Uma página da História que mudou as nossas vidas…

Quem diria que a ficção se tornaria realidade? Que um simples vírus mudaria a vida da Humanidade em todo o planeta?


Num fim de semana, após o anúncio do governo de encerrar as escolas, no dia 13 de março, tivemos de nos adaptar à nova realidade, a que se chama E@D. Ao entrar no novo mundo tecnológico, apercebi-me que ia ter um longo caminho pela frente no que ao domínio básico das novas tecnologias dizia respeito. Senti a necessidade de me adaptar a novas metodologias de ensino associadas ao uso de ferramentas, que adquiria ao longo de muitas horas de formação facultadas pelas grandes editoras portuguesas e espanholas, grupos de professores da Escola e fora dela que transmitiam os seus conhecimentos de forma benévola. Assim sendo, também entrei nessa vaga de transmissão de conhecimentos, nomeadamente, na ferramenta Zoom, que desconhecia antes desta pandemia. Foi um desafio poder encaminhar os meus colegas até à luz ao fundo do túnel e sentir a sua gratidão. Naquele momento, consolidei a perceção de que apoiar o “outro” era imprescindível na minha vida.

No entanto, para além da esfera profissional, a pessoal exigia de mim a minha presença e aconchego às minhas duas meninas, de 8 e 10 anos, que necessitavam de carinho e acompanhamento. Foram momentos duros, diria 15 dias de transição que foram muito árduos, para poder conciliar o trabalho da Escola, o trabalho das minhas filhas e a vida de casa. Não foi fácil conjugar os dispositivos que tínhamos na nossa posse, dois smartphones e dois computadores a funcionar ao mesmo tempo para quatro pessoas. Por vezes, um de nós tinha de deixar o trabalho para que as “pequenas” pudessem seguir as aulas na Internet.

Por fim, nestes tempos tão conturbados, aprendi que devemos ver sempre o lado positivo da situação/problema: retomar as aulas presenciais, estar com os meus alunos, foi uma grande alegria; enriquecer a minha formação enquanto profissional foi bom; aderir a um grupo de professores de Espanhol a nível nacional, que todas as sextas-feiras se reúne para partilhar ferramentas e ideias é gratificante...

 Paralelamente, adorei estar com o meu núcleo familiar que vive comigo, apesar dos meus pais estarem “reféns” (como eu digo) noutro país, à espera que as fronteiras abram para poder abraçá-los com muita força. Assisti, a cada minuto, ao crescimento exponencial das minhas filhas, o que contribuiu para adquirir uma visão da vida completamente diferente no antes e durante-Covid-19.

 

Sílvia Meireles | Professora de Espanhol

 


O Broas

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