximos cinco anos, pelo menos.


António José Assunção Lourenço
14 anos - naturalidade Zurique - cantão de Turgan - Suíça
Reside em Portugal desde os 9 anos de idade
Conhecia Portugal de passar cá as férias, os meus pais eram emigrantes na Suíça. O sistema de ensino é muito diferente, há menos alunos por turma, só há aulas de segunda a quinta-feira. Às sextas-feiras não há aulas, mas atividades, por exemplo: aprender a cozinhar - educação física - aprender música - fazer trabalhos manuais… A escola lá é mais complicada e difícil, tinha aulas de manhã e de tarde e a língua do cantão onde vivia era o alemão. Gosto mais de falar português, é mais fácil e agradável. A gastronomia suíça é à base de salsichas, eu gostava, até tenho saudades, mas as nossas francesinhas são melhores. Eles têm bons chocolates, mas são muito caros. Os bolos da pastelaria portuguesa são mais saborosos e baratos. Gosto de viver cá, mas gostava de ir visitar a cidade onde cresci. Nunca mais voltei. Já vivo em Portugal há cinco anos.


Thaissa da Silva
16 anos - naturalidade Rialma - Estado de Goiás - Centro-Oeste do Brasil
Reside em Portugal desde fevereiro de 2010
Antes de vir para cá, não sabia praticamente nada de Portugal. Não gosto do frio, no Brasil faz sempre calor.
Os estudos aqui são mais exigentes e eu tenho muitas dificuldades em entender o que é ensinado.
Sei que aqui se vive melhor. Só em Portugal, a minha mãe conseguiu comprar o nosso primeiro computador.
Gosto dos meus amigos, de sair com eles e andar pelas ruas ou, no verão, ir às piscinas.
Ter vindo para Portugal permitiu que eu andasse, pela primeira vez, de avião, conhecesse Goiana, uma cidade grande do meu Estado e, outra ainda maior, a capital política do meu país, Brasília. Gostei de conhecer o Palácio do Planalto e a Catedral Metropolitana que foram criados por um grande arquiteto brasileiro, conhecido a nível mundial, Oscar Niemeyer, que morreu, recentemente, com quase 105 anos de idade. 
Em Portugal já conheci várias cidades, Mirandela e Porto foram as que mais gostei. Foi aqui que fui pela primeira vez à praia, em Aveiro. No Brasil vivia no interior, não tinha praia.
Gosto de Portugal, mas gostava de voltar para o Brasil. Tenho muitas saudades do meu pai adotivo que continua a viver perto da cidade onde eu cresci.
O meu irmão quer ficar cá, a minha mãe está indecisa, eu queria regressar à minha cidade, ao meu país, lá longe, no Atlântico sul.

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